(Da disciplina Mídia, cultura e sociedade, do Curso de Especialização Tecnologias em Educação - CCEAD - PUC-Rio)
O trabalho final da disciplina Mídia, cultura e sociedade envolvia a escolha de um programa de televisão para a análise.
Problema à vista: cada vez assisto menos aos programas de tv!
Então, fiz uma breve pesquisa com @s alun@s: deu Malhação ID na cabeça!
Não havia opção: vi alguns capítulos...
O texto que segue faz parte da conclusão. Quem quiser saber mais é só clicar aqui!
A educação está no centro das atenções dos lares brasileiros. E onde ela está na escola? (Catarina Chagas, Revista TV Escola)
Que a televisão está em todos os lares é indiscutível. Que a maior parte da população tem acesso aos canais abertos é inegável. Que as crianças chegam à escola com uma história de telespectadoras é fato.
Como nos diz Eugênio Bucci, em “De olho na televisão: a deseducação educativa”:
(..) a televisão praticamente monopoliza a apresentação da criança para o mundo (do consumo) e vice-versa. Ela inicia o público infantil na socialização.
Como essa mídia
(...) desempenha papel fundamental no processo de construção de identidade dos adolescentes e na formação de uma cultura que é assimilada por eles (Camila Menegaz),
penso que uma das atribuições da escola é fomentar junto aos alunos a criticidade sobre esse veículo, a fim de construir novos olhares sobre os produtos veiculados por ele.
Ou seja, a televisão deve estar nas salas de aula, sim, como mais um texto para ser lido por todos, a fim de que se explicitem suas gramáticas e suas influências sobre os telespectadores.
Finalizo, trazendo a fala da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, divulgada em uma palestra (vídeo imperdível, indicado pelo Sérgio Lima, no Buzz!): a necessidade e a urgência de termos contato com várias histórias. Uma história, única, pode causar sérios danos à identidade de um povo.
Histórias importam. Muitas histórias importam. Histórias têm sido usadas para expropriar e tornar maligno. Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias podem reparar essa dignidade perdida.
Ampliando essa idéia, para aproximá-la da mídia em estudo neste texto, penso que um dos problemas da televisão é que ela conta apenas uma história. Principalmente pela escassez de opções entre os canais abertos. Neste recanto do Brasil em que vivo, há, apenas, três opções: Rede Globo, SBT e Rede TV!
Portanto, a escola deve problematizar o monopólio dessa voz, trazendo outras histórias para os alunos.
Mais uma vez a fala de Chimamanda Ngozi Adichie:
Quando nós rejeitamos uma única história, quando percebemos que nunca há apenas uma história, sobre nenhum lugar, nós reconquistamos um tipo de paraíso.


