(Página do álbum "Meu primeiro ano de vida!",
preenchida com capricho por minha mãe.)
preenchida com capricho por minha mãe.)
Eu queria escrever isso e aquilo sobre o dia dos professores...
Quem sabe dizer que sou professora (e da rede pública estadual!) por opção; poderia ter sido arquiteta - primeiro curso em que pensei ainda no início do segundo grau (era assim, na época!) ou jornalista - faculdade que comecei (e adorava!), mas abandonei, logo no terceiro ou quarto semestre para dar aulas de língua e literatura.
Como assim? Pois é, talvez seja o vaticínio de meus pais... A imagem no início do texto comprova! ;)
A quem interessa essa historinha água com açúcar? Se a pauta do momento passa pelas (más) condições de trabalho? pelo pouco investimento do Estado? pelo baixo salário? pelos alunos desinteressados? pelos professores despreparados e desvalorizados? e por todo o rosário de queixas que ouvimos diariamente ao ligar a tv ou abrir os jornais?
Só que, mesmo correndo o risco de ser tida como alienada, procuro o caos que é alardeado, e o que vejo? Muitos professores, de diferentes partes do Brasil, que sonham e lutam com/por uma educação pública de qualidade, por um mundo mais justo! Que fazem, como nos ensina Paulo Freire,
A escola em que se pensa, em que se cria, em que se fala, em que se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim à vida.
Acho que muito mais do que respostas, a educação necessita de perguntas, de problematização, de pesquisa.
Além disso, quando se diz que a educação necessita de respostas, é necessário clarear: quem dá as respostas? por que responde? como responde? com que intenções?
Desde 1985, quando tive minha primeira turma – uma 5ª série numa escola da rede particular - até hoje, tenho encontrado gente entusiasmada, comprometida, criativa...
Problemas? Sim, como em todos os setores.
Mas que nos desafiam e nos movimentam!
De novo (e sempre!) Paulo Freire:
Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática.
Se concordamos com Paulo, não devemos permanecer nas avaliações pontuais e fatalistas dizendo que a escola pública é uma desordem!
Ou devemos?
