30 de dezembro de 2012

Esperança


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Poema de Quintana!

Esperança: meu desejo!

*** *** *** *** *** ***

Atualização (03/01/13):

A Isabel Moraes, colega inspirada!, trouxe a Canção Óbvia, de Paulo Freire, de que faço alguns destaques a seguir:

(...)
Quem espera na pura espera
vive um tempo de espera vã.
(...)
Não te esperarei na pura espera
porque o meu tempo de espera é um
tempo de quefazer.

Nosso desejo: essa esperança que nos movimenta!!!


5 comentários:

Marli Fiorentin disse...

Se perdermos a esperança, perdemos tudo. Juntas novamente em 2013, Suely! Abraço!

Suely Aymone disse...

Com certeza, Marli!

Juntas para mais uma volta (como diz o Sérgio Lima)!!!

E cheias de esperança!!!

Feliz 2013!!

Beijos!

Sérgio F. Lima disse...

Opa Suely, porque sem esperança a volta é mais complicada :-)

Feliz 2013

Isabel Moraes disse...

Esperança, lembrei do trecho do poema Cancão Óbvia de Paulo Freire, "Quem espera na pura espera vive um tempo de espera vã.
Por isto, enquanto te espero
trabalharei os campos e
conversarei com os homens e mulheres...", pois acredito nessa esperança, que nos move, nos faz ir em frente, nos faz acreditar nos sonhos.

Suely Aymone disse...

Isabel!

Vou atualizar o post com teu comentário!

Obrigada!

Aparece sempre...
Beijos!