6 de abril de 2013

Ah, os tablets...


 (05/03, em Poa, com a Lourdes - coordenadora 10ª CRE e
 com a Cristina - diretora do Elisa)
A educação é um processo rico e complexo de ajudar a aprender, a evoluir, a ser pessoas livres. As tecnologias fazem parte do nosso mundo, nos ajudam, mas ainda precisamos experimentar muito para encontrar caminhos de integração que nos permitam avanços significativos na escola e na vida.

Sabe, eu nunca ouvi um professor reclamar quando os gestores públicos  põem quadro negro (tá, verde ou branco) na sala de aula e providencia giz...

Nunca ouvi um professor reclamar dos livros didáticos que os governos  disponibilizam para os alunos...

Nunca ouvi um professor reclamar dos acervos de obras literárias que os governos  enviam para as bibliotecas...

Nunca ouvi um professor reclamar das revistas especializadas que chegam às escolas...

Nunca ouvi um professor reclamar quando a escola disponibiliza folhas sulfite e xerox...

Obrigações.

Por que, então, alguns reclamam dos tablets que acabaram de receber? 

Sim, apenas, mais uma tecnologia para mediar o processo de aprendizagem dos professores e dos alunos... 

O quadro e o giz, os livros, o xerox... tão acomodados em nossas práticas passam despercebidos...  

Quem sabe admitimos: o que nos desestabiliza não são as tecnologias digitais... mas o que elas carregam: a ideia de repensar as práticas, o papel do professor...

Quem sabe substituímos as lamentações sobre a falta de formação pela construção de redes online, para aprendermos uns com os outros, para que uns sirvam de inspiração para os outros...

*** *** *** ***
Leituras que recomendo:

Tablets e netbooks na educação - professor José Moran
Ganhei meu Tablete Educacional, que faço com ele agora? - professor Sérgio Lima
Tábletes educacionais - wiki do sleducacional
Formação continuada docente – relato de uma experiência - professora Gládis dos Santos
Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica - professora Suzana Gutierrez

10 comentários:

Sergio Lima disse...

Opa Suely,

Muito bom, direto ao ponto. Adicionei seu texto ao wiki do sleducaional sobre os tablets educacioanais: http://psfl.in/i5

gladislsantosbr disse...

Concordo contigo, Suely. É bem por aí! A questão está em repensar e, efetivamente ,mudar algumas práticas tão arraigadas como: o professor ensina/o aluno aprende, eu falo/você ouve, eu escrevo/você copia/repete e por aí vai.... Com o uso destas tecnologias isso não tem como funcionar e, mudar o que está estabelecido sabendo que é preciso dar voz e autonomia aos alunos, causa grande desconforto. Por outro lado é mais fácil reclamar da falta de formação, mas usar o tempo gasto nas redes sociais pra compartilhar vídeos engraçadinhos para formar uma rede de troca de experiências com outros professores ne pensar, né? Afinal, eu não ganho pra isso!
Sim, os professores ganham mal e falta formação, falta valorização e a carga de trabalho é excessiva, isso não se discute. Mas há coisas que não precisam vir de cima sempre. O prazer em aprender deve ser do professor também e não só do aluno.
Pronto, falei!

Bjus

Filosofia disse...

É verdade, Suely. Não sei se a chegada dos tablets está assustando os professores por terem receio de não saberem o que fazer com ele ou se está apenas "mexendo" na acomodação que já se tornou arraigada na prática pedagógica de muitos, infelizmente. Mas tudo depende de boa vontade, disposição e criatividade. Com o tablet na mão, e as orientações básicas que os professores recebem na formação do NTE, eles poderão ir muito longe e trazer a inovação para seu trabalho diário. Eu estou apostando que muitos encarem assim e aproveitem muito esse novo recurso pedagógico.

Filosofia disse...

O comentário com o nome de Filosofia é meu, Cledenir Dri, do NTE da 10ª CRE.

Suely Aymone disse...

Oi, Sérgio!

Legal teres passado aqui!

Já inseri o endereço da wiki no testo daqui!

Nossas conversas se espichando...

Abs

Robson Freire disse...

Sueli

Adorei O Texto Principalmente Por Que Ele Toca Numa Questão Primordial Que É Repensar A Pratica Pedagogica Diante Das Novas Tecnologias, Apesar de Que O Quadro Negro, o Mimeografo, A xerox e Outras Coisas "Novas" Que Incorporamos Na Nossa Pratica Não Sejam Tão novas Assim. Mas O Que De Fato Incomoda? Repensar? Reaprender? Ou Simplesmente Sair Da Zona de Conforto em Que Nos Colocamos E De Lá Não Mais Queremos fazer.

Adorei O Texto

Parabéns

Suely Aymone disse...

Oi, Gládis!

"E dá pra conectar dom o datashow?" Uma pergunta bastante emblemática que ouvi quando cheguei com o tablet na escola!

"Sim, os professores ganham mal e falta formação, falta valorização e a carga de trabalho é excessiva, isso não se discute. Mas há coisas que não precisam vir de cima sempre. O prazer em aprender deve ser do professor também e não só do aluno."

Concordo, concordo, concordo!

Beijos!

Suely Aymone disse...

Oi, Cledenir!

Uma alegria te encontrar aqui!

Como tu, também, tenho esperança!

No início, a gente resiste ao "novo", por exemplo, a proposta de reestruturação do ensino médio... difícil sair da zona de conforto, como disse o Robson...

Mas vamos caminhando...

Beijos!

Suely Aymone disse...

Oi, Robson!

Às vezes, eu fico pensando que as pessoas devem achar que as nossas aulas, nós que vivemos falando em repensar as práticas, em construção do conhecimento, em aprendizagem colaborativa e essas coisas, mediadas ou não pela web, são revolucionárias...

Nada disso, né? Talvez, a diferença seja o que disseste: repensar a prática frente às (nem tão) novas tecnologias... e às velhas também!

Já participei de muita aula bacana sem nenhum show pirotécnico, sem nenhuma dancinha ou musiquinha...

Já participei de curso - ead em que se reproduz a aula presencial, do quadro e giz, do copia e cola, da tarefa pela tarefa...

Beijos!

Conversamos...

Marli Fiorentin disse...

Eu li o teu post , mas não comentei, ou será que comentei no face? Já não sei mais. Mas enfim, eu concordo contigo e também em gênero, número e grau com a minha quase irmã gêmula Gládis. A carga horária, o salário e tantas outras questões são as mesmas ou parecidas, mas por que só alguns conseguem fazer diferente? É a pergunta que não quer calar. No Encontro Internacional de Educação, Uma professora atuante do MEC, disse algo que todos deveriam se dar conta. O uso da tecnologia não é uma opção para o professor, como escolher entre fazer ioga ou outra atividade, mas uma obrigação para todos os professores, pois é uma necessidade do aluno nos dias de hoje. BJ!