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10 de fevereiro de 2016

'Bora tentar mais uma vez!

Há mais de um ano sem uma palavra aqui.

Parece que perdi a mão. :(

Será que vale a pena insistir?

Acho que a primeira voz que ouvi  sobre a vontade/necessidade de retornar aos nossos  blogues, em 2016,   foi a da Jenny.

E vieram outras vozes conhecidas.

Hoje a gota d'água: a Marli (sempre inspiradora!), comemora dez anos da Blogosfera Marli! Num texto instigante - Blog X Rede Social -, usou imagens bacanas:
O blog é como a casa da gente, onde você guarda suas coisas de forma organizada e recebe suas visitas que chegam sem tanta pressa de ir. A rede social é como a rua. Você transita por ela, cruza com um monte de gente, eventualmente cumprimenta alguém ou tem uma conversa rápida.
Resolvi tirar a poeira e ajeitar a casa pra receber as visitas! Tipo puxar um banco, conversar devagar...

*** *** *** *** ***

Seguindo a metáfora da Marli, nas minhas ruas surgem, sem avisar,  coisas inúteis... passo por elas correndo... sem saco! Muitas, excluo. Não sou obrigada, né?!

Por isso, nos últimos tempos, várias vezes pensei em desativar meu perfil no Facebook. Acabo ficando pela facilidade de acesso às atualizações dos blogues que sigo, dos jornais, das revistas, por causa  de pessoas com ideias bacanas, com quem aprendo muito, por causa da militância, numa tentativa de desconstruir o que a mídia oficiosa vem fazendo há tempos no Brasil. 

Fico, principalmente, por causa do grupo do Curso Normal - Elisa Valls. Tá, nem sempre conseguimos o que está  na descrição:
Este grupo é uma proposta do Curso Normal do Instituto Estadual de Educação Elisa Valls, de Uruguaiana-RS; uma forma de ampliar o diálogo entre (futuros/as) professores/as.
O que se pretende é muita interação, muita aprendizagem, muita partilha... por isso, fica à vontade, entra na conversa!
Em alguns momentos, o grupo se torna  um curso de artesanato, como se o trabalho com as crianças se limitasse a fazer bichinhos, flores e o escabau de sucata e eva.

E a conversa é escassa ali. A maioria se limita a visualizar as publicações e, às vezes, curtir mesmo sem lê-las. Sim, muitas vezes postei textos ou vídeos longos e, no minuto seguinte, havia uma curtida (o que me deixa sem saber o que significa curtir uma publicação... assunto pra outra hora!).

Acho que nem as alunas* nem as professoras* do Curso, ainda,   fazemos as provocações necessárias, não percebemos o potencial das redes online para mediar a aprendizagem.

Então, o que me prende ao FB é um grupo que não cumpre o seu propósito? É que tenho a esperança de conseguir, a partir dele, a interação, a aprendizagem compartilhada,  ampliando as conversas em outras redes online - blogues, youtube...

Essa esperança está se renovando hoje. Confesso que, nesse ano e tanto que não apareci no Ufa!, havia desistido.

Desistido de usar as tecnologias digitais como mediadoras da aprendizagem.

Mas eu preciso voltar, afinal, sou professora no século XXI. Mais: trabalho num curso de formação de professoras* que vão atuar com alunos nascidos no século XXI.

'Bora tentar mais uma vez!

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* Ao me referir às alunas e às professoras do curso, opto pelo uso do substantivos femininos, meus motivos óbvios, ou não?!



28 de maio de 2014

Texto da Suany

Há meses sem aparecer! :P

E essa aparição (?) é pra trazer um mimo que "ganhei" no Facebook e que desejo guardar aqui!

Sempre é bom ter as nossas práticas avaliadas pel@s alun@s; ainda mais quando o olhar é cheio de generosidade.

Fico feliz, sim, mas, ao mesmo tempo, dá um frio na barriga: não posso esquecer da minha responsabilidade como professora de um curso de formação de professor@s!

*** *** *** *** ***
Ontem, a Suany, colega/aluna querida que se formou no final do ano passado,  no Ensino Médio Curso Normal, atualmente, cursando Matemática/UNOPAR. me surpreendeu com o texto que segue:
O presente trabalho é um relato de observação em uma escola de ensino regular e normal desta cidade, onde tivemos a oportunidade de conhecer a professora Suely Caputo Aymone; uma educadora com muito “café no bule”; aquela que além de estar na frente de uma sala com 30 alunos aproximadamente, com sua ternura, seu carinho e compreensão tornar-se uma verdadeira amiga/mãe.
Possuindo uma criatividade imensa, sabe fazer com que seus alunos mergulhem de cabeça no mundo da leitura,dos sonhos e da realidade; propondo à eles inefáveis momentos de sorrisos, de estudos, de debates , de reflexões sobre como devemos atuar em sala de aula com nossos alunos e sobre nossas vidas.
Atuando no Curso Normal do Instituto Elisa Ferrari Valls, especialmente na área da Língua Portuguesa, desenvolve um excelente trabalho com seus alunos, na área de linguagem, contação de histórias, de compreensão e interpretação de textos, de sugestões de atividades para iniciantes no magistério; além de ser uma apaixonada pelo grande mestre Paulo Freire – que com sua grande capacidade de síntese demonstra sua maturidade, lucidez e vontade de, com simplicidade, abordar algumas das questões fundamentais para a formação dos educadores/as.
Suely é a verdadeira “professora maluquinha” – como a que Ziraldo se refere em seu livro; pois desperta em seus alunos o gosto pela aprendizagem e principalmente dialoga com eles de uma maneira aberta e simples,- como idealiza Paulo Freire a relação educador-educando-, buscando saciar todas as suas dúvidas,compreendendo suas dificuldades e criando meios para que estas sejam vencidas.
Competente e dedicada, possui uma maneira muito interativa de ensinar, onde utiliza a web como uma de suas ferramentas de ensino; tal maneira esta que foi noticiada pelo Mec; oportunizando um momento especial em sua vida e na vida de seus alunos.
É, sempre foi e sempre será a alma do Cultura Jovem,onde incentivava a interação de jovens do Curso Normal com os do ensino regular para a concretização do que seria o jornal on-line da escola e ainda mantém blogs sobre suas práticas e de suas alunas;dando enfoque às suas aprendizagens.
Esta professora é um exemplo a ser seguido, pois faz a diferença na vida de seus alunos e com seu jeito único valoriza cada passo dado por eles, acompanhando suas trajetórias. Quem tem o prazer de tê-la como professora, mestra, educadora, amiga, mãe com toda a certeza leva uma enorme bagagem de conhecimento; de alegria, de crise de risos, de lágrimas de emoções, de carinho e de amor; pois não há ninguém que possa igualá-la, tampouco superá-la.
Se hoje eu tenho certeza daquilo que eu quero, da profissão que eu devo seguir, se hoje eu tenho o gosto pela contação de histórias, o encantamento pelas crianças, o gosto pelo ensinar... Se hoje eu estou aqui formada foi pq tu entraste na minha vida e nada mais alegre pra mim do que fazer o meu trabalho da faculdade sobre tu que fostes mais que uma professora pra nós, foi uma verdadeira mãezona NÃO CANSO DE DIZER OBRIGADA SUU' POR TUDO ‪#‎saudades‬  ‪#‎volta_tempo‬‪#‎profe_maluquinha‬ ‪#‎tuémassasu‬ ‪#‎TEMQUETERDIÁLOGO‬
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Obrigada, Suany! <3

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3 de fevereiro de 2014

Estágio final, tempos de (re) pensar as minhas práticas: reinícios

Fim de semestre. 

Para nós, profes e alun@s do curso normal, momentos de reflexão mais intensa sobre nossas práticas. Momentos de rever o que foi construído... Planejar, (re) planejar...

Digo isso, pois 31 alun@s da turma 41 A e 8 da Etapa IV vão para o estágio final, nos anos inciais.

Serão 65 (para o quarto ano) ou 100 (para a etapa) dias de aulas...

Um grande desafio.

Uma imersão no cotidiano das escolas, com todas as contradições inerentes a esse espaço de construção de saberes - afetivos, sociais, cognitivos...

Um importante momento de avaliação do que   desenvolvemos nas  aulas no Curso Normal, especialmente, nas disciplinas de didática.

(Parei, aqui, no dia 20 de julho de 2013!)

*** *** *** *** ***
(Continuo, hoje,  dia 03 de fevereiro de 2014!)

Quase início de ano letivo!

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Antes de tudo um aviso: 

Sim, no estágio final de 2013, assisti a  muitas aulas lindas, cheias de entusiasmo, de criatividade... 

O que me dá esperança! E alegria! :-)

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E daqui para frente falo no singular (sobre minhas práticas como professora de didática da linguagem).

É inevitável, quando nas visitas do estágio supervisionado, rever as contribuições que fiz para que as aulas sejam menos instrucionistas.

Me vem à memória as leituras que propus sobre  a aprendizagem da língua escrita, a formação de leitores; as sugestões de atividades que buscamos ou criamos para dar conta dessas questões de forma mais lúdica, mais reflexiva... 

Basead@s nessas leituras (nosso café no bule!)...

Concordamos (@s alun@s e eu) que a aprendizagem da língua escrita não acontece, apenas, baseada na memorização de regras descontextualizadas. 

Concordamos que devemos compartilhar literatura, lendo com/para os alunos, textos que nos emocionam de alguma forma,  a fim de encantar as crianças, a fim de que reflitam sobre a vida, se divirtam, brinquem com as palavras.... 

Concordamos sobre os direitos de aprendizagem que devem pautar as práticas pedagógicas em língua portuguesa. 

Concordamos sobre os conhecimentos e as habilidades específicos a cada eixo de aprendizagem da língua portuguesa: leitura, produção de textos escritos, oralidade e análise linguística.

Parece que,  enquanto analisamos um e outro texto, uma e outra forma de abordar, por exemplo, a ortografia ou o fomento do gosto pela leitura,  nos entusiasmamos e  acreditamos na necessidade de fazer diferente... 

Mas, no momento de assumir uma turma, parece (!), sucumbimos e fazemos  mais do mesmo.

Aulas e mais aulas com as crianças copiando textos do quadro.

Aulas e mais aulas separando sílabas e classificando palavras quanto ao número de sílabas ou de acordo com a classe gramatical e preenchendo listas com palavras no plural ou no feminino.

Aulas e mais aulas fazendo ditado de palavras, sem reflexão, apenas para saber se o aluno escreveu certo ou não. 

Aulas e mais aulas fazendo hora do conto com textos que nem literários são.

Aulas e mais aulas contando histórias sem entusiasmo, apenas para cumprir um protocolo exigido pelo curso.

...

Que aprendizagens há nessas práticas? 

Por que reproduzimos as aulas nos entediavam, quando estávamos nos anos inciais? 

Que professor@s somos? Que professor@s queremos ser?

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Essas são algumas minhocas que me acompanham desde que comecei no Curso Normal...

E me angustiam... só que não me paralisam! Ao contrário, me fazem estudar mais, buscar outros caminhos, outras formas de abordar esses temas (e outros e mais outros...) com @s alun@s do Curso Normal! 

Sim, acho que a metodologia é essencial! 

Afinal, a aprendizagem se dá mais pelo exemplo do que pela palavra...

 Paulo Freire, então?
1.6 - Ensinar exige a corporeificação da palavra pelo exemplo
O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do “faça o que mando e não o que eu faço”. Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo pouco ou quase nada valem. Pensar certo é fazer certo. ("Pedagogia da Autonomia", p. 16)
*** *** *** *** ***

E aqui vou eu para mais um ano...

É grande a responsabilidade  - formação de professor@s da educação infantil e dos anos iniciais!

Ainda bem que tenho colegas com que compartilho essas minhocas... e nos movimentamos coletivamente!

Ainda bem que tenho alun@s que desejam ser (@s melhores!) professor@s...

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Deixo aqui a ligação para o referencial teórico que organizei dia desses: Encontro de estudos.

Sempre é bom (re) ler...



1 de fevereiro de 2014

"Pavor espaciar"


"Até hoje há quem diga que extraterrestres não existem. Mas vai falar isso lá no interiorzão! Certamente, você ouvirá de volta algumas histórias de gente que jura já ter visto algum." (Mauricio de Souza, no prefácio)
Bueno, então aqui vai a minha história.

Final dos anos setenta, passávamos as férias na estância, distante uns 80 Km da cidade. As luzes que nos rodeavam eram, apenas, das estrelas, da lua e dos vaga-lumes.

Quando menores, minha irmã e eu fingíamos que os "enxames" de vaga-lume (havia muitos vaga-lumes naquela época!) eram as luzes da cidade... :-)

Numa rara noite em que recebemos visitas, os adultos proseavam à espera do  carreteiro... avistamos no céu -, "a noite no pampa é uma catedral"¹ -  três círculos brancos que permaneceram imóveis durante um tempo.

Eram, com certeza, discos voadores.

Não recordo como acabou aquele episódio...

Lembro, apenas, do medo, das explicações, da certeza de ter vivido um contato imediato...

Quando abri "Pavor espaciar", num passe de mágica essas imagens retornaram...

E outras tantas - sobre outros seres assustadores - que alimentavam, no galpão, a roda de mate dos homens, depois da lida no campo. (Não. Éramos meninas e não participávamos da roda, mas brincávamos por ali... e ouvíamos as histórias.)

No primeiro quadrinho,  Gustavo Duarte retrata o  céu que tínhamos sobre nós na noite em que avistamos os discos voadores. Perfeito! E a Rural Willis estacionada em  frente à casa... mais memória afetiva!



Antes de saírem para uma visita, os pais de Chico Bento recomendam para que ele e o primo Zé Lelé se comportem e durmam cedo.


Os meninos atendem: distraidamente, no sofá da sala, Chico escreve alguma coisa, Zé lê  "Có!" (acho que é a primeira hq do Gustavo). Por ali, também, estão Will Eisneir ("The Spirit"), Charles Schultz ("Peanuts")...


Até que Chico, acompanhado de Torresmo,  vai à cozinha pegar água (na geladeira tem Coca, mostarda, catchup... pinguim) e, primeiro, vê a cara de terror do porquinho, em seguida, um E.T.

Saem em disparada pelo milharal, levando Giselda. Zé Lelé já fora abduzido.

No livro, não há muitos diálogos. Andei pesquisando e descobri que  uma característica de Gustavo é a narrativa visual.

Me parece que, desse jeito, sem muitas palavras, nos dedicamos mais a apreciar os detalhes de cada quadrinho... os movimentos, as expressões, as referências (a outras obras) e as homenagens com que o autor brinca de vez em quando...

Por exemplo, um dos abduzidos é o Jotalhão!
"Virge Santa! Um elefante! I ele é verde! Qui surrear..." 
A vontade é entregar cada detalhe, mas não vou fazer isso! ;-)

Ainda, de lambuja, no final, há as primeiras aparições  do Chico, do Zé, da Giselda e do Torresmo.

 Sou fã do Chico Bento, talvez por minhas raízes rurais, sei lá...

*** *** *** *** *** *** ***


2. Aqui, falei um pouco sobre a paisagem do pampa.

3. Chico Bento - Pavor espaciar, de Luiz Santiago

4. Aqui, escrevi sobre "Turma da Mônica - Laços"

5. Sobre o Graphic MSP

8 de janeiro de 2014

"daytripper"

Me propus, nesses dias de férias, ler hq/graphic novel (ou a nomenclatura que for!).

Pura influência do Tomás! ;-)

Comecei com um livro que estava há um tempo na estante,  obra de Fábio Moon e Gabriel Bá, referências para nós - Tomás, Marco e eu -, especialmente depois da 14ª Jornada Nacional de Literatura, em que tivemos a oportunidade de conversar com eles.

daytripper.

O  prefácio (em quadrinhos!), de Craig Thompson, antecipa: "é uma reflexão sobre a efemeridade da vida".

E lá fui eu em busca dos motivos que fazem os olhos do Tomás brilharem quando fala sobre hq!

E encontrei! Sabe aquela obra que dá vontade de ficar (re) lendo?!


Nada de heróis, um cara comum -  Brás - que escrevia obituários  para um jornal me sensibilizou!  

(É coincidência? ou há um fio que liga ao Brás Cubas, de Machado?)

Nos dez capítulos, como se fossem crônicas, a partir dos silêncios, das reflexões e das relações (com o cachorro, com o pai, com a mãe, com o amigo, com a mulher...), entramos em contato com diferentes momentos  do personagem e temos a
"(...) sensação de que a vida está acontecendo aqui, bem à nossa frente, e a estamos vivendo. 
E como vivemos. 
E às vezes morremos para provar que vivemos" (posfácio dos autores). 


*** *** *** *** *** ***
Para ler mais:

Resenha de Bruno Alves 

Vídeo resenha - Leio Eu TV

4 de janeiro de 2014

"Turma da Mônica: Laços"


Quando menina, lia muito gibi -  Luluzinha, Bolinha, Riquinho, Pato Donald, Zé Carioca, Bronco, furacão de fraldas...

Lembro de uma amiga que colecionava essas revistinhas, mantendo-as impecáveis. Eram pilhas organizadas, limpas, completas (uma inveja!). E não nos emprestava.

As nossas,  lidas e relidas, perdiam as capas ou páginas, passavam de mão em mão!

Adulta, assinava a Turma da Mônica. Meu personagem favorito,  Chico Bento.

Nos últimos anos, o Tomás me reconduziu a essas histórias, ampliando as concepções e as estéticas.


  • "O Continente" (2005), HQ baseada no romance homônimo de Erico Verissimo e assinada por Carlos André Moreira (roteiro) e Gilmar Fraga (desenhos);
  • "O Alienista", de Machado de Assis, roteirizada e desenhada por  Fábio Moon e Gabriel Bá;
  • "Dom Quixote das crianças", de Monteiro Lobato (em quadrinhos);
  • "Dom Quixote", de Miguel de Cervantes, com arte de Caco Galhardo;
  • "Dom Quixote", com roteiro e ilustrações de Bira Dantas.
Sim, o cavaleiro andante, é o preferido! ;-)

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Ontem, li "Turma da Mônica: Laços", feita pelos irmãos Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi,  do projeto Graphic MSP. 

Os primeiros laços, os familiares, são mostrados com uma delicadeza emocionante!

O momento em que o Cebolinha recebe o presente, abre a caixa, sob os olhares ternos do pai e da mãe, e encontra o Floquinho, uma bolinha de pelos - mais um laço se estabelece.



Em seguida,  um plano infalível... e a Mônica e o Sansão perseguem o Cebolinha - Peter Pan e o Cascão - Capitão Gancho. No trajeto pelas ruas do Bairro Limoeiro, alguns personagens são "citados" - Aninha, Titi, Cascuda, Xaveco, Xabéu...

Então, vem a notícia do sumiço do Floquinho... que destaca os laços de amizade entre as crianças.


Elas se unem para encontrar o cachorrinho, usando estratégias criativas, enfrentando uma turma de meninos provocadores...  


E os medos de uma noite no Parque das Andorinhas, espantados com histórias ao redor da fogueira - a ideia da circularidade, nossa ancestralidade africana. E uma bonita homenagem a Maurício de Souza!

É legal ficar apreciando cada quadrinho para "descobrir" algumas referências  - os brinquedos na estante, o quadro na parede (releitura d"O tocador de pífaro", de Manet) do quarto do Cebolinha, por exemplo.

E a cena das bicicletas?! Me vi no "E.T., o extraterrestre"!

Muito bom, também, acompanhar os primeiros encontros das crianças - laços em construção -  na escolinha...

Adoro ser surpreendida! E "Turma da Mônica: Laços" me surpreendeu!

Uma obra de uma belezura... encantadora!

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Agora, preciso muuuito ler "Chico Bento: pavor espaciar", de Gustavo Duarte.

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Atualização - 01/02/14

Li "Chico Bento: pavor espaciar"! Me encantei e escrevi aqui! :-)


22 de dezembro de 2013

Para 41 A: minhas/meus afilhad@s!



Senhoras, senhores, boa noite!

Queridas afilhadas e queridos afilhados! 

Nos encontramos em 2010. (Tá bem, ou 2009!).

Aos poucos, fomos construindo histórias.

11 A. 11 B.

21 A. 21 B.

31 A. 31 B.
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará *
É muito curioso como as turmas vão se inventando... assumindo características próprias.

Querem ver?

Quando falo em alegria, cantoria, a qual turma estou me referindo?

Não, não precisam responder...

E quando falo em criticidade, em debates?

Ah, e entusiasmo? E brilho nos olhos enquanto falam sobre os alunos?

Tão diferentes. Com tantas coisas em comum. Com tantas ideias incomuns!!!

E como
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Em 2013, a 41 A.

Lembro de ter dito que não propor nenhuma dinâmica para aproximar as duas turmas que estavam, no início do ano, apenas, dividindo o mesmo espaço na escola.

Sim, era a 31 A para um lado e a 31 B para outro! 

E não é que a “vida” tratou de criar a 41 A?!

Para nossa alegria!
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
E aí foi uma avalanche de risos, choros, brigas, fofocas, amizades...

Como gentes que somos!
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
É, agora, vocês estão aqui, professoras e professores!

Um momento muito especial para mim!

Pois convivemos durante quatro anos! Nunca eu tinha trabalhado tanto tempo com as mesmas turmas! 

E não é que gostei! Vocês me acolheram com generosidade!

A cada ano em que estava “escalada” para estar com vocês, pensava “ xiii, o que vou falar com as gurias e os guris... já foram tantas aulas...”

Mas não é que havia assunto que não acabava mais... tantas coisas para aprender, juntos!

Guardo umas passagens especiais que vão me acompanhar, permanecerão além de vocês... Lembram... 

... do “Olha a Suely , olha a Suely!” 

... dos aplausos... em Braile!

... do “Cala a boca!” “Não fala assim, tens que tratar bem teu colega, diz: cala a boquinha!”


... A literatura compartilhada com muito riso ou muito choro ou muita indignação, sempre com muita paixão!

...E a invasão poética!

... Nossas andanças na web, o grupo no Facebook, o Espichando a conversa... foram até objeto de pesquisa de mestrado, destaque no Portal do MEC e notícia de jornal. 

... Ah! O inesquecível trenzinho que percorreu os corredores do Elisa: 
Tá na hora, tá na hora
Tá na hora de brincar *
São nossas tatuagens!
Nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter *
Construímos um caminho bacana!

É muito bom de fazer parte dele!

E todos os professores do curso normal, tenho certeza, assinam embaixo: sim, temos orgulho de ser colegas de vocês!

As crianças precisam de  professoras e professores como vocês – que acreditam no amor, na tolerância, na alegria, nos sonhos possíveis!!!

Sigam aprendendo com entusiasmo e lutando para que nossa profissão tenha o reconhecimento que merece!

19/12/13

*** *** *** *** *** ***

Aqui está a parte que a Luciana e eu fizemos juntas!


20 de dezembro de 2013

Das madrinhas para @s afilhad@s

Trago para guardar aqui uma das homenagens que a professora Luciana e eu fizemos  às/aos formand@s/2013, do Curso Normal, do Elisa - noss@s afilhad@s!

Suely: E por que somos do Curso Normal, e por que acreditamos na importância das atividades desafiadoras, lúdicas e prazerosas...

Além disso, temos certeza de que quem canta seus males espanta...

Vamos contar a nossa história no Elisa, cantando...

 

Luciana: Após muitas contagens regressivas...

Chegamos ao tão esperado dia – a formatura...




Suely: Passou tão depressa... será que lembramos do dia em que chegamos ao Elisa?




Luciana: Tantas caras diferentes, tantos jeitos, tantas manias...




Suely: Certamente, quando decidimos ser professoras ou professores...




Luciana: E quem nunca tinha pensado em seguir esta profissão...




Suely: E, felizes, comunicamos aos amigos: “Vou ser professora! Vou ser professor!”

A cara de espanto toma conta e logo vem a fala: “Ser professora/professor, com este salário??”




Luciana: Aulas, trabalhos, provas, projetos, planos, práticas... E o tempo foi passando...




Suely: É tempo do estágio final! Muitas dúvidas, muitas aflições... E todas as segundas-feiras, na reunião com a comissão...




Luciana: É claro, no meio estágio, pensamos em desistir, mas...




Suely: Após o plano 65 ou o plano 100...




Luciana: No entanto, percebemos que o estágio não se resume a contagem de dias, mas a partilha de vidas... vidas de que, hoje, sentimos falta...




Suely: De tudo fica a certeza: o mais importante é aprender e ensinar a amar...




Luciana: Como nos inspira o poeta Alceu Wamosy:

“ Já não serei tão só, nem irás tão sozinha.
Há de ficar comigo uma saudade tua…
Hás de levar contigo uma saudade minha…”

Queridas afilhadas e queridos afilhados! Sejam felizes!

Que Deus proteja a todos!





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Aqui está a minha fala! ;-)


15 de outubro de 2013

Sobre ser professora

Não sei se é preciso falar sobre isso... (Acho que eu preciso!)

E tem, também, o fato das datas significarem quase nada... "implico" com a mercantilização das datas... Se bem que o quinze de outubro não vende...  mas rende um feriado... ;-)

Sou professora. Sou professora por opção.  Sou professora da rede pública estadual  por opção. 

Sou professora de português, porque me encantei pelas aulas de uma professora de português (na faculdade de comunicação social). 

Adoro estar na sala de aula com os alunos. Adoro ler com os alunos. Adoro conversar com os alunos. Adoro ouvir os alunos. Adoro pensar sobre a língua portuguesa com os alunos. Adoro me emocionar  com os alunos, quando lemos, quando assistimos a um filme,  quando falamos sobre a vida. Adoro rir com os alunos. Adoro aprender com os alunos. Adoro me surpreender com os alunos. Adoro compartilhar descobertas com os alunos. Adoro ter esperança ("tempo de quefazer") junto com os alunos.

Adoro, quando caminho pela rua, escutar "Oi, professora, tudo bem?!", me virar para responder o cumprimento e encontrar uma pessoa alegre, que me abraça com carinho, me conta as coisas boas que tem vivido.

A juventude dos alunos - com sonhos, certezas, dúvidas, alegrias, tristezas, instabilidades, contradições - me contagia, me faz ficar  em ligação direta com o mundo.

Pesquiso, estudo, leio, escrevo, penso e repenso... Todos os dias me preparo para estar com os alunos. Meu desejo são aulas diferentes daquelas que  tive - em que o professor falava e os alunos ouviam, em que o professor escrevia no quadro e os alunos copiavam, em que o professor passava o conteúdo e os alunos memorizavam.

Não é fácil, mas tenho tido sorte. Tenho encontrado alunos muito bacanas que me instigam, me provocam... 

Sim, tenho muito a me (re) inventar... 

Sim, temos (assim, no plural) a luta permanente pela qualidade na educação pública, pela valorização dos professores, pelo salário  digno... 

*** *** *** *** *** ***

Minhas variações sobre o  tema:


29 de setembro de 2013

Remix: filme, livro e texto do Tomás

Parte 1: o filme

O filme de hoje foi "Bravura indômita", na versão de 1969.

O dos irmãos Cohen é um dos favoritos do Tomás e do Marco.

Eu também gosto (dos dois) - a estética dos filmes de mocinho remetem à infância, quando havia cinemas, sim, no plural, em Uruguaiana. As matinês nos domingos eram sagradas.

Cultivamos do jeito que dá nossa paixão por filmes - em geral, em casa; quando possível, em cinemas.

*** *** *** *** ***

Parte 2: o livro

A temática dos ritos de passagem nos agrada! ;-) 

Um livro que circulou entre nós três - Marco, Tomás e eu - foi  "As vantagens de ser invisível".

É claro, assistimos ao filme também. 

Ah! Adoramos a trilha!

Não, não escolhemos qual o melhor - filme ou livro... obras com linguagens diferentes, né?!

*** *** *** *** ***

Parte 3: o texto do Tomás

Numa manhã, o Tomás chegou da escola muito entusiasmado, falando sobre uma história que estava escrevendo...

Há  tempos isso não acontecia... a escrita para a escola (para a professora ler), aos poucos, foi se tornando, apenas, tarefa a ser cumprida.

O texto, que alegrava meu filho adolescente,  era em forma de cartas - isso me fisgou. Mais ainda, a personagem central - uma menina que escrevia para a mãe contando as aventuras por que passava para vingar o assassinato do pai.

Ali estavam marcas explícitas de Bravura indômita - no tema - e do romance de Stephen Chbosky - na forma (cartas) -,  duas obras que o sensibilizaram.

Gosto disso, de ver a intertextualidade se realizando criativamente, com autoria.

Quer dizer, a construção de um texto sempre envolve outros textos, mas somente juntar textos não basta. É preciso olhar para eles, percebendo  algo diferente, ligando-os de forma inovadora.

É isso: sejamos antropófagos, sejamos hackers!


15 de junho de 2013

Meu repúdio à matéria de jornal

Quem passa, vez em quando por aqui, sabe que há mais de um mês estou quieta!

E não é por falta de assunto. 

Tenho lido muitas coisas bacanas, especialmente de literatura (infantil) e sobre ensino de língua e literatura...

Tenho assistido aulas na educação infantil, realizadas pelos/as alunos/as do quarto ano do curso normal, que me enchem de alegria e de orgulho... Não é que aquela gurizadinha que conheci, em 2010, cresceu, se transformou...  Agora, os meninos e as meninas são professores/as em construção - como todos/as nós!

Tenho (re) encontrado professoras, nas minhas andanças pelas escolas de educação infantil do município, nossas ex-alunas, que têm brilho nos olhos quando falam das turmas com que trabalham, que recordam os tempos de Elisa com carinho...

Queria compartilhar tudo isso!

O que me falta é tempo!

Para cumprir o que assumi como professora do curso normal (literatura, língua portuguesa, didática da linguagem, comissão de estágio), tive que reorganizar algumas coisas... por exemplo, parei a especialização, não consegui dar conta das leituras nem das atividades propostas... isso, de certa forma, me frustrou, detesto deixar coisas pelo meio... porém, não houve alternativa... fazer por fazer, apenas, para receber o título, nem pensar...

E, é claro, deixei um pouco de lado o Ufa! :( Que, hoje, sai da hibernação...

*** *** *** *** ***

(Clica na imagem para ampliar)

Preciso escrever a minha indignação: realmente, a mídia (eta, palavrinha gasta!), seja nacional, regional ou da aldeia, vive  de "erros" que viram verdades.  

Acho que funciona assim: alguém faz uma denúncia (e a "fonte" é sempre "protegida"), quem escreve no jornal  apura de maneira rápida os fatos e, pronto, publica!

E quando se trata de educação e de escola, melhor ainda! Todos se acham no direito de meter a colher!

Ainda mais que há estereótipos que valem a pena ser mantidos: os professores são uns incompetentes, não sabem dar aula e, não bastasse isso, tratam mal os alunos!

Quando  descobrem que sou professora, a primeira  pergunta é sobre os adolescentes desrespeitosos com que trabalho, se é muito difícil "aguentar" os alunos... Frustram-se com a resposta: meus alunos são pessoas muito bacanas, com quem aprendo sempre! E adoro estar na sala de aula!

Trabalho numa escola em que a equipe diretiva, a coordenação pedagógica e o coletivo de professores e de funcionários  fazem toda a diferença:  empenhados em manter a qualidade da educação pública.

Todos os dias vejo gente comprometida, fazendo o melhor pela escola, mesmo que as condições de trabalho sejam, às vezes, desfavoráveis.

São mais ou menos mil e quinhentos alunos que se encontram no Elisa diariamente... crianças e jovens, alegres, entusiasmados, curiosos, questionadores...

Esse é o  Elisa!

Por isso,  repudio a matéria publicada no dia 11/06/13, no jornal Diário da Fronteira (imagem acima):
A redação do Jornal Diário da Fronteira recebeu, nesta terça-feira (11), denúncias de que um grupo de alunos do Instituto Elisa Valls estaria intimidando colegas nas dependências da escola e também fora. Essas informações dão conta de ameaças, ataques com pedras e canivetes, que apesar de relatos assustadores para os pais, não são o pior à que seus filhos estão suscetíveis: agora, armas de choque e sprays de pimenta são os mais novos artefatos utilizados em brigas de adolescentes naquele que deveria ser o ambiente dos valores positivos – a escola.
E faço uma sugestão de pauta: acompanhar o trabalho desenvolvido no Elisa: minhas  aulas estão à disposição! ;)

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Enquanto escrevia esse texto, lembrei de dois casos: do deputado Ibsen Pinheiro e da Escola Base.




5 de maio de 2013

Meu universo de leitora: uma sondagem

Ler é dialogar? - É. Ler é duvidar? - É. Ler é entender o significado das coisas e, por isso, entender o outro? - É! Ler é se transformar por meio do sentido que a palavra produz? - É. Então ler um bom livro é sempre garantir a mudança: nós nunca seremos os mesmos depois de terminada a leitura. Terminada no papel e continuada na vida! (Celso Sisto)

Uma das obras na minha cabeceira é "Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias", de Celso Sisto.

Volta e meia, abro e leio e releio. Um texto delicioso.

Nas páginas 28 e 29,  Sisto propõe "uma sondagem do nosso universo leitor, baseado nos direitos imprescritíveis do leitor, inventados pelo escritor Daniel Pennac".

Bueno, aqui vai minha sondagem:

1. Livros com que exerci meu direito de não ler: do Paulo Coelho. Tá bem, li "O alquimista".

2. Não lembro de ter pulado páginas nas leituras de textos literários. Já nos  teóricos, pulo a toda hora!

3. Nunca terminei de ler "Em busca do tempo perdido" (Proust). Ganhei do Marco a obra em 1991 (lembro bem!). Andei uns dias abraçada aos livros - o contado mais íntimo que tive com eles. Dias depois dessa apropriação física, comecei a ler "Nos caminhos de Swann". Não consegui dar conta, sentia uma angústia, uma falta de ar...

Ah, e tem "Grande sertão: veredas", numa edição linda, dos 50 anos da obra,  que está guardada, à espera... "Nonada".

4. Releio contos: do Machado de Assis, do Rubem Fonseca, do Dalton Trevisan: adoro os temas; os jeitos, às vezes, irônicos; às vezes, cruéis; sempre, surpreendentes.  Releio "O continente - volume I", do Erico Verissimo, questão de identidade. Releio "Quatro negros", do Luís Augusto Fischer, a Janéti me emociona.

5. Outras coisas que leio? De tudo um pouco.

Os filmes (são textos também, né?!) andam taco a taco com a literatura. 

Tenho lido, muito mesmo,  artigos em livros, em revistas, na web sobre  ensino de literatura infantil, didática da linguagem (especialmente,  questões sobre a aprendizagem de ortografia - minha nova paixão) e uso de tecnologias na educação.

6. Meu direito ao bovarismo - "doença textualmente transmissível"! - aparece em Ana Terra, pretendo ter a coragem dela; em Judas, quando percebo que a vida é isso: um tanto obscura; em Janéti, queria ter a mesma obsessão pela família; em Ismália, divido a fantasia do suicídio (tão linda a imagem!).

7. Lugares em que gosto (ou gostava) de ler: antes, o ônibus, quando percorria um trajeto longo até a escola. Agora, para/com meus alunos: ou literatura infantil ou poesia ou contos.

8. Adoro economizar livro! Quase sempre, abandono por um tempo o livro antes que acabe, não gosto de me separar assim bruscamente das personagens, das tramas, dos ambientes... inicio a leitura de outra obra... então, retomo a anterior e termino. Quer dizer, quase nunca estou sozinha. ;)

9. Para ler em voz alta em qualquer lugar e em qualquer horário: "I-Juca-pirama", "Navio Negreiro", "Soneto de fidelidade" e alguns contos da obra "Capitu sou eu", de Dalton Trevisan - "De olhinho fechado", por exemplo.

10. A obra que mais trabalha dentro de mim: "Judas , o obscuro", escrevi sobre isso neste texto.

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Desafio: que tal fazeres a sondagem de teu universo leitor?

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Escrevi também:



31 de março de 2013

Mais uma especialização? :P


Tá, sou aluna do curso de especialização Tecnologias Aplicadas à Aprendizagem de Língua Portuguesa, da UFPE. Um pequeno mimo que me permiti em 2013/1014. Digo mimo, pois o objetivo do curso me pegou:
(...) envolver a Universidade Federal de Pernambuco no processo de desenvolvimento acadêmico promovendo capacitação e formação continuadas de profissionais que atuam na Educação em suas diferentes áreas e níveis. Ao disponibilizar a experiência de ensino e de pesquisa, no campo da Linguística e da Língua Portuguesa, atrelada ao uso das novas tecnologias, contribui-se para o aperfeiçoamento das práticas pedagógicas no que concerne especificamente ao ensino da Língua Portuguesa.
Minhas paixões - ensino de língua portuguesa, novas tecnologias... bem instigante!

Além disso, se tudo der certo, há o encontro presencial obrigatório, acho que em 2014, em Recife. Ueba!! ;)

Mais uma especialização? por que não tentas mestrado? tenho ouvido direto.

Qual universidade aceitaria uma professora quase do fim do mundo (vizinha do Papa, heheh), há anos fora da academia e sem  padrinhos? Não  tenho  paciência para disputar vaga com os jovens... o tempo é deles! Enfrentar a obrigação de publicar, de  participar de congressos? Xiii, para mim já passou. :P

Quer saber mais?  de um tempo pra cá, depois da instalação do campus Unipampa - Uruguaiana, volta e meia nos procuram, na escola,  para aplicar projetos de pesquisa de mestrado e doutorado - o ensino médio - curso normal é o predileto; e daí? nada. As pessoas vêm, te mostram os questionários, pedem tuas aulas para realizar a pesquisa; passado o interesse (delas!) tudo continua como antes...

Por favor,  não me entendam mal, admiro muuuito as pessoas que  se dedicam à pesquisa... o que seria de nós, pobres mortais, sem elas... 

Só que me parece, na área da educação, as coisas  saem muito pouco da universidade, ou nós, do chão da escola,  não sabemos entender os resultados... sei lá...


23 de fevereiro de 2013

Voltando, então!

(Obra de Leandro Lamas)

Faz dias que arrisco/rabisco textos sobre o fim das férias, sobre o retorno à escola...

E nada...

Até que a Martha Medeiros me "salvou"! ;)

Compartilho um trecho da crônica "Fim de férias", publicada na Zero Hora (21/02/13):
Férias só se justificam por serem provisórias, são fantásticas porque terminam, é essa consciência do finito que faz com que valorizemos cada segundo vivido.
Que bom estar de volta à imprevisibilidade dos dias.
Minhas férias foram ótimas: passeei em Poa, que aprendi a amar, especialmente, nos janeiros  - detesto a ditadura da praia no verão, roteiro obrigatório :P -, conheci gente bacana,  li um pouco (sempre é pouco!), fui ao cinema (um luxo para quem vive numa cidade em que esse tipo de espaço não existe!), visitei exposições que me deixaram encantada, joguei  conversa fora, fiquei muuuito tempo sem fazer nada e coisa e tals. Ah, me deliciei com  mil folhas e cafés. E dormi até ao meio dia, todos os dias!!!

Mas ainda bem que as férias acabaram!!!

Que bom estar de volta ao Elisa! Que bom rever os colegas! Que bom  realizar práticas bacanas juntos! Que bom  continuar na busca incessante pela qualidade da escola pública!

O melhor de tudo: que bom (re) encontrar os alunos!!!


15 de janeiro de 2013

Currículo online :)



Sou dum tempo em que se fazia a graduação e, no máximo, uma especialização e ficava tudo ótimo!

Os cursos de mestrado eram escassos... doutorado, então, nem se fala...

Publicar? Fazer comunicações em congressos, seminários? Organizar eventos? Isso era para os iniciados, os que  desejavam  a vida acadêmica... 

Hoje, me encanta a ousadia da gurizada que já chega à universidade pensando nos possíveis orientadores,   nas linhas de pesquisa, no doutorado e tals...

Essa conversa é para dizer que, somente agora, senti necessidade de organizar meu Currículo Lattes.

É claro que não tive muito o que dizer por lá, pois nunca publiquei, participei de poucos eventos, não fiz nenhuma pesquisa... essas coisas que a academia exige...

O motivo que me levou à Plataforma Lattes: dia desses, no twitter, eu acho, descobri a especialização dos meus sonhos: Tecnologias aplicadas à aprendizagem de Língua Portuguesa. Melhor: ead. Melhor ainda:  Prof. Antonio Carlos Xavier.

Maravilha...

Só que na UFPE! :(

Sim, é à distância... mas não precisava ser tão distante assim...

Há os encontros presenciais... 

Uma pena! :(

Pelo menos, preenchi o meu currículo... 


8 de janeiro de 2013

Aula no Portal do Professor

A educação que se quer nos dias atuais requer do aluno habilidades cognitivas mais complexas do que as exploradas tradicionalmente. Nesse sentido, é fundamental para um educador saber selecionar adequadamente as estratégias e os recursos de aprendizagem que melhor ajudarão o aluno a alcançar os resultados esperados. No novo papel, o professor cria espaços de aprendizagem, de atividades e desempenha muitas funções novas como mediador, ativador, articulador, orientador e especialista da aprendizagem (Reflexões pedagógicas).
No início de 2012, sistematizei algumas aulas  para os anos iniciais, a fim de pôr em prática a teoria que temos estudado no ensino médio - curso normal, em didática da linguagem e literatura infantil.

Nenhuma revolução. 

Uma aula possível, integrando literatura, língua portuguesa e interfaces da web.

No início de dezembro, certamente fugindo da burocracia que envolve o encerramento dos cadernos de chamada (sofro desse mal: basta se aproximar o final de trimestre para eu descobrir mil outras coisas interessantes  para fazer!), decidi enviar esse planejamento para ser avaliado pelo pessoal do Espaço da Aula do Portal do Professor.
(...) um lugar para criar, visualizar e compartilhar aulas de todos os níveis de ensino. (...) Qualquer professor pode criar e colaborar; desenvolver aulas individualmente ou em equipe; pesquisar e explorar o conteúdo das aulas e coleções de aulas.
E  hoje, depois de alguns ajustes nos links, o plano foi publicado:


Sabe por que fico feliz? Por poder compartilhar. Cada vez mais, vivencio a web como possibilidade de superar a solidão das práticas pedagógicas. Sim, há espaço, no final da aula, para a opinião de que acessou.

No próprio Portal do Professor, há tutoriais que auxiliam tanto a reflexão sobre a metodologia como o uso das ferramentas disponíveis:
Já são quase 13 mil aulas!

Quem mais vem?
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Há, no Portal do Professor, outros trabalhos nossos: