8 de dezembro de 2008

"Amanhecer esmeralda": lindo!





Que bom reencontrar "Amanhecer esmeralda" na Carta na Escola (novembro 2008/impressa)!

Quando li pela primeira vez esta história, junto com meu filho, logo me veio a seguinte idéia de Paulo Freire: "A escola não muda o mundo. A escola muda as pessoas. As pessoas mudam o mundo".

Já explico: Manhã (esse nome permite muitas leituras!), personagem central da história de Ferréz (autor paulista, ligado ao movimento hip-hop), é uma menina da periferia de uma cidade grande. A vida para ela não costuma ser fácil: 
"precisa ajudar a mãe a cuidar da casa, ir para a escola e na hora de se arrumar, são quase nulas suas opções de roupa, e os cabelos parecem não ajudar muito. Acaba sempre chegando à escola encolhida, malvestida e despenteada. Mas um presente singelo de seu professor, Marcão, muda a vida de Manhã - ela passa a se reconhecer como bela e negra, e a valorizar sua maneira de se apresentar diante de todos" (sinopse feita pela editora).
As palavras do autor na apresentação do livro: 
"A realidade que muitas crianças vivem nesse Brasil, uma realidade de quem só quer um amanhã com alguma esperança, alguém que quer olhar no espelho e ver um rosto e por trás do rosto ver uma história não de escravidão, mas acima de tudo ver uma grande cultura, uma história de honra e glória.
A sensação muitas vezes é de desânimo, mas quando lerem a história da pequena Manhã, vão sentir que o vestido, que o professor Marcão deu a ela, não foi um vestido, ele lhe deu esperança. Quando Dona Ermelinda lhe conta sobre seu povo, é como se fosse um resgate histórico, a vida de quem foi oprimido, de quem construiu um país inteiro e nunca pode usufruir nada dele. Nesse dia, Manhã levantou a cabeça e viu quem realmente era e, conseqüentemente, a corrente do bem foi mais longe".
A escola, representada pelos educadores Marcão e Dona Ermelinda (merendeira), resgatou a beleza das histórias do povo africano e, também, a beleza da menina. Ela espalhou a esperança e a beleza em sua família, em sua comunidade.

Vale a pena ler essa história! Partilhá-la com os(as) colegas, a fim de refletirmos sobre o papel dos(as) educadores(as) e sobre o compromisso da escola como um lugar de encontro com as imagens e referências identitárias positivas para as crianças e jovens negros(as).

E é claro partilhá-la com os(as) alunos(as)! 


Um comentário:

Alcir Martins disse...

olá SU!
UFA! trabalhaste no final de semana, hein???
Parabéns pelas novidades e pelo acompanhamento e,em particular, quero deixar o elogio ao cuidado que tens em manter devidamente "linkadas" as informações auxiliares (as vezes indispensáveis)...
Sucesso nos debates propostos e muito alcance às provocações que nos coloca!
Vida longa ao UFA!