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10 de fevereiro de 2016

'Bora tentar mais uma vez!

Há mais de um ano sem uma palavra aqui.

Parece que perdi a mão. :(

Será que vale a pena insistir?

Acho que a primeira voz que ouvi  sobre a vontade/necessidade de retornar aos nossos  blogues, em 2016,   foi a da Jenny.

E vieram outras vozes conhecidas.

Hoje a gota d'água: a Marli (sempre inspiradora!), comemora dez anos da Blogosfera Marli! Num texto instigante - Blog X Rede Social -, usou imagens bacanas:
O blog é como a casa da gente, onde você guarda suas coisas de forma organizada e recebe suas visitas que chegam sem tanta pressa de ir. A rede social é como a rua. Você transita por ela, cruza com um monte de gente, eventualmente cumprimenta alguém ou tem uma conversa rápida.
Resolvi tirar a poeira e ajeitar a casa pra receber as visitas! Tipo puxar um banco, conversar devagar...

*** *** *** *** ***

Seguindo a metáfora da Marli, nas minhas ruas surgem, sem avisar,  coisas inúteis... passo por elas correndo... sem saco! Muitas, excluo. Não sou obrigada, né?!

Por isso, nos últimos tempos, várias vezes pensei em desativar meu perfil no Facebook. Acabo ficando pela facilidade de acesso às atualizações dos blogues que sigo, dos jornais, das revistas, por causa  de pessoas com ideias bacanas, com quem aprendo muito, por causa da militância, numa tentativa de desconstruir o que a mídia oficiosa vem fazendo há tempos no Brasil. 

Fico, principalmente, por causa do grupo do Curso Normal - Elisa Valls. Tá, nem sempre conseguimos o que está  na descrição:
Este grupo é uma proposta do Curso Normal do Instituto Estadual de Educação Elisa Valls, de Uruguaiana-RS; uma forma de ampliar o diálogo entre (futuros/as) professores/as.
O que se pretende é muita interação, muita aprendizagem, muita partilha... por isso, fica à vontade, entra na conversa!
Em alguns momentos, o grupo se torna  um curso de artesanato, como se o trabalho com as crianças se limitasse a fazer bichinhos, flores e o escabau de sucata e eva.

E a conversa é escassa ali. A maioria se limita a visualizar as publicações e, às vezes, curtir mesmo sem lê-las. Sim, muitas vezes postei textos ou vídeos longos e, no minuto seguinte, havia uma curtida (o que me deixa sem saber o que significa curtir uma publicação... assunto pra outra hora!).

Acho que nem as alunas* nem as professoras* do Curso, ainda,   fazemos as provocações necessárias, não percebemos o potencial das redes online para mediar a aprendizagem.

Então, o que me prende ao FB é um grupo que não cumpre o seu propósito? É que tenho a esperança de conseguir, a partir dele, a interação, a aprendizagem compartilhada,  ampliando as conversas em outras redes online - blogues, youtube...

Essa esperança está se renovando hoje. Confesso que, nesse ano e tanto que não apareci no Ufa!, havia desistido.

Desistido de usar as tecnologias digitais como mediadoras da aprendizagem.

Mas eu preciso voltar, afinal, sou professora no século XXI. Mais: trabalho num curso de formação de professoras* que vão atuar com alunos nascidos no século XXI.

'Bora tentar mais uma vez!

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* Ao me referir às alunas e às professoras do curso, opto pelo uso do substantivos femininos, meus motivos óbvios, ou não?!



18 de setembro de 2013

Encontro do ensino médio curso normal

Em agosto, houve o I Encontro de formação interregional do ensino médio curso normal, em Santana do Livramento.

Duas palestras: o professor Alejandro Jalvez (Seduc) falou sobre interdisciplinaridade permeada pela pesquisa, avaliação emancipatória e a professora Ivany Souza Avila abordou o tema alfabetização e letramento: teoria e prática.

Alguns relatos de prática, feito por alunas do curso normal das 19ªCRE (Quaraí e São Gabriel) e da 35ª CRE.

Nós, do Elisa,  contribuímos, mostrando um pouco das nossas andanças mediadas pela web.

A Laura Aguirre e a Laísa Martins (alunas do quarto ano) mandaram muito bem, partilhando, através de  vídeos, algumas ações que desenvolvem usando interfaces da web com os alunos! Para assistir, é só abrir a apresentação que segue.

21 de abril de 2013

Sobre livros impressos e digitais


Pra não perder, trouxe pra cá minhas reflexões sobre a possibilidade do livro acabar, provocação num dos fóruns (março/2013) do curso Tecnologias Aplicadas à Aprendizagem de Língua Portuguesa.
Oi, colegas! 
Há uns quinze dias recebi o tablet que o Governo do Estado (RS) está distribuindo para professores do ensino médio. Sem dúvidas, um suporte bem amigável para a leitura de obras online.
Abro parênteses para dizer que trabalho no curso de formação de professores em nível médio - jovens que atuarão em turmas de educação infantil e anos iniciais – e uma das disciplinas é didática da linguagem, em que está sempre presente a preocupação com a formação de leitores, especialmente leitores de literatura.
O Governo Federal, por sua vez, tem cumprido de forma bastante razoável a distribuição de obras de literatura infantil às escolas.
Então, temos a “faca e o queijo”: vontade de cumprir com um de nossos papeis fundamentais – formação de leitores de literatura e tecnologia para isso – acervos muito interessantes.
Com esse relato quero salientar que os investimentos, pelo menos em nossa região, relacionados às tecnologias digitais ainda são limitados (especialmente no que diz respeito à formação continuada de professores).
Por aqui, nem pensamos na possibilidade do livro acabar! E quando falo em livro, embora a provocação não explicite, estou me referindo a livro impresso.
Penso que a tendência é a boa convivência entre as duas tecnologias. Observo, especialmente, nos adolescentes (meus alunos) e nas crianças (alunas de meus alunos) o brilho nos olhos tanto ao ler/ouvir um boa história que vem de um livro impresso (prática frequente nas aulas) quanto ao ter acesso a uma obra digital (bem mais raro).
Há que ressaltar que os livros impressos já fazem parte do cotidiano das escolas (falo em escolas da rede pública estadual!), enquanto os leitores digitais ainda não – se restringem a um smartfone, um notebook ou um tablet de algum aluno ou professor; ainda devo mencionar que o acesso a redes sem fio ou 3G é bastante precário.
Sou uma professora apaixonada por livros impressos e por tecnologias digitais; uma das minhas missões é formar leitores de literatura (outra paixão!) - em qualquer suporte!
Sabe a “Dupla delícia”, de Mario Quintana?
“O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.”
Em todas as mídias!
Vamos conversando... ;)
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Outros escritos (meus) sobre esse tema:
  • Neste link, um texto  sobre o debate entre Alberto Manguel e Kate Wilson, na 14ª Jornada Nacional de Literatura 
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Um filme:
  • Lendo os debates sobre livros impressos e digitais, lembrei de um filme sensacional do Truffaut: "Fahrenheit 451", baseado na obra de Ray Bradbury, que retrata uma sociedade em que a leitura é proibida, os livros são queimados, mas, outras tecnologias são permitidas - tv, telefones, antenas... mesmo assim, os leitores resistem.
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Andei lendo alguns artigos da Revista Vox - edição impressa, ano 2, nº 2, e que descobri em formato digital neste endereço.

Gostei muito do que diz Celso Gutfreind, no texto "Livro impresso ou digital: o bem e o mal?": 
"(...) só se pode falar em suporte e leitura se houve a construção do leitor" (p.119).
Me parece que devemos nos preocupar mais com a formação de leitores... e que as leituras sejam em qualquer suporte...

Quando Manguel despreza o digital, me vem a ideia de que a leitura (e a literatura) é para poucos - aqueles que têm acesso aos livros impressos.

Vamos conversando...

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Minha colega Rosane Gelati, no Facebook, indicou o texto de Luiz Carlos Amorim e eu trouxe pra cá: Livro, para sempre.


6 de abril de 2013

Ah, os tablets...


 (05/03, em Poa, com a Lourdes - coordenadora 10ª CRE e
 com a Cristina - diretora do Elisa)
A educação é um processo rico e complexo de ajudar a aprender, a evoluir, a ser pessoas livres. As tecnologias fazem parte do nosso mundo, nos ajudam, mas ainda precisamos experimentar muito para encontrar caminhos de integração que nos permitam avanços significativos na escola e na vida.

Sabe, eu nunca ouvi um professor reclamar quando os gestores públicos  põem quadro negro (tá, verde ou branco) na sala de aula e providencia giz...

Nunca ouvi um professor reclamar dos livros didáticos que os governos  disponibilizam para os alunos...

Nunca ouvi um professor reclamar dos acervos de obras literárias que os governos  enviam para as bibliotecas...

Nunca ouvi um professor reclamar das revistas especializadas que chegam às escolas...

Nunca ouvi um professor reclamar quando a escola disponibiliza folhas sulfite e xerox...

Obrigações.

Por que, então, alguns reclamam dos tablets que acabaram de receber? 

Sim, apenas, mais uma tecnologia para mediar o processo de aprendizagem dos professores e dos alunos... 

O quadro e o giz, os livros, o xerox... tão acomodados em nossas práticas passam despercebidos...  

Quem sabe admitimos: o que nos desestabiliza não são as tecnologias digitais... mas o que elas carregam: a ideia de repensar as práticas, o papel do professor...

Quem sabe substituímos as lamentações sobre a falta de formação pela construção de redes online, para aprendermos uns com os outros, para que uns sirvam de inspiração para os outros...

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Leituras que recomendo:

Tablets e netbooks na educação - professor José Moran
Ganhei meu Tablete Educacional, que faço com ele agora? - professor Sérgio Lima
Tábletes educacionais - wiki do sleducacional
Formação continuada docente – relato de uma experiência - professora Gládis dos Santos
Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica - professora Suzana Gutierrez

23 de fevereiro de 2013

Escola = domesticação?


Me explico: estudos recentes no campo de antropologia/ciência do conhecimento mostram que fora da escola funciona um saber (não domesticado por conveniências de controle ou por babaquices didáticas) que surge das necessidades de troca de informação para que as coisas aconteçam (trecho do texto TIC e Educação: onde as coisas mudam?, do professor Jarbas Novelino).
Tinha acabado de ler  esse texto do professor Jarbas,   quando ouvi o chamado da Tatiane para a conversa: Será que nosso erro é tentar didatizar a internet?

Comecei a escrever nos comentários do Mulher é desdobrável. Eu sou., mas me estendi... então, resolvi puxar um fio da conversa pra cá! 

Lá vai...

**** ****

O exemplo dos gibis que o professor usou me fez lembrar uma situação que vivenciei, com as meninas da Cia. Era uma vez (mediadoras de leitura). 

Primeiro dia letivo de uma turma de 2° ano. 

Nós, entusiasmadas com a oportunidade de contar histórias, nossa paixão. As crianças amorosas, ao nosso redor, com o brilho nos olhos à espera. Antes, de começarmos, a professora da turma, em tom ameaçador: “Prestem bem atenção, porque depois vamos trabalhar essa história na aula e eu não vou contá-la novamente pra vocês.” 

Ouvi um “Aaaaaaaaah”! E uma das crianças me pergunta aflita: “Tia, tia, qual é o título da história, qual é o autor?” Até as questões elas já antecipavam... no segundo ano. 

Minhas alunas me olharam imediatamente... não é bem isso que a gente propõe quando partilha literatura... 

Realmente, os professores tendem a domesticar não só a internet!

**** ****
As questões da Tati:
  • Por que há um estranhamento entre o jovem enquanto usuário das mídias digitais em sua vida pessoal e como discente?
  • Quais são as dificuldades apontadas pelos estudantes na mudança de paradigmas da escola? Quais são as suas resistências?
  • Que representações os jovens têm do uso das mídias digitais na escola?

Tudo chute, certo? 

Acho que há estranhamento justamente por causa da forma como as mídias digitais entram na escola – como diz o professor Jarbas - domesticadas. Esse estranhamento não acontece, somente, com as mídias digitais; se dá, também, com a literatura (só pra ficar na área em que atuo): tantas vezes ouvi: "Professora, quando eu era pequena adorava ler historinhas; agora,  detesto ler!" Muitos jovens não leem literatura em função da maneira como as obras lhes são apresentadas: domesticadas.

A escola vai retirando de suas práticas, aos poucos, a ludicidade, a partilha, a criatividade... basta ver uma sala de educação infantil - mesas coletivas, almofadas, diversos materiais à disposição, livros, movimentação... 

E muitos de nós, professores e pais, consideramos essa etapa, apenas, como um tempo de brincar... A escola, aquela de verdade, começa no primeiro ano (ou, talvez, agora, com a nova estrutura de nove anos, no segundo): cada um na sua mesa, em fila, com seu material... 

Uma dificuldade fazer os pais entenderem que, embora o caderno do filho no terceiro ano, por exemplo, esteja sem muitas anotações, houve aula naquele dia, as crianças aprenderam mesmo sem ter copiado. 

Resumo: acho que os alunos (e os professores e os pais) resistem às mudanças, por causa desses modelos, que, além de arraigados, são “vendidos” como de sucesso. 

Nestes pagos, quando ouvimos: “Aquela escola é boa, bem puxada!”, significa que os alunos são submetidos ao ensino classificatório, baseado no copia e cola (do quadro, do livro, da web), na repetição, no individualismo, na nota da prova, na aprovação/reprovação...

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Por falar em modelos arraigados, uma das reflexões que perpassa as aulas do Ensino Médio Curso Normal: por que, quando assumem as turmas nos estágios, por exemplo, tendem a reproduzir o modelo de aula instrucionista que tanto repudiaram quando alunas? 

Por que foi esse o único modelo de aula que vivenciaram? porque é mais fácil e cômodo passar no quadro para as crianças copiar?  porque não há relação entre as teorias estudadas, ao longo do curso, e as práticas? ou...

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Me coloco no grupo de "educadores bem intencionados, mas ignorantes no campo das comunicações", em busca "usos mais eficazes das novas mídias" (professor Jarbas).

Algumas boas intenções  - jornal da escola,  blog do curso,  revista sobre literatura infantil -, experiências em que os alunos  exercem a autoria e, acho, contribuem, de certa forma, para uma  representação mais dialógica das mídias digitais. São  tentativas de fugir das "babaquices didáticas"! Só que muito didáticas! :P Afinal, uma das "minhas" disciplinas é didática da linguagem! ;)

De verdade, como as alunas são futuras professoras, pelo menos, gostaria que as ideias de colaboração e de autoria mediadas pela web fossem internalizadas a partir dessas práticas. 

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Sim, Tati, penso que nosso erro é didatizar, não só a internet!

Detalhe: acho que  estamos usando didatizar e domesticar como sinônimos de práticas repetitivas, em que o aluno fica, apenas, como recebedor, né?

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Pergunta honesta: Como inserir as mídias digitais nas práticas pedagógicas sem usá-las de forma didática?

Continuamos conversando...

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Atualização:

A Miriam puxou mais um fio: Um registo de conversa virtual.

Meu destaque:
Acredito mesmo que temos mais é que dar a maior força e apoio aos professores que se arriscam a começar a usar as TICs, mesmo que ainda não tenham chegado no que se considera ideal. Porque pelo menos estão buscando novas formas de ensinar!

13 de fevereiro de 2013

Eu prefiro os blogs


Como vocês "enxergam" o uso dos blogs como ambientes de aprendizagem? Ou será que precisamos de recursos mais robustos do tipo do moodle?
Abro parênteses.

Remexendo os rascunhos do Ufa!, resgatei essa provocação que a Miriam fez no grupo Seminário WebCurrículo (PUC-SP) e que havia guardado para responder mais tarde...

Se passaram quase três meses... ô tempo...

O mais punk foi encontrar a conversa que rolou por lá (Facebook)... perdida no limbo da enxurrada de conversas... isso que esse grupo nem é tão movimentado assim...

Fecho parênteses.

No TCC da especialização Tecnologias em Educação, apresentei um projeto fundamentado no uso de blogs, wikis e lista de discussão na formação inicial de professores (alunos do ensino médio - curso normal). A minha intenção  era (é!) que os futuros professores vivenciassem, durante o curso, a autoria, a partilha e a troca de ideias, ampliando, dessa forma, a presença online.

O professor, que avaliou a apresentação, me perguntou se eu já havia pensado no moodle...

Não. Não havia pensado no moodle.

Primeiro, porque só usei o moodle como aluna... quer dizer, não sei sobre instalação, hospedagem e outras coisas... o pessoal diz que é bem intuitivo...

Ainda por cima, como aluna, minhas impressões não são muito boas: acho confusos os fóruns e o acesso me incomoda: em geral, os cursos são fechados. Quando abertos, a interação é escassa.

Ainda: o professor de educação infantil e de anos iniciais (formação em que atuo) vai usar o moodle com as crianças? ou para publicar os projetos que desenvolve? ou para partilhar as reflexões sobre as práticas?

Prefiro os blogs. 

Já contei muitas vezes: comecei o Ufa! só para aprender a mexer na ferramenta (a parte mecânica da coisa!) e, depois, propor alguma atividade para os alunos. Achava que isso bastava para ser inovadora...

Mal sabia da minha pequena transgressão: uma professora virando blogueira, descobrindo a autoria e, o melhor,  encontrando tanta parceria buena!

O permanente desafio é contaminar alunos e colegas, para que percebam a web não só como fonte de informação, mas como possibilidade de aprender junto com pessoas de outros lugares, numa conversa bacana em que se divulgam e partilham projetos, para serem debatidos, repensados, qualificados colaborativamente.

Quer dizer, essas pretensões cabem em blogs. :)


*** *** *** *** *** ***

No grupo de estudos que coordenei em 2011, no Elisa, há textos que me ajudam:
E há os textos dos amigos blogueiros que dizem melhor ainda:
                                                              *** *** *** *** *** ***
  • Atualização 1
Nossas conversas estão muito bacanas! Enquanto eu publicava aqui, a Marli fazia o mesmo no Blogosfera Marli: 5 blogs que resistem à efemerização das conversas. :)


  • Atualização 2
Tempo não é preciso, blogar é que é preciso :-) Sérgio Lima (em comentário no 5 blogs que resistem à efemerização das conversas)

Nada convence como o exemplo e nada resiste ao afeto. Marli Fiorentin (em conversa na tl do Zé Roig, no Facebook)


  • Atualização 3

Blogo, logo existo!, desta vez é a Tatiane Martins qualificando o papo sobre a "efemerização das conversas".

(Em permanente construção!)


28 de dezembro de 2012

O Singular no Elisa!¹





Faz alguns dias,  o Singular - o jornal escolar (edição 3), da Escola Cel.  Aluízio Pinheiro Ferreira, de Rolim de Moura, chegou a Uruguaiana!

Como um jornal produzido em Rondônia está no Rio Grande do Sul?

Simples: a web possibilitou o encontro entre o Elisa  e o Aluízio. Duas escolas, distantes geograficamente, mas, especialmente, conectadas pela  necessidade de trocar ideias e de construir conhecimento coletivamente.

E hoje, dia 28/12, o Singular circulou pela primeira vez no Elisa! 

Nos encantamos com o que lemos, com o cuidado da edição... principalmente, nos emocionamos ao conhecer um pouco da produção dos alunos e professores do Aluízio!

Para nós, um encerramento de ano letivo com muita alegria!

Mais uma vez, nossos sonhos de partilha se concretizando!!!

Que nossas interações se fortaleçam em 2013!!!

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Para saber mais:

¹ Publicado simultaneamente no Elisa em rede.


17 de dezembro de 2012

Uma roda de conversa no Caldeirão de Ideias!


Robson Freire e suas ideias bacanas: reunir um povo para uma roda de conversa sobre educação, tecnologias e afins! É o projeto  Caldeirão de Ideias Convida.

Estão, lá, nossos mestres:


E algumas pessoas que, também, são referências para mim. Dos textos delas, trago alguns destaques:

(...) não adianta usar “novos recursos” com as “velhas metodologias”, é preciso repensar e refletir constantemente sobre o processo e nossas práticas educativas. Os recursos tecnológicos por si só não trazem nenhuma inovação a Educação, o uso que os profissionais da área darão a eles é que poderá ser inovador ou não, tudo dependerá da metodologia que o professor utilizará e de sua mediação no processo, que é essencial e fará toda a diferença.
Débora Sebriam  - Recursos educacionais abertos
(...) os REA oferecem algumas liberdades aos usuários e essas liberdades podem ser definidas pelo autor, sem a necessidade de intermediários, e esse é um grande diferencial. As quatro liberdades mínimas dos REA, conhecida como os “4Rs” (review, reuse, remix e redistribute), são as permissões concedidas aos usuários que acessam esses recursos.
Vanessa Nogueira - Sites de redes sociais na educação:
(...) o papel das Sites de Redes Sociais na educação nos remete à possibilidade de ampliar o diálogo ultrapassando a sala de aula tradicional onde o professor era o centro, para uma dinâmica descentralizada produzindo novas formas de ensinar e aprender; isso quando utilizadas como espaços de problematização em atividades que instiguem a criatividade, buscando não só produzir uma aula mais divertida ou a utilização de um recurso que está na “moda”, mas gerando discussões e ações que possam contribuir efetivamente para uma mudança social.
Será que somos coerentes em nossa prática com a ideologia que acreditamos e defendemos em nossos discursos? Se queremos fazer dos alunos cidadãos críticos, atuantes, transformadores , por que muitas vezes não problematizamos situações, os desafiamos a refletirem, produzirem, expressarem seus pensamentos, exercitar a autoria ao invés de entregamos as respostas de bandeja? Estamos do lado da escola conservadora que procura acomodar os alunos ao mundo que temos ou do lado da escola inovadora que busca inquietá-los para a sua transformação?
Andréa Motta: Lugar de estudar é na biblioteca?:
Considerar que a sala de aula e a biblioteca são os únicos espaços possíveis para a educação é um tremendo equívoco! Vivemos em uma sociedade informatizada e abundante em informações.
José Roig: Deus Ex Machina e a tecnologia na educação: incorporar máquinas à educação garante a inovação?
inovar é fazer coisas simples, mas sustentáveis, ao invés de coisas grandiosas, estressantes e sem continuidade. Citando @ieducadigital: “Para as crianças: internet é uma rede entre pessoas. Para os pais delas, é uma rede entre computadores.” Parece-me que os jovens não endeusam tanto às máquinas como pais e professores, o que é um bom sinal.
Jenny Horta: Sistemas e softwares livres para a educação:
Utilizar sistemas, softwares e recursos educacionais abertos, livres e colaborativos é o primeiro passo para voltarmos a “pensar com nossas próprias cabeças”, e cabeças que pensam em conjunto em torno de um ideal de cidadania (...)
Cybele Meyer: O que é inovação na educação? Onde está a inovação se tudo que teorizamos tem mais de 50 anos
Professor inovador não idealiza que seu aluno caminhe com a multidão, mas que saiba por onde está caminhando e aonde quer chegar. É preparado para a vida. É estimulado a ser inovador, a refletir e formar opinião, a ser autônomo em sua aprendizagem, enfim a ser empreendedor. Trabalha valores morais, exercício da cidadania, ética e mostra que ninguém é igual a ninguém, logo ninguém é superior ou inferior a ninguém, simplesmente é diferente.

E eu, no meio dessa gente toda, deixei uma contribuição: Ensino Médio – Curso Normal: colaboração e autoria mediadas pela web.

Tem muito mais textos instigantes! A agenda do projeto pode ser acessada aqui!


23 de outubro de 2012

De ferramentas e interfaces

    
  
No início do Curso de Especialização Tecnologias na Educação (PUC-Rio/MEC), em 2009, na disciplina Mídias na Educação, lemos Internet na escola e inclusão, de Marco Silva.

Lembrei desse texto,  quando pensava sobre as palavras que escolhemos para expressar nossas  ideias...

Nele, o autor fala sobre a necessidade urgente da escola trazer a Internet para a sala de aula sob pena de ficar (de novo?!)
na contramão da história, alheia ao espírito do tempo e, criminosamente, produzindo exclusão social ou exclusão da cibercultura. Quando o professor convida o aprendiz a um site, ele não apenas lança mão da nova mídia para potencializar a aprendizagem de um conteúdo curricular, mas contribui pedagogicamente para a inclusão desse aprendiz na cibercultura.
Para essa inclusão, o professor deverá “se dar conta de pelo mesmo quatro exigências da cibercultura oportunamente favoráveis à educação cidadã”:

  • O professor precisará se dar conta de que transitamos da mídia clássica para a mídia online;
  • O professor precisará se dar conta do hipertexto próprio da tecnologia digital;
  • O professor precisará se dar conta da interatividade enquanto mudança fundamental do esquema clássico da comunicação;
  • O professor precisará se dar conta de que pode potencializar a comunicação e a aprendizagem utilizando interfaces da Internet.
Na última exigência mencionada, Silva usa o termo interface, trazido de Steven Johnson, no livro A cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e de comunicar, distinguindo-o de ferramenta.
Ferramenta é o utensílio do trabalhador e do artista empregado nas artes e ofícios. A ferramenta realiza a extensão do músculo e da habilidade humanos na fabricação, na arte. Interface é um termo que na informática e na cibercultura ganha o sentido de dispositivo para encontro de duas ou mais faces em atitude comunicacional, dialógica ou polifônica. A ferramenta opera com o objeto material e a interface é um objeto virtual. A ferramenta está para a sociedade industrial como instrumento de fabricação, de manufatura. A interface está para a cibercultura como espaço online de encontro e de comunicação entre duas ou mais faces. É mais do que um mediador de interação ou tradutor de sensibilidades entre as faces. Isso sim seria "ferramenta", termo inadequado para exprimir o sentido de "ambiente", de "espaço" no ciberespaço ou "universo paralelo de zeros e uns" (Johnson, 2001, p. 19).
Quando li pela primeira vez essa comparação, achei interessante, em especial, porque, segundo o autor, o professor

pode lançar mão destas interfaces para a co-criação da comunicação e da aprendizagem em sua sala de aula presencial e online. Elas favorecem integração, sentimento de pertença, trocas, crítica e autocrítica, discussões temáticas, elaboração, colaboração, exploração, experimentação, simulação e descoberta.
Sim, as palavras que usamos para nomear revelam as relações que estabelecemos com o que nomeamos!