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6 de abril de 2013

Ah, os tablets...


 (05/03, em Poa, com a Lourdes - coordenadora 10ª CRE e
 com a Cristina - diretora do Elisa)
A educação é um processo rico e complexo de ajudar a aprender, a evoluir, a ser pessoas livres. As tecnologias fazem parte do nosso mundo, nos ajudam, mas ainda precisamos experimentar muito para encontrar caminhos de integração que nos permitam avanços significativos na escola e na vida.

Sabe, eu nunca ouvi um professor reclamar quando os gestores públicos  põem quadro negro (tá, verde ou branco) na sala de aula e providencia giz...

Nunca ouvi um professor reclamar dos livros didáticos que os governos  disponibilizam para os alunos...

Nunca ouvi um professor reclamar dos acervos de obras literárias que os governos  enviam para as bibliotecas...

Nunca ouvi um professor reclamar das revistas especializadas que chegam às escolas...

Nunca ouvi um professor reclamar quando a escola disponibiliza folhas sulfite e xerox...

Obrigações.

Por que, então, alguns reclamam dos tablets que acabaram de receber? 

Sim, apenas, mais uma tecnologia para mediar o processo de aprendizagem dos professores e dos alunos... 

O quadro e o giz, os livros, o xerox... tão acomodados em nossas práticas passam despercebidos...  

Quem sabe admitimos: o que nos desestabiliza não são as tecnologias digitais... mas o que elas carregam: a ideia de repensar as práticas, o papel do professor...

Quem sabe substituímos as lamentações sobre a falta de formação pela construção de redes online, para aprendermos uns com os outros, para que uns sirvam de inspiração para os outros...

*** *** *** ***
Leituras que recomendo:

Tablets e netbooks na educação - professor José Moran
Ganhei meu Tablete Educacional, que faço com ele agora? - professor Sérgio Lima
Tábletes educacionais - wiki do sleducacional
Formação continuada docente – relato de uma experiência - professora Gládis dos Santos
Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica - professora Suzana Gutierrez

13 de fevereiro de 2013

Eu prefiro os blogs


Como vocês "enxergam" o uso dos blogs como ambientes de aprendizagem? Ou será que precisamos de recursos mais robustos do tipo do moodle?
Abro parênteses.

Remexendo os rascunhos do Ufa!, resgatei essa provocação que a Miriam fez no grupo Seminário WebCurrículo (PUC-SP) e que havia guardado para responder mais tarde...

Se passaram quase três meses... ô tempo...

O mais punk foi encontrar a conversa que rolou por lá (Facebook)... perdida no limbo da enxurrada de conversas... isso que esse grupo nem é tão movimentado assim...

Fecho parênteses.

No TCC da especialização Tecnologias em Educação, apresentei um projeto fundamentado no uso de blogs, wikis e lista de discussão na formação inicial de professores (alunos do ensino médio - curso normal). A minha intenção  era (é!) que os futuros professores vivenciassem, durante o curso, a autoria, a partilha e a troca de ideias, ampliando, dessa forma, a presença online.

O professor, que avaliou a apresentação, me perguntou se eu já havia pensado no moodle...

Não. Não havia pensado no moodle.

Primeiro, porque só usei o moodle como aluna... quer dizer, não sei sobre instalação, hospedagem e outras coisas... o pessoal diz que é bem intuitivo...

Ainda por cima, como aluna, minhas impressões não são muito boas: acho confusos os fóruns e o acesso me incomoda: em geral, os cursos são fechados. Quando abertos, a interação é escassa.

Ainda: o professor de educação infantil e de anos iniciais (formação em que atuo) vai usar o moodle com as crianças? ou para publicar os projetos que desenvolve? ou para partilhar as reflexões sobre as práticas?

Prefiro os blogs. 

Já contei muitas vezes: comecei o Ufa! só para aprender a mexer na ferramenta (a parte mecânica da coisa!) e, depois, propor alguma atividade para os alunos. Achava que isso bastava para ser inovadora...

Mal sabia da minha pequena transgressão: uma professora virando blogueira, descobrindo a autoria e, o melhor,  encontrando tanta parceria buena!

O permanente desafio é contaminar alunos e colegas, para que percebam a web não só como fonte de informação, mas como possibilidade de aprender junto com pessoas de outros lugares, numa conversa bacana em que se divulgam e partilham projetos, para serem debatidos, repensados, qualificados colaborativamente.

Quer dizer, essas pretensões cabem em blogs. :)


*** *** *** *** *** ***

No grupo de estudos que coordenei em 2011, no Elisa, há textos que me ajudam:
E há os textos dos amigos blogueiros que dizem melhor ainda:
                                                              *** *** *** *** *** ***
  • Atualização 1
Nossas conversas estão muito bacanas! Enquanto eu publicava aqui, a Marli fazia o mesmo no Blogosfera Marli: 5 blogs que resistem à efemerização das conversas. :)


  • Atualização 2
Tempo não é preciso, blogar é que é preciso :-) Sérgio Lima (em comentário no 5 blogs que resistem à efemerização das conversas)

Nada convence como o exemplo e nada resiste ao afeto. Marli Fiorentin (em conversa na tl do Zé Roig, no Facebook)


  • Atualização 3

Blogo, logo existo!, desta vez é a Tatiane Martins qualificando o papo sobre a "efemerização das conversas".

(Em permanente construção!)


28 de dezembro de 2012

O Singular no Elisa!¹





Faz alguns dias,  o Singular - o jornal escolar (edição 3), da Escola Cel.  Aluízio Pinheiro Ferreira, de Rolim de Moura, chegou a Uruguaiana!

Como um jornal produzido em Rondônia está no Rio Grande do Sul?

Simples: a web possibilitou o encontro entre o Elisa  e o Aluízio. Duas escolas, distantes geograficamente, mas, especialmente, conectadas pela  necessidade de trocar ideias e de construir conhecimento coletivamente.

E hoje, dia 28/12, o Singular circulou pela primeira vez no Elisa! 

Nos encantamos com o que lemos, com o cuidado da edição... principalmente, nos emocionamos ao conhecer um pouco da produção dos alunos e professores do Aluízio!

Para nós, um encerramento de ano letivo com muita alegria!

Mais uma vez, nossos sonhos de partilha se concretizando!!!

Que nossas interações se fortaleçam em 2013!!!

**** **** **** **** **** **** ****

Para saber mais:

¹ Publicado simultaneamente no Elisa em rede.


23 de outubro de 2012

De ferramentas e interfaces

    
  
No início do Curso de Especialização Tecnologias na Educação (PUC-Rio/MEC), em 2009, na disciplina Mídias na Educação, lemos Internet na escola e inclusão, de Marco Silva.

Lembrei desse texto,  quando pensava sobre as palavras que escolhemos para expressar nossas  ideias...

Nele, o autor fala sobre a necessidade urgente da escola trazer a Internet para a sala de aula sob pena de ficar (de novo?!)
na contramão da história, alheia ao espírito do tempo e, criminosamente, produzindo exclusão social ou exclusão da cibercultura. Quando o professor convida o aprendiz a um site, ele não apenas lança mão da nova mídia para potencializar a aprendizagem de um conteúdo curricular, mas contribui pedagogicamente para a inclusão desse aprendiz na cibercultura.
Para essa inclusão, o professor deverá “se dar conta de pelo mesmo quatro exigências da cibercultura oportunamente favoráveis à educação cidadã”:

  • O professor precisará se dar conta de que transitamos da mídia clássica para a mídia online;
  • O professor precisará se dar conta do hipertexto próprio da tecnologia digital;
  • O professor precisará se dar conta da interatividade enquanto mudança fundamental do esquema clássico da comunicação;
  • O professor precisará se dar conta de que pode potencializar a comunicação e a aprendizagem utilizando interfaces da Internet.
Na última exigência mencionada, Silva usa o termo interface, trazido de Steven Johnson, no livro A cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e de comunicar, distinguindo-o de ferramenta.
Ferramenta é o utensílio do trabalhador e do artista empregado nas artes e ofícios. A ferramenta realiza a extensão do músculo e da habilidade humanos na fabricação, na arte. Interface é um termo que na informática e na cibercultura ganha o sentido de dispositivo para encontro de duas ou mais faces em atitude comunicacional, dialógica ou polifônica. A ferramenta opera com o objeto material e a interface é um objeto virtual. A ferramenta está para a sociedade industrial como instrumento de fabricação, de manufatura. A interface está para a cibercultura como espaço online de encontro e de comunicação entre duas ou mais faces. É mais do que um mediador de interação ou tradutor de sensibilidades entre as faces. Isso sim seria "ferramenta", termo inadequado para exprimir o sentido de "ambiente", de "espaço" no ciberespaço ou "universo paralelo de zeros e uns" (Johnson, 2001, p. 19).
Quando li pela primeira vez essa comparação, achei interessante, em especial, porque, segundo o autor, o professor

pode lançar mão destas interfaces para a co-criação da comunicação e da aprendizagem em sua sala de aula presencial e online. Elas favorecem integração, sentimento de pertença, trocas, crítica e autocrítica, discussões temáticas, elaboração, colaboração, exploração, experimentação, simulação e descoberta.
Sim, as palavras que usamos para nomear revelam as relações que estabelecemos com o que nomeamos!


15 de julho de 2012

InovaEduca 3.0



O InovaEduca3.0 nasceu da vontade de repensar a atual forma de educar e projetar um futuro onde professores e alunos criem, inovem e adquiram conhecimento juntos. Como inovar o ensino e fazer com que ele acompanhe as rápidas mudanças do mundo?

Uma bela provocação, não é mesmo?

E o melhor: um evento construído de forma colaborativa, pois os participantes podem  sugerir e desenvolver temas via web.
No site há artigos interessantes, que valem a pena ser lidos e debatidos nas escolas:


29 de fevereiro de 2012

Memórias 3 - Lab Inf 2011


(Para saber mais sobre a imagem, clica aqui.)

Sempre quis dizer para meus colegas de escola o quanto foi/é importante para mim e, consequentemente, para meus alunos, o uso das interfaces que a web oferece. Não  um relato no estilo oba-oba: oh!  se uso as tic, sou vanguarda, quem não faz isso está ultrapassado... Não.

Queria compartilhar o quanto escrever no blog mexeu  com a professora: minhas aulas não foram mais as mesmas. \o/

Parece que fiquei com mais autoridade para trabalhar, por exemplo, produção textual com os alunos.

Explico: ao passar pelo processo de construção de um texto  - começando pelo enfrentamento da tela em branco - vivencio a tensão  inerente à qualquer produção em que se negocia sentidos com os possíveis interlocutores. E, por isso, a minha mediação durante o processo de escrita dos alunos se dá com mais propriedade.

Outra coisa interessante é que, ao publicar,  saí da solidão que é, ainda,  nosso trabalho de professor! E, ao mesmo tempo, dei a cara à tapa, me expus... refleti sobre as práticas publicamente (não importa o número de leitores; mas o registro, para quem quiser ler e comentar - e que alegria  receber comentários!)

Tudo isso é fácil? Claro que não!

Mas é instigante!

Em 2011, pude conversar com alguns colegas sobre essas vivências em  encontros presenciais na escola e  outros online.

Saí do conforto da minha sala de aula para pensar/propor  a autoria, a partilha,  a construção coletiva de conhecimento mediadas pela web.

Um desafio que veio por causa da especialização Tecnologias na Educação (de que participei  como bolsista - convênio  MEC e PUC-Rio) em que um dos objetivos era  formar multiplicadores.

O que desenvolvemos, nesses encontros, pode ser acessado aqui.

Ainda há uma longa caminhada... Talvez tenhamos dado o primeiro passo - de formiguinha...

Às vezes, me sinto frustrada, pois tudo ficou meio interrompido durante as férias... e não sei se terá continuidade... as ideias da construção da presença online dos professores e do grupo de estudos  estão por  fazer...

Ao mesmo tempo,  alguns  projetos interessantes (é só abrir aqui, aqui e aqui) que já aconteceram e outros que estão começando me sinalizam que é possível (vai aqui e aqui)!

´Bora buscar ânimo para retomar o trabalho de coordenação do uso das TIC na escola!


21 de novembro de 2011

Boas práticas digitais: GeoGebra



falei sobre o Plan Ceibal e o Projeto Santa Tecla e o quanto me encantam, pois concretizam a democratização do acesso à informação.

No Seminário em Livramento, me entusiasmei, também, com as possibilidades de uso do GeoGebra - software de que nunca tinha ouvido falar!  :(

Criado por Markus Hohenwarter, o GeoGebra é um software gratuito de matemática dinâmica que reúne recursos de geometria, álgebra e cálculo. Por um lado, o GeoGebra possui todas as ferramentas tradicionais de um software de geometria dinâmica: pontos, segmentos, retas e seções cônicas. Por outro lado, equações e coordenadas podem ser inseridas diretamente. Assim, o GeoGebra tem a vantagem didática de apresentar, ao mesmo tempo, duas representações diferentes de um mesmo objeto que interagem entre si: sua representação geométrica e sua representação algébrica.



Aqui as boas práticas apresentadas:
  • O professor Valton Severo Gonçalves, de Santana do Livramento,  expôs o trabalho Geometria analítica - GeoGebra, que pode ser acompanhado  neste blog.
  • A professora Angela Filappi, de Rosário do Sul, nos mostrou o projeto Construindo mosaicos no GeoGebra, que pode ser acessado aqui.

São possibilidades muito interessantes para a área da matemática e suas tecnologias. Inspirações! :)

Para saber mais sobre softwares matemáticos, clica aqui.

18 de novembro de 2011

Boas práticas digitais: Plan Ceibal e Projeto UCA - Santa Tecla

Nos dias 16 e 17, participei do Seminário Regional de Educação Boas Prática Digitais, organizado pelas Coordenadorias de Educação de Livramento, Uruguaiana e São Borja.

Nesses dois dias, convivi com gente entusiasmada, corajosa, criativa!

E o melhor: gente que trabalha na rede pública estadual e reflete, no brilho dos olhos, a alegria da aprendizagem mediada pelas mídias digitais.

No evento, Ana Cláudia Figueroa - Diretora de Logística e Suprimento da SEDUC-SE - nos provocou:
o mundo vive uma revolução em que há a alteração de um sistema de linguagem, de produção do conhecimento que transforma as relações sociais.
 Ou seja, estamos imersos numa cultura digital e isso implica ir
 Aos poucos, vou trazer para o Ufa! alguns trabalhos apresentados no encontro.

*** *** *** *** ***

Começo com dois projetos semelhantes  que me entusiasmam e encantam: um no Uruguai, outro no Brasil (Bagé - RS):

PrimeiroPlan CEIBAL, apresentado pelos professores Marcelo Cuadro, Cristina Rodrígues, Iháscara Acosta

Meus destaques:
  • CEIBAL é a sigla de Conectividade Educativa Informática Básica para El Aprendizagem em Línea 
  • A ideia central do projeto "Que sejamos todos iguais perante a vida, não somente perante a lei".
El Plan Ceibal busca promover la inclusión digital, con el fin de disminuir la brecha digital tanto respecto a otros países, como entre los ciudadanos de Uruguay, de manera de posibilitar un mayor y mejor acceso a la educación y a la cultura.
  • "Os computadores são usados pelas famílias, fazemos oficinas com os pais para acessar contas de luz, aprender a fazer simulações, saber os gastos..."
Además del niño, quienes más usan la XO en el hogar son, en primer lugar, los hermanos mayores y en segundo lugar, las madres. Los principales usos a nivel familiar son buscar información general, buscar materiales para el liceo, y, por supuesto, entretenimiento. Una de cada 10 familias respondió que “buscar información sobre salud” es uno de los 3 principales usos que se realizan con la XO en el hogar.




SegundoProjeto UCA e Santa Tecla desenvolvido pelo NTE - Bagé e equipe, coordenado por Maria Cristina Pereira
  • Blog da Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Reny Collares em que são postadas as atividades desenvolvida no projeto UCA

*** *** *** *** **

Agradeço à Cledenir, coordenadora do NTE da 10ª CRE, pela oportunidade de apresentar um pouco do que desenvolvemos no curso normal do Elisa!


9 de novembro de 2011

Por onde anda a comunidade online do Curso Normal


      O TCC que apresentei, no final de 2010, para receber o título de especialista em Tecnologias em Educação (PUC-Rio/MEC), partiu da questão:
Como ampliar a presença online de futuros professores (alunos do Curso Normal em nível médio), usando interfaces que possibilitem a construção do conhecimento de forma colaborativa, a reflexão sobre a prática, a qualificação da pesquisa, a busca pela autoria, com autonomia, criatividade e criticidade?
     Respondendo a essa pergunta, elaborei um Projeto de Ação pedagógica com o objetivo de construir
comunidades virtuais de professores em formação inicial, a fim de qualificar a fluência tecnológica, desencadeando um processo de apropriação das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), a partir do engajamento e da participação nessas redes e diminuindo, assim, o risco do abandono das mesmas, depois de concluído o curso. 
     As ações para concretizar esse objetivo envolvem
 a formação da rede online em torno de blogs, lista de discussão e wikis, interfaces da web 2.0 que propiciam a colaboração.
     Projeto pronto, é a vez de realizá-lo!

   

     Desde 2009, uso o Espichando a conversa com os alunos do curso normal. 

     Nesse tempo, temos  buscado alternativas para que se efetive a interação online. 

     Nem sempre as coisas saem como desejamos. Construção permanente

     Concomitantemente, criamos O Normal tá na rede!, no Ning. A adesão foi imediata; ali, conversávamos no bate-papo, trocávamos ideias nos fóruns, compartilhávamos fotos e vídeos, publicávamos nos blogs... uma beleza! Que sumiu desde que deixou de ser gratuita! :(

   Ficou a necessidade de um lugar de referência, que nos oferecesse a agilidade de um chat, em que pudéssemos  trocar de ideias sobre um tema da aula, uma dica, uma dúvida...

    Como os alunos, em geral,  não costumam abrir email, desisti da criação de uma lista de discussão no Yahoo ou no Google Grupos (minha intenção inicial).

     Então, considerando que a maioria aderiu ao Facebook, e passa por lá sempre que possível, criamos o Grupo Curso Normal.

    Por enquanto é um grupo fechado, queremos manter nosso foco no debate sobre educação, sobre as coisas que  envolvem o curso normal e as práticas na educação infantil e nos anos iniciais. Experimentamos!
   
      Usamos o bate-papo coletivo, especialmente, à noite. Criamos documentos para guardar as dicas do grupo e facilitar o acesso posterior. E, até, temos, em construção, um projeto coletivo para a educação infantil, nos moldes que o curso normal do Elisa exige nas práticas.


     Felizes, recebemos alguns colegas de diferentes lugares do país, enriquecendo nossas aprendizagens.

    Um dos limites é a ausência dos professores do curso normal do Elisa... seria tão legal se mais colegas passassem por lá para trocar ideias com os alunos...





6 de novembro de 2011

Compartilhando o Conecta 2011



     No ano passado fiquei encantada com a ideia do professor Wilson Azevedo: reunir pessoas no Google Docs para compartilhar o 3º Encontro sobre os Laptops na Educação/OLPC.

      Como foi feito?

(...) foi um trabalho realizado a várias mãos. Wilson Azevedo foi o organizador e um dos co-autores. Cybele Meyer, Denise Vilardo, Lilian Starobinas, Maria de Fátima Franco e Miriam Salles foram co-autoras voluntárias ou através do Twitter ou diretamente redigindo e complementando o texto. Em comum todos possuem uma característica: participam do grupo de discussão “Blogs Educativos”.
     Dessa forma, pude acessar os debates e conhecer o projeto Ceibal, por exemplo, desenvolvido no Uruguai.

     Neste ano, de novo, o professor (em Natal - RN) coordenou um grupo de pessoas que participou do Conecta 2011 (no RJ) e espalhou as informações do seminário para todos nós (especialmente, longe demais das capitais). O documento pode ser acessado aqui.

      Alguns pontos considerados no evento:
  • Tecnologia é um meio e não um fim para a educação;
  • Tecnologia potencializa o que existe, seja bom ou seja ruim;
  • Metodologias de ensino devem estruturar o uso de tecnologia na educação e não ao contrário;
  • Não se trata de fazer o “velho” (práticas tradicionais) com o “novo” (tecnologias), o objetivo é fazer o “novo” (práticas inovadoras) com o “novo” (tecnologias);
  • Aprendizagem não se restringe ao espaço e tempo escolares, ocorre em qualquer tempo ou lugar;
  • Professores estão em níveis diferenciados de “intimidade” com as tecnologias;
  • A aceitação das tecnologias é facilitada quando encontra aderência às necessidades e interesses do sujeito. 

     A atitude colaborativa desse coletivo mostra como fazer o "novo" com o "novo"!

      Muito obrigada Wilson e grupo!



14 de agosto de 2011

É nóis!

Jornal do Professor

        A página inicial dos computadores da escola é o Portal do MEC.

        Na sexta-feira (12/08), ao abrirmos os pcs, lá estava a matéria sobre nosso trabalho!

        As alunas muito felizes por se enxergarem na foto e no texto.

        Sabe aquela ideia de que é por aí mesmo... o esforço vale a pena!

        Uma delas, surpresa, me olhou:

        - Nossa, faz 25 anos que a senhora é professora??? Nem parece!

        - Como assim?

        - É que a senhora está sempre procurando coisas novas e não tem jeito de quem já está há tanto tempo no magistério... em geral, depois de anos, os professores só pensam em se aposentar!

        Esse comentário, assim, espontâneo, vale muito! :)

        Primeiro, por que é um olhar de uma aluna que está no chão da escola, partilhando aprendizagens comigo e com os colegas, no dia a dia.

        Segundo, por que é uma aluna do Curso Normal, futura professora. E, talvez, o movimento que a gente constrói nas aulas  a inspire nas práticas, assim como o jeito de ser professora da Luiza  me impulsiona até hoje!

20 de julho de 2011

Elisa em rede

     


         De verdade, comecei o Ufa! para aprender o funcionamento dos blogs. Quando falo em funcionamento, quero dizer a parte "mecânica" mesmo: inserir uma coisa e outra.

          Pensava que  isso bastava para ser uma professora inovadora e já poderia propor a novidade para os alunos.

       Só não previa  mais descobertas: me vi autora, (antes, escrevia muito pouco, algum trabalho para um curso aqui, um plano de aula ali, algum comentário em textos de alunos...); me vi acolhida por um grupo de colegas blogueiros e percebi o blog como espaço de diálogo!

       No ano passado, ao ler o texto Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica, da Suzana Gutierrez me enxerguei (e a meus colegas). Bingo! Era isso que acontecera comigo: sem querer, melhor, sem planejar muito, fui construindo minha presença online - nos blogs, nas listas, em fóruns, em chats.

      Esse texto (e outros da Suzana), me ajudaram a entender por que, de um grupo de 100 matrículas num curso do ProInfo, apenas, trinta terminaram e poucos continuaram a usar as TIC nas práticas pedagógicas.

     A  partir da ideia de construir a presença online, elaborei meu TCC do curso de Especialização Tecnologias em Educação. A pergunta de partida:
Como ampliar a presença online de futuros professores (alunos do Curso Normal em nível médio), usando interfaces que fomentem a construção do conhecimento de forma colaborativa, a reflexão sobre a prática, a qualificação da pesquisa, a busca pela autoria, com autonomia, criatividade e criticidade?
        A resposta veio num Projeto de Ação pedagógica para possibilitar
a construção de comunidades virtuais de professores em formação inicial, a fim de qualificar a fluência tecnológica (Pedro Demo), desencadeando um processo de apropriação das Tecnologias da Informação e da Comunicação, a partir do engajamento e da participação nessas redes (Suzana Gutierrez), diminuindo, assim, o risco do abandono das mesmas (Suzana Gutierrez), depois de concluído o curso.

     Na apresentação, em dezembro do ano passado, o professor Ricardo Basílio me indagou:

     - Já pensaste em fazer esse projeto com teus colegas?

     - Não me atrevo, disse na época.

      Só que a gente se movimenta...

     E ontem (19/07) começou a nascer o Elisa em rede! Um espaço da escola com a pretensão de ser  ponto de chegada e de partida para  conversas. Um passo para a construção da presença online da escola: alunos, professores, funcionários, famílias.

     Como vamos concretizar nossa rede na web? Não temos muitas certezas...
   
     Tens sugestões?


5 de agosto de 2010

“Abrindo caminho”

Abrindo caminho
   
 
Em menos de três semanas, as últimas de julho, o MEC, por intermédio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, enviou para as escolas de educação infantil e de anos iniciais do ensino fundamental mais duas caixas com obras de literatura infantil… preciosidades… é o Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE/2010.

@s alun@s do Curso Normal em nível médio, para quem mostrei as obras, vibraram… os olhos brilharam… muitas possibilidades de leitura com @s pequen@s nos estágios e nos pré-estágios…

Entre os livros – Abrindo Caminho, de Ana Maria Machado, escolhido por uma das meninas para a contação, usando fichas com as ilustrações (lindas! de Elizabeth Teixeira).

Quando ouvi a história me encantei… Algumas alunas da turma acharam-na esquisita, faltavam-lhes algumas conexões. Quem é Dante? e Tom? uma e outra reconheciam o intertexto com Águas de março… Mas tod@s concordávamos: era uma história linda!

Pensei, então, em montar uma atividade que pudesse nos encaminhar para o pleno entendimento do texto, além das pistas que o próprio texto e as ilustrações nos dão.

Uma atividade que nos fizesse refletir sobre a importância da construção de uma história de leitura, a fim de desvendar as tramas que @s autores tecem com outros textos.

Ou quanto mais lemos mais referências teremos e melhores serão nossas leituras…

Esse é um dos papéis d@s professores(as) dos anos iniciais…

Aliás, de tod@s @s professores(as)!

Então, propus, num trabalho para a Oficina Projeto Pedagógico Usando Texto, Imagem e Som, do Curso de Especialização Tecnologias em Educação - CCEAD - PUC-Rio, a construção de um hipertexto, tendo como texto-base essa obra que nos instigou.
(...) é mais que uma história...
Mostra personagens do passado, desbravadores que enfrentaram a selva, o deserto, o oceano, o céu...
Gente de verdade que conseguiu transformar obstáculo em caminho, inimigo em amigo, fim em começo. E quantos caminhos foram abertos!
Quem são esses personagens? Você é capaz de descobrir?
E quantos caminhos existem ainda por abrir! (texto da quarta capa do livro)

Descobrir quem são essas figuras e apresentá-las aos leitores e às leitoras é o desafio que será tecido nos nós do hipertexto.

Além de ser uma bela metáfora da própria idéia de hipertexto: abrir caminhos para @s leitores (as), permitindo o diálogo entre disciplinas e mídias.

O texto do trabalho pode ser acessado aqui!

A seguir, o início da obra:
No meio do caminho de Dante tinha uma selva escura.
No meio do caminho de Carlos tinha uma pedra.
No meio do caminho de Tom tinha um rio.
Era pau.
Era pedra.
Era o fim do caminho?
Cada um no seu canto
com seu canto
nos chamou.
E nenhum de nós,
nunca mais, ficou sozinho.
No meio do caminho de Dante teve uma estrada.
No meio do caminho de Carlos teve um túnel.
No meio do caminho de Tom teve uma ponte.
No meio do caminho de Cris tinha um oceano.
No meio do caminho de Marco tinha inimigo e deserto.
E tinha muita lonjura pelo caminho de Alberto.
(...)

Levar Tom Jobim para ouvir e se deliciar com as crianças, descobrir os feitos e os efeitos desses homens corajosos que abriram caminhos... viajar com Marco Polo, Cristóvão Colombo, conhecer a Divina Comédia de Dante, os sonhos e os voos de Santos Dumont... ler Drummond... se encantar...

Quantos conteúdos! Quantas aprendizagens! Quanta beleza!


16 de maio de 2010

Gestão e integração das tecnologias...


 (Do fórum Ampliando a reflexão sobre gestão, da disciplina Gestão e Integração das Tecnologias e Mídias Educacionais, do Curso de Especialização Tecnologias em Educação - CCEAD - PUC-Rio)

No curso “Ensinando e aprendendo com as TIC” (no NTE de Uruguaiana, em 2008/2009), a formadora nos provocou com uma apresentação  que, se bem me lembro, mostrava imagens da casa de uma família de classe média lá pelos nos anos 60, com móveis e eletrodomésticos característicos da época e, em contrapartida, os mesmos ambientes no século XXI: mudanças visíveis!

Os últimos slides eram de salas de aula desses mesmos períodos (identificáveis pela roupa das crianças e pelo mobiliário, por exemplo): o mesmo formato!

Por que a escola demora tanto para acolher as transformações da  sociedade?

Talvez, não sou nenhuma estudiosa de sociologia ou história, por ser uma das instituições responsáveis pela manutenção dos padrões que a sociedade capitalista exige: individualismo, produtividade, reprodução, repetição.

Talvez por que o debate sobre esse tema não passe pela escola: será que é preciso manter esse modelo de  sociedade? Ou é possível, e necessário, buscar novas relações entre as pessoas, novas relações com o conhecimento?

Penso que as ações da gestão – tanto da escola como  do Estado – são essenciais para a construção desse outro mundo possível.

Um mundo em que a escola seja ”um espaço criador, em uma comunidade de aprendizagem utilizando as tecnologias possíveis¹.

Essa escola precisa, sim, de gestores que fomentem a (re)construção, a reflexão, a prática do/sobre projeto político pedagógico. E nesse projeto, se insira a concepção de “aprendizagem em rede, que se constitui em assumir uma postura de *aprendente* e de *ensinante*².

Também, é primordial garantir os espaços de formação em que se possa repensar as práticas, a fim de articular “novos referenciais pedagógicos que envolvem os conhecimentos das especificidades das mídias, entre outras competências que o paradigma da sociedade atual demanda².

Penso que a postura mais importante do professor e do gestor no século XXI é “aprender a aprender ao longo da vida, numa rede colaborativa²

Se estiverem abertos ao novo, se pensarem a “aprendizagem como um processo² em que o “aluno aprende-fazendo, aplicando aquilo que sabe e buscando novas compreensões com significado para aquilo que está produzindo², a integração das mídias às práticas pedagógicas, aos poucos, irá se construindo.

O professor deixa de ser um mero repassador de conteúdos para assumir o papel de mediador no processo de construção coletiva do conhecimento.

Como mediador, possibilita o acesso dos alunos às tecnologias, garante a formação para o uso dessas tecnologias, assim como o “domínio pedagógico¹, facilitando o processo de aprendizagem e buscando “soluções inovadoras que seriam impossíveis sem essas novas tecnologias¹.

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2. PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito do. Integração de mídias e a reconstrução da prática pedagógica.


26 de abril de 2010

O Normal tá na Carta na Escola!




       Acho de que uma das minhas contribuições, na formação de futuros(as) educadores(as), passa pela reflexão sobre o uso das TIC nos projetos pedagógicos.

      E acho, também, que uma das funções das práticas dos (as) alunos (as) do curso normal é trazer novos olhares para as escolas, propor soluções inovadoras… até porque as escolas públicas, em que os (as) alunos (as) realizam as práticas, possuem laboratórios de informática, em geral, pouco usados.

      Então, no segundo semestre de 2009, criei – O Normal tá na rede!
      ... Nas salas de aula, tecemos redes de aprendizagem - construímos saberes, dividimos angústias, aflições, nos encantamos com nossas produções e com as descobertas, sonhamos com uma escola pública de qualidade, lutamos para que isso se concretize... Que tal sermos inovadores, estendendo nossa rede na web? Aceitas o desafio de aprender colaborativamente? Vem! O Normal tá na rede!
      Usei a rede Ning, porque

  • qualquer email pode ser usado para acessá-la.
  • me pareceu de fácil manuseio: os recursos disponíveis - criação de perfil, inserção de vídeo e de foto, bate-papo, troca de mensagens... são familiares aos alunos que dominam o Orkut e o MSN.
  • achei legal a possibilidade de diálogo no fórum!
  • intui algumas vantagens, por exemplo, em relação aos blogs criados em outros espaços: os blogs pessoais estão reunidos no mesmo lugar, o que facilita a interação! Os posts ficam visíveis para que todos comentem.
  • e, é claro, possibilita a autoria e a autonomia – objetivos que sempre persigo!
      A Revista Carta na Escola nº 45, de abril de 2010, traz na capa – Tecnologias: redes sociais – Twitter, Facebook, Orkut, Ning… Já tem professor ensinando e aprendendo com as comunidades virtuais. É a chamada para uma reportagem especial sobre as redes sociais.

      No artigo “As redes abraçam a web”, nos provoca Lilian Starobinas: “Orkut, Facebook, Ning, Twitter… As redes socais ganham espaço entre seus alunos. Será que você pode ficar fora delas?”.

      Não, não posso (não podemos) ficar fora dessas redes nem das relações que elas nos possibilitam… 

      As palavras de Lílian:
 A escola, poderíamos dizer, não pode se dar ao luxo de dedicar seu tempo à navegação errática e à superficialidade.
      Na tentativa de superar esses limites,
outros olhares, é preciso reconhecer, têm sido lançados às redes sociais por educadores que vislumbram nesses espaços ricas oportunidades de troca entre os alunos. Tornam-se, portanto, ferramentas de aprendizagem.
      E a autora faz “Uma avaliação dos recursos pedagógicos possíveis e do uso que alguns professores já fazem das redes sociais na Internet”, mencionando vários projetos em que se usa ferramentas como Twitter, Orkut, Facebook, rede Peabirus e rede Ning.

      Entre as experiências no Ning está, para minha alegria e para a alegria d@s alun@s, O Normal tá na rede!
Já a comunidade “O Normal tá na rede!”, criada pela professora Suely Aymone, nos mostra uma oportunidade interessante de promover a formação dos professores num espaço e nas linguagens com as quais os alunos possuem cada vez mais familiaridade. De Uruguaiana (RS), Suely e seus alunos compartilham suas histórias com educadores de todo o Brasil e do mundo.
       Obrigada, Lilian, pela referência, nos faz ter a certeza de que um dos caminhos é esse: buscar alternativas para que, em nossas escolas, se construam cada vez mais conexões - virtuais ou presenciais!!!

      Se não pudermos mais usar o Ning, iremos trocar/construir ideias em outro lugar…

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      Para refletir sobre o destino das produções na rede: “Perdas e danos”, no blog Discurso Citado, da Lilian Starobinas.

      Para pensar nas ferramentas que escolhemos para publicar: “Três lições que os professores podem aprender com o Ning”, do Sérgio Lima.


1 de fevereiro de 2010

Um pouco de reflexão…



      Tenho usado meu tempo de ócio para ler, assistir a filmes, rever algumas práticas, planejar outras… (além de dormir, é claro!) e bisbilhotar na web!

       Fuça daqui, fuça dali… me encorajei e troquei o visual do blog!

      Inseri links para espaços que servem como extensões do Ufa!:  

  • Ufa! (de novo?!): criei para manusear o Google Sites, nele guardo algumas reflexões sobre web e educação e alguns projetos em que proponho o uso das TIC na educação;
  • Olhares além da SD: nasceu de uma tarefa do curso de especialização Tecnologias em Educação (PUC – Rio) proposto na disciplina Inclusão e Tecnologias Assistivas (pena que não tenha sido tão colaborativo como imaginei…);
  • O Normal tá na rede!: surgiu no segundo semestre de 2009, para ampliar as conversas com @s alun@s do curso normal.
      Às vezes, olho criticamente para essas práticas e penso que pouco avançamos (eu, @s alun@s, a escola…) em relação à autoria e à construção coletiva do conhecimento.

      Às vezes, penso que demos um passo para frente: antes, as tecnologias, na escola, se limitavam ao power point e a alguma pesquisa na web; agora, nos encaminhamos para a autoria, para o uso do computador como mediador.

      Essa dimensão é fundamental, principalmente, porque @s alun@s envolvid@s nesses projetos são futur@s professores (as).

      Uma choradinha básica: talvez, me ocorre agora, as coisas não tenham saído melhores, também, em função de não ter envolvido mais colegas nesses projetos… (toquei nesse assunto aqui!)


16 de dezembro de 2009

Olhares além da SD



      Um blog meio abandonado… o Ufa!

      Mas algumas produções em outros espaços.

       Quando recebi a proposta da atividade final da disciplina Inclusão e Tecnologias Assistivas, no curso de Especialização Tecnologias em Educação, vibrei: finalmente participaria de um trabalho colaborativo online!

      Tá, não foi uma construção como eu imaginava… assim, todo o grupo usando ferramentas colaborativas para elaborar textos , o Google Sites, por exemplo.

      Um dos limites: minhas colegas de grupo não dominavam essa ferramenta.

      Criei o site – Olhares além da SD - para publicar nossa pesquisa para o Seminário Virtual. As colegas enviavam as contribuições por email ou pelo Fórum do curso e eu as publicava…

      Foi o que deu para ser feito…

      Acho que reunimos um bom material sobre Síndrome de Down!

      Quem puder dar uma espiada… é só ir por aqui!

6 de novembro de 2009

Integração de mídias: outro jeito de ensinar e de aprender




“A simples introdução dos meios e das tecnologias na escola pode ser a forma mais enganosa de ocultar seus problemas de fundo sob a égide da modernização tecnológica. O desafio é como inserir na escola um ecossistema comunicativo que contemple ao mesmo tempo: experiências culturais heterogêneas, o entorno das novas tecnologias da informação e da comunicação, além de configurar o espaço educacional como um lugar onde o processo de aprendizagem conserve seu encanto” (Jesús Martín Barbero).
      As tecnologias e mídias estão nas escolas. Algumas há bastante tempo – a televisão, o vídeo, o DVD; outras, mais recentemente – o computador, a Internet. Sem falar em mídias mais tradicionais como o rádio, o jornal, o livro. Em qualquer forma, elas são “interfaces que nos possibilitam captar e interagir com o mundo”. E assim devem ser tratadas: como possibilidades de trazer o “mundo para a escola”.

      Por isso uma das tarefas mais urgentes é “compreender e incorporar as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações”. E dessa forma, “propiciar aos alunos a utilização das mídias para a expressão de idéias, a produção de conhecimento, a comunicação e a interação social”.

     Como a escola ainda está centrada na fala do professor, as mídias são usadas para apenas transmitir informações, seguindo o modelo tradicional das aulas. É como se substituíssem o professor no papel de repassar os conteúdos. Um exemplo são os vídeos para complementar o que foi passado na aula; outro, o da Internet para “pesquisa”, em que somente se copia e cola. Em nenhum caso, se explora a possibilidade de autoria.

     Penso que os espaços de formação continuada, além de trazer as reflexões necessárias sobre as “especificidades dos recursos midiáticos”, poderiam ser momentos de planejamento interdisciplinar em que se desenvolveria a integração de mídias à prática pedagógica.
       Aí, entra a pedagogia de projetos viabilizando “a integração das mídias e de conteúdos de diferentes áreas do conhecimento, bem como o trabalho em grupo, que favorece o desenvolvimento das competências, as quais se tornam cada vez mais necessárias na sociedade atual.”

      E não precisa nenhum projeto mirabolante que exija este ou aquele suporte...

      Quem sabe explorar a linguagem da televisão a que todos têm acesso, buscando novas leituras, novos olhares, trabalhando os gêneros textuais televisivos, quebrando o paradigma da neutralidade... e criando os próprios programas (os roteiros), direcionados a públicos definidos... Assim, o aluno constrói conhecimento, vivencia a autoria.
      É inquestionável que o professor, para sair do estado confortável de sua ação pedagógica, deve estar “preparado para compatibilizar formas de diálogos e mediatizações entre as mídias, orientando o seu uso de forma significativa e adequada ao contexto da sala de aula, às demandas dos alunos e à realidade da escola.”

      Sei que não é fácil, mas, se não pesquisamos, como instigar o aluno para a investigação? Se não escrevemos, como formar produtores de textos? Se não compartilhamos informações, conhecimentos... e por aí vamos...

      Por isso precisamos (re) aprender a pesquisar, a nos comunicar, a partilhar conhecimento, a publicar, a aprender em rede... experimentar a autoria, para poder provocar os alunos a serem autores também!

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      Observação: os trechos entre aspas são da professora Elisabette Prado, das aulas da disciplina Mídias na Educação, no curso de especialização Tecnologias em Educação.


26 de outubro de 2009

Construção do conhecimento e tecnologias


      Ando pelos corredores das escolas e vejo as mesmas salas de aula: o professor à frente, falando ou passando o conteúdo no quadro e os alunos enfileirados, ouvindo ou copiando...

       Saio da escola e um mundo cheio de inovações, cheio de novas relações, se apresenta!

    As tecnologias mudam nossas maneiras de interagir, de aprender! E uso como exemplo, simples, corriqueiro até!, uma habilidade que devo desenvolver em meus alunos, pois professora de língua portuguesa: a escrita.

      Não necessitamos mais planejar antecipadamente o que escrever. Podemos, com o apoio dos editores de texto, ir construindo o escrito, copiando, colando, recortando... A angústia do papel ou da tela em branco diminui... Assim, ensinar a escrever não pode ser do mesmo jeito que há vinte anos, quando iniciei!

    (Re) lendo as teorias da aprendizagem, enxergo muitas contribuições interessantes trazidas pelos estudiosos há bastante tempo e, ainda, pouco exploradas pelos educadores no século XXI!

      Um dos resgates mais urgentes é o papel do professor como mediador! Freud e Vygotsky enfatizaram que “a aprendizagem se realiza pela apreensão indireta da realidade”. Os mediadores “passam para nós algo que já é deles, tais como conhecimentos, modos de viver, jeito de ser, etc. que deverão ser ressignificados por nós a partir do que eles nos deixaram”.

     Com (ou sem) as novas tecnologias, a postura do professor deve mudar: de mero repassador de conteúdo a parceiro na construção do conhecimento, buscando desenvolver a autoria dos alunos no processo de aprendizagem.

     Pois, aprender “pressupõe que o sujeito dê um passo além da mera aquisição da informação, incorporando e manipulando os instrumentos de indagação”. E a ideia que mais nos desafia: “aprender é poder indagar”!

       Quais as informações necessárias? Onde encontrá-las? São confiáveis? O que fazer com elas? Para que preciso delas? Quem as veiculou? Por quê?

      Questões que precisam permear o cotidiano das escolas. Essa atitude investigativa, indagadora é uma das habilidades que deve ser construída nos alunos... porque inseridos num mundo com tecnologias ao alcance da mão.

      A parceria entre professor e aluno na construção do conhecimento, referida anteriormente, implica a “necessidade de buscar meios de compreender o que se passa na sala de aula, os procedimentos das crianças, as concepções que elas têm, para ter condições de planejar e propor problemas ou desafios adequados e pertinentes.”

       E aqui dá para fazer uma relação com o alerta que Freud nos fez: não há métodos pedagógicos que “sejam uniformemente bons para qualquer criança”; ou seja, é imprescindível “um olhar individualizado para nossos alunos”, a fim de valorizar as habilidades já desenvolvidas e auxiliar na superação dos limites... E como as individualidades enriquecem o grupo!

      Usar novas tecnologias na educação só tem sentido se o professor entender que o aluno, para aprender, precisa participar ativamente do próprio aprendizado, “mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio”, como nos legou o construtivismo.
      Penso que o paradigma imposto pela web 2.0 - construção coletiva do conhecimento - é o ponto chave das nossas reflexões ( e das nossas resistências!).

      É muito interessante: o mundo virtual - com o estigma da impessoalidade, do anonimato - aproximando as pessoas para trabalhos colaborativos! E essas atitudes respingam no mundo real: nas relações de sala de aula, não há espaço para a postura de alguém que domina o conteúdo e que faz dos outros, apenas, receptores desse "saber"...

      O uso das TIC, na educação, talvez, seja um bom mote para a escola se reinventar, se transformar num espaço de colaboração, de construção... e não, apenas, de reprodução, como tem acontecido ao longo dos séculos!


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      Observação: os trechos entre aspas são da professora Maria Apparecida Mamede-Neves, das aulas da disciplina Concepções de Aprendizagem, no curso de especialização Tecnologias em Educação.


11 de outubro de 2009

Pensando em voz alta (parte 2)…



      A questão, no Fórum da disciplina Mídias na educação, do Curso de Especialização Tecnologias em Educação, da PUCRJ é: como fomentar o uso da mídias TV/Vídeo nas escolas?

       Essa questão me fez perceber o quanto a TV está ausente das aulas...

      Os vídeos, até que, de vez em quando, aparecem para iniciar algum conteúdo, para complementar outro, ou como tapa-buracos, apenas...

      Me pergunto por que não usamos ou usamos tão pouco (e, às vezes, de forma tão superficial!) a televisão e o vídeo???

      Somos seres de linguagem, ninguém duvida. E de linguagem oral, falada! Essa todos dominamos por natureza...

      A escrita é desenvolvida depois, de forma artificial... E, talvez por isso: por ser adquirida por alguns (vale lembrar o alto – e triste - índice de analfabetismo ainda vigente no país!), na escola, é que essa linguagem seja mais privilegiada...

      Então como a escola, compromissada com o escrito, vai usar outras formas de linguagem como as que a TV e o vídeo usam??? Penso que esse é um dos entraves à entrada dessas mídias na escola para um uso mais consistente...

     O certo é que, para fomentar o uso das mídias TV/Vídeo nas escolas, precisamos construir/fortalecer o conhecimento sobre as linguagens desses meios. Ou, nas palavras da professora Elisabette Prado: “ A educação escolar precisa compreender e incorporar as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar possibilidades de expressão e possíveis manipulações.”

     Como? Garantindo a formação continuada na própria escola (e fora dela), exercitando a partilha de práticas... desenvolvendo “a educação para as mídias, para compreendê-las, criticá-las e utilizá-las de forma mais abrangente possível” (texto da professora Elisabette Prado); compreendendo “que a educação para as mídias ganha sentido quando se faz a educação por meio das mídias”.

      Para finalizar: “A informação não está na escola, está na vida, nos meios de comunicação, nas relações, nos problemas da vida cotidiana”, nos chama a atenção o professor Gutierrez.