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1 de fevereiro de 2014

"Pavor espaciar"


"Até hoje há quem diga que extraterrestres não existem. Mas vai falar isso lá no interiorzão! Certamente, você ouvirá de volta algumas histórias de gente que jura já ter visto algum." (Mauricio de Souza, no prefácio)
Bueno, então aqui vai a minha história.

Final dos anos setenta, passávamos as férias na estância, distante uns 80 Km da cidade. As luzes que nos rodeavam eram, apenas, das estrelas, da lua e dos vaga-lumes.

Quando menores, minha irmã e eu fingíamos que os "enxames" de vaga-lume (havia muitos vaga-lumes naquela época!) eram as luzes da cidade... :-)

Numa rara noite em que recebemos visitas, os adultos proseavam à espera do  carreteiro... avistamos no céu -, "a noite no pampa é uma catedral"¹ -  três círculos brancos que permaneceram imóveis durante um tempo.

Eram, com certeza, discos voadores.

Não recordo como acabou aquele episódio...

Lembro, apenas, do medo, das explicações, da certeza de ter vivido um contato imediato...

Quando abri "Pavor espaciar", num passe de mágica essas imagens retornaram...

E outras tantas - sobre outros seres assustadores - que alimentavam, no galpão, a roda de mate dos homens, depois da lida no campo. (Não. Éramos meninas e não participávamos da roda, mas brincávamos por ali... e ouvíamos as histórias.)

No primeiro quadrinho,  Gustavo Duarte retrata o  céu que tínhamos sobre nós na noite em que avistamos os discos voadores. Perfeito! E a Rural Willis estacionada em  frente à casa... mais memória afetiva!



Antes de saírem para uma visita, os pais de Chico Bento recomendam para que ele e o primo Zé Lelé se comportem e durmam cedo.


Os meninos atendem: distraidamente, no sofá da sala, Chico escreve alguma coisa, Zé lê  "Có!" (acho que é a primeira hq do Gustavo). Por ali, também, estão Will Eisneir ("The Spirit"), Charles Schultz ("Peanuts")...


Até que Chico, acompanhado de Torresmo,  vai à cozinha pegar água (na geladeira tem Coca, mostarda, catchup... pinguim) e, primeiro, vê a cara de terror do porquinho, em seguida, um E.T.

Saem em disparada pelo milharal, levando Giselda. Zé Lelé já fora abduzido.

No livro, não há muitos diálogos. Andei pesquisando e descobri que  uma característica de Gustavo é a narrativa visual.

Me parece que, desse jeito, sem muitas palavras, nos dedicamos mais a apreciar os detalhes de cada quadrinho... os movimentos, as expressões, as referências (a outras obras) e as homenagens com que o autor brinca de vez em quando...

Por exemplo, um dos abduzidos é o Jotalhão!
"Virge Santa! Um elefante! I ele é verde! Qui surrear..." 
A vontade é entregar cada detalhe, mas não vou fazer isso! ;-)

Ainda, de lambuja, no final, há as primeiras aparições  do Chico, do Zé, da Giselda e do Torresmo.

 Sou fã do Chico Bento, talvez por minhas raízes rurais, sei lá...

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2. Aqui, falei um pouco sobre a paisagem do pampa.

3. Chico Bento - Pavor espaciar, de Luiz Santiago

4. Aqui, escrevi sobre "Turma da Mônica - Laços"

5. Sobre o Graphic MSP

4 de janeiro de 2014

"Turma da Mônica: Laços"


Quando menina, lia muito gibi -  Luluzinha, Bolinha, Riquinho, Pato Donald, Zé Carioca, Bronco, furacão de fraldas...

Lembro de uma amiga que colecionava essas revistinhas, mantendo-as impecáveis. Eram pilhas organizadas, limpas, completas (uma inveja!). E não nos emprestava.

As nossas,  lidas e relidas, perdiam as capas ou páginas, passavam de mão em mão!

Adulta, assinava a Turma da Mônica. Meu personagem favorito,  Chico Bento.

Nos últimos anos, o Tomás me reconduziu a essas histórias, ampliando as concepções e as estéticas.


  • "O Continente" (2005), HQ baseada no romance homônimo de Erico Verissimo e assinada por Carlos André Moreira (roteiro) e Gilmar Fraga (desenhos);
  • "O Alienista", de Machado de Assis, roteirizada e desenhada por  Fábio Moon e Gabriel Bá;
  • "Dom Quixote das crianças", de Monteiro Lobato (em quadrinhos);
  • "Dom Quixote", de Miguel de Cervantes, com arte de Caco Galhardo;
  • "Dom Quixote", com roteiro e ilustrações de Bira Dantas.
Sim, o cavaleiro andante, é o preferido! ;-)

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Ontem, li "Turma da Mônica: Laços", feita pelos irmãos Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi,  do projeto Graphic MSP

Os primeiros laços, os familiares, são mostrados com uma delicadeza emocionante!

O momento em que o Cebolinha recebe o presente, abre a caixa, sob os olhares ternos do pai e da mãe, e encontra o Floquinho, uma bolinha de pelos - mais um laço se estabelece.



Em seguida,  um plano infalível... e a Mônica e o Sansão perseguem o Cebolinha - Peter Pan e o Cascão - Capitão Gancho. No trajeto pelas ruas do Bairro Limoeiro, alguns personagens são "citados" - Aninha, Titi, Cascuda, Xaveco, Xabéu...

Então, vem a notícia do sumiço do Floquinho... que destaca os laços de amizade entre as crianças.


Elas se unem para encontrar o cachorrinho, usando estratégias criativas, enfrentando uma turma de meninos provocadores...  


E os medos de uma noite no Parque das Andorinhas, espantados com histórias ao redor da fogueira - a ideia da circularidade, nossa ancestralidade africana. E uma bonita homenagem a Maurício de Souza!

É legal ficar apreciando cada quadrinho para "descobrir" algumas referências  - os brinquedos na estante, o quadro na parede (releitura d"O tocador de pífaro", de Manet) do quarto do Cebolinha, por exemplo.

E a cena das bicicletas?! Me vi no "E.T., o extraterrestre"!

Muito bom, também, acompanhar os primeiros encontros das crianças - laços em construção -  na escolinha...

Adoro ser surpreendida! E "Turma da Mônica: Laços" me surpreendeu!

Uma obra de uma belezura... encantadora!

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Agora, preciso muuuito ler "Chico Bento: pavor espaciar", de Gustavo Duarte.

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Atualização - 01/02/14

Li "Chico Bento: pavor espaciar"! Me encantei e escrevi aqui! :-)


14 de outubro de 2013

É preciso "virar o olho"!

O que é mais ilusório: o conto do gato de botas ou o anúncio da Doriana? Aquela família do anúncio existe? (Regina Machado)
Desde que foi criada a Plataforma do Letramento, tenho andado por lá.
(...) um espaço para a reflexão, formação, disseminação e produção de conhecimento sobre o letramento.
Há muito material bacana:
(...) estão disponíveis textos, artigos, matérias, entrevistas, propostas de atividades, referências de práticas em conteúdos multimídia, como vídeos, podcasts, infográficos interativos etc., que darão suporte ao trabalho e aos estudos sobre letramento. O ambiente promoverá, em seus canais de participação, discussões, debates e oficinas online gratuitas e de acesso livre para educadores, gestores, pesquisadores e demais profissionais, que buscam, a partir do âmbito de ação de cada um, apoiar as ações de formulação, planejamento, sistematização e troca de conhecimento.
Dias desses houve uma conversa online com Regina Machado, quando foram abordados alguns temas interessantes como 
a cultura de tradição oral, a relação dessa cultura com a literatura e as artes, o papel do professor como contador de estórias e a polêmica questão da adaptação das narrativas às questões politicamente corretas.



Dessa conversa faço alguns destaques.

Por que as histórias nos fascinam?
  • A história é uma substância humana de sabedoria e conhecimento que foi feita e desenhada em tempos imemoriais para todos os seres humanos, para conversar com as coisas fundamentais da vida. 
  • As histórias tradicionais são importantes, porque são feitas de propósito para ligar a gente com as coisas importantes da vida, com as imagens que levam a gente aos lugares mais fundamentais da gente mesmo e, principalmente, com as perguntas mais fundamentais.
A relação entre as histórias e os contadores:
  • efeito que as histórias  fazem em primeiro lugar na minha pessoa. (...)  observei, muitas vezes, algumas coisa se revirando dentro de mim na hora em que estava lendo ou escutando uma história boa.
  • Essas histórias têm um efeito sobre a humanidade da gente. 
  • ... quando um educador vai contar uma história seja tradicional seja um conto de autor o mais importante é se posicionar e contextualizar, saber de onde isso vem.
  • É importante contextualizar, conversar com a obra e descobrir o que ela diz para mim.
  • Cada pessoa precisa encontrar a sua relação com aquela obra, mas, para isso, é importante contextualizar. Se não percebo a diferença entre um conto popular brasileiro e um conto de Guimarães Rosa, como vou me relacionar, onde vou colocar minha experiência de escuta dessas obras.
  • A gente, como educador, tem que perguntar o tempo todo. (...) ir para onde a curiosidade leva. 
Literatura e contos de tradição oral - arte da palavra:
  • A arte da palavra tanto faz se é conto de tradição oral, literatura contemporânea...
  • ... faz com que as pessoas se conversem nos lugares profundos delas mesmas.
  • Tolkien: imaginem uma árvore azul ou desenhem uma árvore azul, todo mundo pode fazer isso. Escrever um texto onde uma árvore azul seja acreditável, isso é a arte da fantasia.
  •  ... criar um discurso, um encadeamento de palavras que tenha o dom do encantamento, faça que as pessoas escutem, leiam ou escrevam e parem para refletir para ver o efeito que aquilo fez dentro delas, isso é a arte da palavra.
  • O símbolo é uma coisa que todos compreendem. Um conto tradicional compartilhado numa comunidade é algo que aquela comunidade compreende.
Sobre "virar o olho":
  • É como as crianças brincam, como as crianças se entendem, como a gente também, como o poeta faz.
  • ... um jeito divertido,  instigante...
  • .... quando a criança brinca com dois saleiros como se fossem reis conversando, ela está de olho virado. Quer dizer, ela está olhando com outro jeito, com o olhar da fantasia, da imaginação, da transformação, o olhar da história. E se  fosse possível que esse saleiro fosse uma princesa? pergunta imaginativa  essencial que move o ser humano na direção do conhecimento. 
  • ...é um recurso para que o ser humano entre em contato com as possibilidades, com aquilo que não é, mas pode ser... 
Regina fala de um jeito poético sobre a arte da palavra, sobre contação de história, sobre imaginação, sobre aprendizagem...

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Outros textos de Regina Machado:

6 de outubro de 2013

Piquenique literário virtual



Este é o nosso sexto Piquenique Literário Virtual!! Que legal ver as pessoas queridas super afinadas com a leitura, dedicando um pouquinho do seu tempo do final de semana para uma leitura gostosa, buscando unir os amigos em torno desse afeto tão especial. Para quem ainda está chegando e vai participar pela primeira vez, a ideia é reunir as pessoas e os livros, seja real ou virtualmente. Para que essa reunião seja divertida de verdade, todo mundo que puder e quiser participar do encontro deverá fazer um momento bacana de leitura durante o final de semana. Se a criançada estiver por perto, melhor. Mas se não houver crianças, vale leitura de gente grande, de gente adolescente, de gente de todas as idades. Mas tem que ser leitura da ordem do "frui" (para usar Rubem Alves), ou seja, uma leitura para ser apenas desfrutada, daquelas “sem serventia”, só prazer!! Vale pipoca, chimarrão, bolinho de chuva, cafezinho, pinhão, chazinho. Só tem uma regra: tem que ser divertido (e literário, é claro)!! Quem quiser registrar o momento para depois compartilhar aqui na página do evento, será legal!! Pode ser registro fotográfico e também (ou então) um breve relato contando qual foi a leitura que fez, porque assim já compartilhamos ideias literárias também. Não precisa ser a leitura de um livro inteiro, pode ser de um conto ou um poema. E quem estiver muito ocupado com tarefas ou leituras da ordem do "uti", pode apenas fazer uma pausa para relaxar, ler um poema e mandar boas energias literárias para o universo. Nós acolheremos!! Mas tem que compartilhar para a gente poder receber mais de pertinho a energia, ficar com vontade de trocar livros e ideias. Quem ficou com vontade, bota o dedo aqui!!
Amo essa ideia da Léla Mayer! E como veio o convite, pus o dedo ali!

E estou compartilhando aqui algumas leituras com alma  piqueniqueira!!!

1.

Na semana passada, apresentei para o Tomás  e para @s alun@s  minha mais recente paixão - Rosalva, uma moça com "mãos de fada".


Já nas primeiras linhas, Sisto nos encanta:
"Naquela praia, onde o mar risca e rabisca a areia com seus desenhos inimitáveis, vive Rosalva-mãos-de-fada."
E assim entre desenhos, bordados, rendas, ondas,  vai se desenrolando a vida de Rosalva, que carregava  a pureza e a inocência no nome.

Até que esses fios se  entrelaçam com  Rolante:
"Tu me ensinas a fazer renda, que eu te ensino a namorar!"
Feito o trato, vieram os encontros e a vida de Rosalva  ficou cheia de graça!

E o amado caixeiro-viajante andava para lá e para cá cumprindo seu ofício...

Até que os dias começaram "a amarelar a renda guardada nos baús, protegida por bolotas de naftalina."

A poesia dessa obra, revelada no texto de Celso Sisto e  na ilustração de André Neves, nos emociona e nos põe  pensar em nossos próprios tecidos...

2.

E outro dia, O carteiro chegou com uma bolsa cheia de cartas, cartões, catálogo de loja...


Um livro muito bacana, em que Janet e Allan Ahlberg brincam com vários contos de fada.

O Carteiro da comarca, muito camarada e apreciador de chá, vai distribuindo a correspondência: uma carta da Cachinhos Dourados para a família Urso; outra, dos advogados da Chapeuzinho e dos Três Porquinhos para  o Lobo Mau; mais uma, de um editor pedindo autorização para Cinderela e o Príncipe Encantado para a publicação de um livro com a história de amor do casal... 

Há, também, o catálogo de propaganda do Empório da Bruxaria que a Bruxa Malvada recebe; o cartão postal enviado por Joãozinho (pé de feijão) para o Gigante.

E olhem só que fofo o texto do cartão  que a Chapeuzinho envia  felicitando a amiga Cachinhos pelo aniversário de oito anos:
Quem me dera ter agora
um cavalo de vento,
para dar um galopinho
onde está meu pensamento.
Cada correspondência vem num envelope que abrimos para ler!

Me encantei!

Até o próximo Piquenique!

Boas leituras!!!


10 de agosto de 2013

"Sete camundongos cegos"


Como assim "Sete camundongos cegos"?

O título me perturbou! 

Muito mais do que uma história que ensina sobre as cores ou os dias da semana: uma bela metáfora sobre como pode acontecer a aprendizagem.

Nós, leitores, vemos desde o início que a "Coisa estranha perto da lagoa"  se trata de um elefante... 

Qual é a graça, então? 

Ah, ficamos com vontade de saber como os camundongos irão resolver a questão!

Passado o susto da descoberta (o medo do desconhecido), começam as investigações.

E cada um, ao se aproximar da Coisa,  "vê" algo diferente que o outro não percebera, compartilha a novidade com o grupo...   o que gera conflito...

Os camundongos refletem sobre cada resposta encontrada até chegar a uma conclusão e, juntos, vão confirmar a descoberta!

E o número de camundongos - sete - corrobora, pois é  
considerado um número mágico. É um número místico por excelência. Indica o processo de passagem do conhecido para o desconhecido (para saber mais).
Na quarta capa, a informação de que a história contada por Ed Young, baseia-se na fábula "Os cegos e o elefante" (aqui o texto de Malba Tahan).

E o melhor de tudo: 
Esta obra faz parte do acervo formado por vários títulos distribuídos às escolas públicas pelo Ministério da Educação por meio do Programa Nacional do Livro Didático para Alfabetização na Idade Certa. (Basta clicar aqui para ter acesso aos catálogos com os títulos que estão nas escolas!)


2 de agosto de 2013

Vamos ser madrinhas e padrinhos de leitura!



A leitura em voz alta, feita pelo professor, para seus alunos, tem um enorme potencial educativo: permite que as crianças conheçam (ou reencontrem) obras e autores, se encantando, com isso, pelas maravilhas da literatura; apresenta a elas algumas das razões que levam os leitores adultos a ler, ajudando-as na identificação de seus próprios motivos para buscar essa atividade; permite que, no momento da leitura, a sala toda esteja unida em torno das emoções e do prazer que essa leitura desencadeia - como uma verdadeira comunidade de leitores - e que, depois, dela, todos possam trocar ideias e discutir as impressões que tiveram, seus personagens preferidos, os momentos de medo ou suspense, outros finais possíveis etc., conhecendo o ponto de vista de outros leitores sobre a leitura realizada e com isso aprofundando sua compreensão, aprendendo a apreciar outras opiniões e também a fundamentar melhor as suas (Primeiras leituras de Monteiro Lobato - sequência didática, publicada na Revista Nova Escola).
Estou participando das formações do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Tá certo, não atuo nos anos iniciais, mas no Ensino Médio - Curso Normal (que forma professores para trabalhar com as crianças). Por isso, meu interesse: é óbvio, parece.

E os encontros têm sido muito proveitosos, porque me permitem, a partir do referencial teórico, a reflexão sobre minhas práticas, sempre necessária! 

Também, porque estou no meio de muitas colegas que vivem o dia a dia nos anos iniciais. E como aprendo com elas...

Uma das ideias, entre tantas relatadas no coletivo - pena que eu não lembro de que escola... prometo perguntar no nosso próximo encontro e trazer pra cá! -, me deixou com uma vontade... padrinhos de leitura...

As crianças do 4º ou 5º ano se tornam madrinhas  de leitura das menores! Lindo!

Pois é, inspirada nessa prática, as alunas (e o aluno!) do 3º ano do Curso Normal serão madrinhas (e padrinho!) de leitura das crianças do Curso de Aplicação do Elisa!

Será um tempo de leitura deleite, que, segundo o Caderno de Formação de Professores,
é sempre de prazer e reflexão sobre o que é lido, sem se preocupar com a questão formal da leitura. É ler para se divertir, sentir prazer, para refletir sobre a vida. Tal prática, no entanto, não exclui as situações em que se conversa sobre os textos, pois esse momento também é de prazer, além de ser de ampliação de saberes.
O projeto poderá ser lido aqui (está em construção)!

*** *** *** *** ***

Atualização em 17/08/13

* Como havia prometido: a ideia dos padrinhos de leitura foi compartilhada pela professora Ângela Martins Rodrigues, do Instituto Estadual Romaguera Correa, de Uruguaiana - RS.  :-)


30 de julho de 2013

MQ

O Trágico Dilema
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.


30 de julho.

Nascimento do poeta.

E, hoje de manhã, (re) líamos, na biblioteca do Curso de Aplicação, "Lili inventa o mundo".

E lembrávamos da "Velha História".





29 de julho de 2013

Subjugar a literatura aos conteúdos das diferentes disciplinas?


Hoje recomeçamos na escola! :-)

E nada melhor do reencontrar colegas e alunas  que nos instigam.
- Professora, a gente precisa de uma história sobre o corpo humano (podemos substituir corpo humano por alimentação, Rio Grande do Sul, dia dos pais, folclore...)
Essa fala rendeu uma conversa muito bacana que estou espichando aqui...

O Curso Normal do Elisa orienta  que a atividade desencadeadora dos projetos, para serem aplicados na educação infantil e nos anos iniciais, seja a hora do conto. Maravilha!

E aí se dá o impasse: como escolher as obras literárias? 

O que acontece, na maioria dos casos, é, em primeiro lugar, a decisão sobre o tema do projeto - e os conteúdos e as atividades  possíveis - para, somente então, começar  a busca desenfreada por uma obra (nem sempre) literária que aborde o assunto.

E essa "ordem" de ações não se dá, somente, nas práticas das estagiárias do curso normal. Ela está nas escolas, há anos. Talvez, por isso, seja tão difícil reinventá-la.

É justo submeter a literatura aos conteúdos das diferentes disciplinas?

Com a palavra, algumas/alguns mestras/mestres, que já participaram de nossas aulas:

(...) acreditamos que a literatura (para crianças ou adultos) precisa urgentemente ser descoberta, muito menos como mero entretenimento (pois deste se encarregam com mais facilidade os meio de comunicação de massa), e muito mais como uma aventura espiritual que engaje o eu em uma experiência rica de vida, inteligência e emoções (Literatura infantil: teoria, análise, didática).
Gládis Kaercher:
Esta concepção (instrumentalista) acredita que a literatura "serve" para enriquecer a linguagem da crianças, que contribui para o aprendizado de novas palavras, que "introduz" este ou aquele conteúdo (se, por exemplo, precisamos estudar os seres vivos em Ciências, por que não aproveitar e "iniciar" esta abordagem por uma "historinha"?) Para resumir, esta perspectiva entende a que a literatura é um instrumento através do qual... (isso, se pensarmos que a literatura existe apenas para este fim). ("E se a historinha não funciona:": sobre paixões e literatura...)
Celso Sisto:
Só se conta bem aquela história que a gente amou, estudou e contou pras paredes, pro teto, pro espelho, pros filhos, até que ela brote dos lábios com veemência, convicção, detalhe e emoção.
(...)
Mas contar bem uma história é também evitar o didatismo e a lição de moral, os esteriótipos da palavra e dos gestos; o maniqueísmo e os preconceitos; o óbvio, o modismo e o lugar comum.
(...)
E é exatamente do fascínio de ler que nasce o fascínio de contar. E contar histórias hoje significa salvar o mundo imaginário. Vivemos, em nosso tempo, o império das imagens, quase sempre gerais, reprodutoras e sem individualidade.
(...)
Quando se conta uma história, começa-se a abrir espaço para o pensamento mágico (Textos e pretextos: sobre a arte de contar histórias).
Lena Lois:
O texto literário é arte, não é pedagogia. Dialoga com a subjetividade, não com a técnica.
Não há nada de errado em utilizar textos de literatura quando tratamos do estudo da língua portuguesa; seria incoerente pensar assim, quando reconhecemos na literatura uma especial manifestação da língua. A ressalva está na tendência a sua pura escolarização. Dar utilidade para o texto literário, antes de permitir o encontro do estudante com a arte, é sabotar o leitor e desconsiderar o papel humanizador que a escola precisa ter (Teoria e prática na formação do leitor: leitura e literatura na sala de aula).
Princípio de conversa! ;-)

26 de fevereiro de 2013

Agora, sim! Vamos começar! :)


(Imagem daqui)

Iniciaremos o ano letivo na próxima quarta-feira (27/02), e o frio na barriga está instalado em mim faz dias... 

Primeiro, por que terei novos alunos, e chegar numa sala de aula em que não se conhece a gurizada, não é fácil... bate uma insegurança danada. Com quem estou falando? o que pensam? o que sentem? como serei recebida? como vou recebê-los?

Segundo, por que trabalharei, pelo quarto ano consecutivo, com a mesma turma! Um desafio que me encanta, pude acompanhar o desenvolvimento de cada aluno, os anseios, as alegrias, os sonhos... Há uma certa intimidade entre nós, muito bacana e que facilita, eu acho, a aprendizagem.

Que  2013 seja nosso melhor ano no Elisa!

8 de janeiro de 2013

Aula no Portal do Professor

A educação que se quer nos dias atuais requer do aluno habilidades cognitivas mais complexas do que as exploradas tradicionalmente. Nesse sentido, é fundamental para um educador saber selecionar adequadamente as estratégias e os recursos de aprendizagem que melhor ajudarão o aluno a alcançar os resultados esperados. No novo papel, o professor cria espaços de aprendizagem, de atividades e desempenha muitas funções novas como mediador, ativador, articulador, orientador e especialista da aprendizagem (Reflexões pedagógicas).
No início de 2012, sistematizei algumas aulas  para os anos iniciais, a fim de pôr em prática a teoria que temos estudado no ensino médio - curso normal, em didática da linguagem e literatura infantil.

Nenhuma revolução. 

Uma aula possível, integrando literatura, língua portuguesa e interfaces da web.

No início de dezembro, certamente fugindo da burocracia que envolve o encerramento dos cadernos de chamada (sofro desse mal: basta se aproximar o final de trimestre para eu descobrir mil outras coisas interessantes  para fazer!), decidi enviar esse planejamento para ser avaliado pelo pessoal do Espaço da Aula do Portal do Professor.
(...) um lugar para criar, visualizar e compartilhar aulas de todos os níveis de ensino. (...) Qualquer professor pode criar e colaborar; desenvolver aulas individualmente ou em equipe; pesquisar e explorar o conteúdo das aulas e coleções de aulas.
E  hoje, depois de alguns ajustes nos links, o plano foi publicado:


Sabe por que fico feliz? Por poder compartilhar. Cada vez mais, vivencio a web como possibilidade de superar a solidão das práticas pedagógicas. Sim, há espaço, no final da aula, para a opinião de que acessou.

No próprio Portal do Professor, há tutoriais que auxiliam tanto a reflexão sobre a metodologia como o uso das ferramentas disponíveis:
Já são quase 13 mil aulas!

Quem mais vem?
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Há, no Portal do Professor, outros trabalhos nossos:


27 de novembro de 2012

Sobre livros e mediadores de leitura


biblioteca_basica

Educar para crescer é um projeto do Grupo Abril que, entre as ações, está um portal sobre educação.

Nele, volta e meia, aparecem testes  simpáticos do tipo Qual personagem de Monteiro Lobato você é? 

Pois é, sou o Visconde!

Ou Que poesia infantil combina mais com você?

Combino com a  poesia bem-humorada, por exemplo,
O médico é o monstro? 
O médico nunca me disse:
– Sorvete. Tome sorvete.
– Picolé, três vezes por dia.
Doutor é contra a alegria.
Adora remédio, adora injeção!
Doutor, ora, Doutor...
O certo é Dou-dor, isso sim,
por que não? (Cláudio Thebas)
Sim, eu corro para responder e me descobrir! ;)

Mas não é sobre testes  que quero falar...

Faz um tempão que tive acesso à Biblioteca Básica - o que ler dos 2 aos 18 anos para ter uma ótima formação e chegar com boas referências à vida adulta - (sub-título de respeito esse, né?!) divulgada no site.

Comecei a passear pelas sugestões feitas  por 18 educadores...  204 obras, distribuídas mês a mês  a partir dos dois anos.

Quer dizer, nenhum absurdo ou tarefa irrealizável... um livro por mês, um objetivo fácil de se alcançar. Ou não?

De acordo com Regina Scarpa - especialista em educação infantil-, uma criança, aos dois anos, deve ler:


As indicações são muito bacanas. Não li todas essas obras ainda, mas os autores garantem a qualidade dos textos!

Passeando pelas idades e pelas sugestões, não há reparos a fazer!

No entanto, me ponho a pensar: se o acesso às obras - se não as do site, outras de qualidade também - está cada vez mais fácil, pois o MEC envia bons acervos às escolas, o que falta, então, para que os livros cheguem aos alunos?

Observo, por exemplo, que, aproximadamente, até o quinto ano os professores   leem junto com os alunos.  Depois, a gurizada fica meio abandonada, sem referências de leitura/leitores.

Então, por que somos parceiros de leitura dos alunos, apenas, nos anos iniciais?

Por que, nas aulas de língua portuguesa, do sexto ao nono ano, quando a disciplina literatura não está, ainda, institucionalizada,  insistimos em levar fragmentos de obras - reproduzidos em xerox ou os que aparecem em livros didáticos -  como se  bastassem? 

E solicitamos que os alunos façam,  em geral,  a interpretação  a partir de questões, digamos, óbvias, em que  devolvem o texto simplesmente, sem buscar as entrelinhas? E o pior, para que os alunos analisem a que classes gramaticais pertencem as palavras de um poema? Assim, só para classificar, como se isso fosse a tal gramática contextualizada (?!).

E no ensino médio, largamos os alunos em Cinco minutos e A viuvinha, de Alencar... 

Poucos, muito poucos conseguem encarar essas obras e tantas outras - lindas! - sem a mediação do professor ou de um leitor mais experiente.

É bom que nós, professores de língua e literatura, nos lembremos, com Bartolomeu Campos de Queirós, que
A literatura (arte) não é servil. Ela só existe em liberdade, e seu compromisso é para com a revelação. Para tanto persegue a beleza. Daí, todas as vezes que a escola lança mão da literatura, quer transformá-la em "instrumento pedagógico", mesmo cortando as asas do leitor para um voo amplo, desmedido, desfronteirado. A escola reduz as funções maiores do texto literário e o transforma em objeto de convergência, sem escrúpulo. Se o texto é usado para saber aonde o autor quis chegar, é melhor pegar o telefone e perguntar ao escritor. Se ele souber, ele responderá e não haverá desperdício de tempo
Que tal, então, fazer rodas de leitura com os alunos? Transformar esses momentos em diálogo a partir dos textos, intermediados pelas vivências, pelos sonhos, pelas culturas que passeiam nas salas de aula?




5 de agosto de 2012

Clube de Leitura

Na época da Páscoa, anotei algumas ações que gostaria de desenvolver com @s alun@s...

A Cia. Era uma vez...  firme e forte, nuns rumos diferentes,  direcionada à poesia.

O Primeiro Sarau já aconteceu - a professora Rosane Gelati foi indispensável! Temos planejado o segundo para setembro!

Graças à parceria da professora Noeli (vice-diretora do turno da manhã e coordenadora do curso de aplicação), a biblioteca do curso de aplicação e do curso normal  começa a surgir... quem sabe em outubro esteja funcionando...

O Clube de Leitura realizou encontros bem bacanas... mas, talvez, o frio das noites de junho e julho nos tenha feito dar uma parada...

Hoje, conversando com a Bruna Nunes - aluna da 21 A, lembrei de A redação no Enem 2012 - Guia do participante, lançado pelo MEC:

Nós já criamos nosso Clube... acho que podemos usar essas dicas para nos fortalecer... e, enquanto não temos livros à disposição, podemos ler contos...


Ah, e a revista online sobre literatura? Ainda não deu nenhum sinal! :(



6 de junho de 2012

Plano de aula: uma tentativa




Dia desses resolvi enfrentar o desafio de elaborar um plano de aula nos moldes exigidos pelo Curso Normal do Elisa...

Fique bem claro: não tenho a pretensão de ser modelo para nada... é, apenas, um exercício...

O enfoque, óbvio, foram as questões da linguagem.

A obra que me inspirou: Como começa?, de Silvana Tavano. Uma paixão à primeira leitura!


A autora escreve no blog Diários da bicicleta, um espaço muito instigante.

O plano pode ser acessado aqui. O texto Como começa? está aqui.

No Caderno de Atividades da 6ª Jornadinha de Literatura, nas páginas 74 e 75, há mais sugestões para trabalhar essa obra, nos primeiros e segundos anos.

Não esqueçam de deixar as sugestões nos comentários! :)


1 de maio de 2012

LI - plano de trabalho


A disciplina Literatura Infantil, no segundo ano do Curso Normal em nível médio, ocorre em 2h/a por semana, perfazendo um total de 66 h/a anuais.

Para o espaço/tempo da escola e/ou para outros espaços/tempos (na web, por exemplo), traço o seguinte plano¹ de trabalho:


Ementa:

Estabelecimento de relações entre o ato de ler e as estratégias de leitura. Revisão do conceito e da finalidade da literatura. Busca de compreensão do caráter estético, artístico da produção literária destinada ao público infantil. Explicitação da tipologia de textos literários e do papel da ilustração nos livros infantis. Estudo e leitura de obras da literatura infantil brasileira, considerando os aspectos estéticos, lúdicos e composicionais da narrativa e da poesia. Investigação sobre os subsídios para a seleção apropriada de textos. Reconhecimento de que a formação do aluno-leitor pressupõe um professor-leitor. Reflexão sobre a função do professor como mediador de leitura. Desenvolvimento de uma metodologia que estimule o aluno a construir uma história de leitura, estabelecendo relações entre as obras e a vida, com autonomia, criticidade. Produção de roteiros de leitura de textos narrativos e poéticos.


Objetivos:
  • Despertar, no futuro professor, a paixão pela leitura de textos literários, necessária para fomentar o interesse, a motivação e o encantamento nos (futuros) alunos.
  • Promover o embasamento teórico que subsidiará a seleção apropriada de textos e o desenvolvimento de atividades  de mediação de leitura.
  • Provocar discussões pedagógicas e/ou de cunho sócio-político, a partir dos assuntos e das ideias veiculados pelos textos de literatura infantil.
  • Oportunizar a vivência de situações de leitura através da abordagem de diferentes textos literários.
  • Propor atividades que propiciem  a leitura crítica, buscando a intencionalidade dos textos e a relação destes com a realidade.
  • Criar, planejar, realizar  e avaliar situações didáticas, utilizando o conhecimento sobre literatura infantil, em que ocorra o estímulo dos (futuros) alunos a ser sujeitos da criação tanto na leitura quanto na produção a partir dos textos lidos.
  • Trabalhar em uma perspectiva interdisciplinar, percebendo  a Linguagem - língua portuguesa e literatura infantil - como um elo entre os conhecimentos na busca por uma formação integral dos sujeitos.

Práticas:
  • Atividades de produção escrita: resenhas e relatórios de leitura, anotações a partir de vídeos e de aulas expositivas.
  • Atividades  de leitura: leitura  compartilhada no início das aulas, feita pela professora e pelos alunos, buscando o prazer, a fruição que o texto literário proporciona;  contação de história utilizando recursos criativos;  leitura extensiva como forma de consolidar a paixão pelo texto literário e  a capacidade de perceber a importância da literatura para o processo de autoconhecimento e de conhecimento de mundo.
  • Atividades de pesquisa, em diferentes fontes (na web, em livros, em revistas...) sobre os temas desenvolvidos em aula, a fim de aprofundar os conhecimentos.
  • Atividades  de produção de textos orais: partilha de conhecimentos em rodas de conversa ou em forma de seminários;  debate a partir de textos literários, buscando os possíveis sentidos, a intencionalidade, as relações com a realidade.
  • Atividades de escuta respeitosa de textos: aulas expositivas, palestras, seminários, debates, vídeos, seguidas de registros escritos, em forma de resumo, relatórios.

Metodologia:

É importante tecer algumas considerações que condicionam a metodologia aqui concebida.
Para a criança,
o ato de ler é uma aventura fascinante, que lhe garante um novo domínio. A fascinação de exercê-lo torna-se ainda maior quando a criança descobre que, através da ficção e da poesia, encontra resposta às suas indagações interiores. Ao defrontar-se  com textos de valor estético e cultural, que traduzem o sentido da existência por engendrarem respostas a seus conflitos e emoções, a criança acrescenta um novo estímulo à sua vida (Saraiva, p.82).
Em muitos casos, a escola é o único espaço/lugar em que essas crianças terão contato com os textos literários. Portanto, deve assumir a responsabilidade de oferecer-lhes experiências significativas de leitura  que privilegiem o modo estético de representar o mundo e de trabalhar a linguagem.
Ainda, este plano de trabalho, entende que
relação com a literatura deve ser basicamente de fruição: cabe desfrutá-la satisfatoria e prazerosamente, livre de excessos de tecnicalidades. O importante é vivenciar a força existencial da representação estética e a beleza da construção do texto e do trabalho com a linguagem (Faraco, p. 7).
Essas ideias pressupõem o investimento na construção da autonomia dos alunos, problematizando a condição de simples repetidores de conteúdo e passando à condição de leitores, autores, pesquisadores - críticos e reflexivos -, não só sobre as questões de leitura e de literatura infantil, mas sobre o cotidiano. 

Ou seja, o conhecimento não é um produto fixo nem acabado; é construído num contexto de troca. O professor deve promover a aprendizagem, estimular o diálogo, provocar o surgimento de dúvidas, apoiar as reconstruções. Ao aluno, por sua vez, cabe uma postura ativa; deverá compartilhar, criar, interagir para compreender.

Para complementar, Cobo e Pardo mencionam as seguintes abordagens de aprendizagem: aprender fazendo, aprender interagindo, aprender buscando e aprender compartilhando.



Avaliação:

É um processo contínuo, em que serão diagnosticados os avanços e os limites e, a partir daí, estabelecidos rumos para superar esses limites. Para isso é fundamental, a participação do aluno e a interação com os colegas e com a professora.

Serão utilizados diferentes instrumentos para avaliar o aluno (individualmente ou em grupos): produção textual - resenha, relatórios, registros feitos nas aulas, portfólios ou diários virtuais; seminários: pesquisa, planejamento e participação; leitura expressiva de textos literários; contação de histórias; elaboração de planos de aula para  a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental. 


Referências bibliográficas:
  • BALDI, Elizabeth. Leitura nas série iniciais: uma proposta para formação de leitores de literatura. Porto Alegre, Projeto, 2009.
  • BORDINI, Maria da Glória e AGUIAR, Vera Teixeira. Literatura: a formação do leitor: altenativas metodológicas. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1988.
  • COBO, Cristóbal e PARDO, Hugo. Planeta Web 2.0 – inteligência colectiva o médios fast food. Grup de Recerca d'Interaccions Digitals, Universitat de Vic. Flacso México. Barcelona / México DF. 2007.
  • COELHO,  Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São paulo, Moderna, 2000.
  • DALLA ZEN, Maria Isabel (org.). Projetos pedagógicos: cenas de salas de aula. Porto Alegre, Mediação, 2009. 
  • FARACO, Carlos. Português: língua e cultura. Curitiba, 2003.
  • FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler - em três artigos que se completam. São Paulo, Cortez Editora & Autores Associados, 1991. 
  • ____________. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1996.
  • HOFFMANN, Jussara.  Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre, Mediação, 1993.
  • JOLIBERT, Josette (org.). Formando crianças leitoras. Porto Alegre, Artmed, 1994.
  • LOIS, Lena. Teoria e prática da formação do leitor: leitura e literatura na sala de aula. Porto Alegre, Artmed, 2010.
  • NASPOLINI, Ana Tereza. Tijolo por tijolo: prática de ensino de língua portuguesa. São Paulo, FTD, 2009.
  • PARREIRAS, Ninfa. Confusão de línguas na literatura: o que o adulto escreve, a criança lê. Belo Horizonte, RHJ, 2009.
  • SARAIVA, Juracy (org.). Literatura e alfabetização: do plano do choro ao plano da ação. Porto Alegre, Artmed, 2001.


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1. Alun@s e colegas, é um plano, por isso em construção permanente! Conto com vocês!

Leiam, comentem, questionem... 

20 de abril de 2012

Alfabetário, livros online: os caminhos percorridos


Para chegar nos livros online Alfabeto Maluco e Beto & Alfa: junto & misturado, percorremos os caminhos que seguem, a partir da obra  Alfabetário, de José de Nicola.

Inicialmente, trabalhamos em grupos organizados de acordo com a inicial dos nomes. Esses grupos ficaram responsáveis pela apresentação do poema correspondente a cada letra, estavam em jogo a criatividade e a expressividade.

Em seguida, cada aluno criou um texto para a inicial do nome.

Chegou o momento de lermos A roda de Carlos, poema que encerra o Alfabetário,  e investigamos a intertextualidade com Quadrilha, de Drummond.

Mais um desafio: parodiar o poema final.

Textos criados, era tempo de editar o livro online - deu um pouco de trabalho, mas valeu a pena!

Como foi esse processo? Escaneei os poemas, tendo o cuidado de digitá-los para garantir a leitura, pois alguns, devido ao material usado na escrita, perdiam um pouco a qualidade.

Usei o word para elaborar o trabalho, depois salvei em pdf .

Finalmente, experimentei  o Issuu e o Camaléo - sites que facilitam a criação de livros online. Os dois funcionam de forma semelhante e muito intuitiva: basta fazer um cadastro (um email e uma senha são suficientes) e importar o pdf.

Esse procedimento gera um arquivo em flash - com url e código html (para inserir em blogs) -,   em que podemos  navegar virando as páginas e ouvindo o som como num livro de papel...

Quem se atreve a usar esse recurso no estágio, publicando os textos das crianças?

Está lançado o desafio! Vamos tirar os mofos das nossas práticas, criando situações de produção textual em que estejam garantidas as condições didáticas da escrita?


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Atualização (20/04/12)

Minha amiga Fátima Franco, no Google+, fez duas sugestões que trago para cá, a fim de estender mais fios na trama intertextual que começamos a tecer com A roda de Carlos, Quadrilha, os poemas d@s alun@s da 21 A:



17 de abril de 2012

Beto & Alfa

Saindo do forno, mais uma obra, desta vez @s autor@s são @s alun@s da turma 21 A!

Como para a Etapa III, no Alfabeto Maluco,  o livro Alfabetário, de José de Nicola, serviu de  inspiração.

Boa leitura!

3 de março de 2012

Alfabetário


Nas primeiras  aulas de didática da linguagem e literatura infantil trabalhamos a obra "Alfabetário", de José de Nicola, ilustrada por Daniel Kondo.

Parte desse trabalho está aqui: o livro digital "Alfabeto Maluco", produzido pelas alunas da Etapa III


 Vale a pena ler e deixar tua opinião sobre a obra das alunas! Achas possível realizar essa atividade com as crianças?
Comenta aí!