Assisti ao documentário Paulo Freire Contemporâneo, realizado por Toni Venturi…
“Eu gostaria de ser lembrado como alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida”. (Depoimento dado a Edney Silvestre, em NY, abril de 1997, publicado em seu livro Os Contestadores... e transcrito no livro de Paulo Freire, Pedagogia da Intolerância, organizado e apresentado por Ana Maria Araújo Freire.)
O filme nos guia num lindo e emocionante passeio pela vida, pela obra, pelo legado de Paulo Freire!
E nos faz reafirmar: sim, Paulo é contemporâneo!
Ainda hoje se buscam caminhos na educação para superar “o sentimento de A sobre B, de um professor que transmite uma educação bancária a alguém que recebe” (Marcos Guerra, professor/advogado).
No filme, um belo resgate dos círculos de cultura com relatos de educadores(as) e de educand@s:
“Aprendi a ler no colo de meu pai. Isso me fascina”, nos diz a senhora que acompanhava, quando menina, o pai nos círculos.
Sebastião Vassão, pescador: “… porque a pessoa que não sabe ler, praticamente ele é cego.”
Ou, a fala de Marisa Pereira, doméstica: “Fiquei até emocionada, quando eu vi o Ministério. Aí, olhei assim, aprendi a ler, para mim era uma emoção”.
E a gente vê, nas palavras e nos olhos dessas pessoas, a esperança! a alegria!
Essa é uma das revoluções de Paulo Freire: o oprimido sai da invisibilidade imposta pela cultura dominante, e vem para o palco da história (Moacir Gadotti).
E há, nos dias que correm, os que questionam as políticas afirmativas, por exemplo, como se fossem ações discriminadoras… na verdade, ações de justiça social.
Paulo Freire é contemporâneo, sim!
Gadotti refere os quatro pilares da educação para o século XXI propostos pela UNESCO e presentes na pedagogia freireana:
- aprender a aprender;
- aprender a conviver;
- aprender a fazer;
- aprender a ser.
Paulo Freire é contemporâneo, sim!
Nos coloca a necessidade de ensinar as crianças, os jovens, os adultos a construir um estilo de vida sustentável – um dos grandes temas do século XXI!
Ver, ouvir (ler) Paulo é fortalecer a esperança, indispensável à vida e à prática pedagógica! Sacia nossa “sede de saber” ou alimenta nossa “fome de cabeça”, como diziam em Angicos! Nos faz sonhar sonhos possíveis!
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