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29 de fevereiro de 2012

Memórias 3 - Lab Inf 2011


(Para saber mais sobre a imagem, clica aqui.)

Sempre quis dizer para meus colegas de escola o quanto foi/é importante para mim e, consequentemente, para meus alunos, o uso das interfaces que a web oferece. Não  um relato no estilo oba-oba: oh!  se uso as tic, sou vanguarda, quem não faz isso está ultrapassado... Não.

Queria compartilhar o quanto escrever no blog mexeu  com a professora: minhas aulas não foram mais as mesmas. \o/

Parece que fiquei com mais autoridade para trabalhar, por exemplo, produção textual com os alunos.

Explico: ao passar pelo processo de construção de um texto  - começando pelo enfrentamento da tela em branco - vivencio a tensão  inerente à qualquer produção em que se negocia sentidos com os possíveis interlocutores. E, por isso, a minha mediação durante o processo de escrita dos alunos se dá com mais propriedade.

Outra coisa interessante é que, ao publicar,  saí da solidão que é, ainda,  nosso trabalho de professor! E, ao mesmo tempo, dei a cara à tapa, me expus... refleti sobre as práticas publicamente (não importa o número de leitores; mas o registro, para quem quiser ler e comentar - e que alegria  receber comentários!)

Tudo isso é fácil? Claro que não!

Mas é instigante!

Em 2011, pude conversar com alguns colegas sobre essas vivências em  encontros presenciais na escola e  outros online.

Saí do conforto da minha sala de aula para pensar/propor  a autoria, a partilha,  a construção coletiva de conhecimento mediadas pela web.

Um desafio que veio por causa da especialização Tecnologias na Educação (de que participei  como bolsista - convênio  MEC e PUC-Rio) em que um dos objetivos era  formar multiplicadores.

O que desenvolvemos, nesses encontros, pode ser acessado aqui.

Ainda há uma longa caminhada... Talvez tenhamos dado o primeiro passo - de formiguinha...

Às vezes, me sinto frustrada, pois tudo ficou meio interrompido durante as férias... e não sei se terá continuidade... as ideias da construção da presença online dos professores e do grupo de estudos  estão por  fazer...

Ao mesmo tempo,  alguns  projetos interessantes (é só abrir aqui, aqui e aqui) que já aconteceram e outros que estão começando me sinalizam que é possível (vai aqui e aqui)!

´Bora buscar ânimo para retomar o trabalho de coordenação do uso das TIC na escola!


3 de janeiro de 2012

Memórias 2 - nov. - Cia. Era uma vez...

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                       (No  Dom Hermeto, brincando com  O Jogo da parlenda, de Heloísa Prieto)

Começava as aulas de língua e literatura, em geral, com um texto que me encantava e que desejava partilhar com os alunos.

A maioria se surpreendia: como assim contação de história, leitura de poemas no ensino médio?

E logo sucumbiam às tramas, às metáforas, se entregavam à obra...

Faz tempo, cultivava o desejo de reunir pessoas para serem, também, mediadoras de leitura...

Em novembro de 2011, aconteceu...

A história é a seguinte: uma aluna me procurou para "encomendar" uma contação sobre a água - tema do projeto em desenvolvimento na escola em que ela atua.

Lancei a ideia na turma 21 A.
 
A Sabrina - que sugeriu O homem da chuva- a Laísa (companheira de sonho desde o ano passado) e a Dallal se juntaram e pronto: surgiu a Cia. Era uma vez...

Nessas poucas semanas, já contamos histórias em vários lugares: no Espaço Mágico, no Moacyr, no Dom Hermeto, no Elisa, no Jonfa, na Praça do Barão (fotos abaixo)...


NA FEIRA DO LIVRO 03-12

Já chegaram, também, a Laura, a Fiama e a Clarissa!

Sonho se realizando!

Grupo se fortalecendo, com compromisso e alegria!!!




2 de janeiro de 2012

Memórias 1 – 20 de dez.



Como deixei de escrever aqui sobre algumas vivências interessantes em 2011, por falta de tempo ou de vontade :(…

Como penso que este espaço serve, também, para que eu possa refletir sobre essas vivências…

Como as férias me permitem (des/re) organizar algumas coisas…

Inicio, hoje, uma série retrospectiva. Não, não é nada do que foi pelo mundo! É algo como memórias pessoais, pois vou revisitar coisas minhas.

Lá vai…

A gente que trabalha por que gosta, tem paixão pela coisa ou teima em sonhar com escola pública de qualidade sabe que as relações nas salas de aula (e fora delas) bastam para nos satisfazer e nos encher de orgulho. 

São perguntas, respostas, dúvidas, certezas, textos, versos, histórias, alegrias, raivas, entusiasmos… que trocamos com os alunos e nos dão as pistas de que é por ali ou por lá ou… vamos nos construindo como pessoas que aprendem…

Em meio a isso tudo, houve um momento que me deixou muito, mas muito feliz: quando as alunas da Etapa IV, do Curso Normal - Aproveitamento de Estudos me convidaram para madrinha da turma!

Uma baita responsabilidade – representar os professores na formatura – e uma alegria maior ainda – mimar um grupo de guerreiras!

A cerimônia de colação de grau, no dia 20 de dezembro, deu à Uruguaiana professoras competentes, alegres, criativas!

Parabéns mais uma vez! E obrigada pelo carinho!

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Aqui o texto que preparei para as meninas.

16 de dezembro de 2011

Gianni Rodari e o Homem da Chuva

 
Conhecia Gianni Rodari da Gramática da fantasia - obra que me inspira no trato com as coisas da língua, das linguagens, da arte, da criatividade, ingredientes que me acompanham nas andanças pelas salas de aula.

Acho que a li pela primeira vez nos anos oitenta, em plena atuação com alunos da quinta série. Me lembro que fiquei aliviada, pois buscava ideias que mexessem comigo e com as crianças: aquele livro era um caldeirão cheio de ideias!

Em 2010, em uma das caixas enviadas pelo MEC, (re) encontrei Rodari; agora, na literatura infantil, e me encantei mais ainda!
 
O Homem da Chuva me levou direto para um tempo em que morávamos pra fora e os dias de chuva, especialmente, os de temporal eram assustadores. E, para nos aquietar (minha irmã e eu) em casa, a mãe, a cada trovoada, repetia: "Papai do céu tá brabo!" Medo.

Ao contrário, o Homem da Chuva anda por aí, com suavidade e alegria, abrindo e fechando as torneirinhas do céu. Às vezes, dorme um pouco além e esquece das torneiras... aí já viram, né?! Uns reclamam que choveu muito; outros, que faz tempo que não cai uma gota...
Pobre de mim, quem sabe quanto tempo eu dormi!
A gente anda de nuvem em nuvem acompanhando do Homem da Chuva no seu trabalho...

E a Cia. Era uma vez… tem contado essa história lindamente!

15 de dezembro de 2011

Cia. Era uma vez e o Homem da Chuva

A Cia. Era uma vez… contou a história de Gianni Rodari para as crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Moacyr Ramos Martins.

Fizemos o registro para aprender a nos ver e avaliar nosso desempenho.



Se deixares tua sugestão nos comentários, ficaremos muito felizes!

5 de outubro de 2011

Minha fala como paraninfa


Senhoras, senhores, boa noite!

Queridas afilhadas! Educadoras do século XXI! Muito chiques!

Estou feliz por estarmos juntas mais uma vez! Hoje de uma forma ampliada, com nossas famílias, nossos amigos!

E o melhor: comemorando o encerramento do curso!

Um curso como tantos outros, em que aprendemos muito, fomos desafiadas, em que lidamos com contradições (bem ao gosto do professor Antenor!)! 

Mas o curso que vocês escolheram! Com o qual algumas sonharam durante anos, outras interromperam o sonho para retomá-lo mais tarde, houve até quem nunca antes tinha cogitado...

Como diz Paulo (sabem aquele a quem vocês foram apresentadas na etapa 1!): 
Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática.
E foi com gente assim – educadoras em construção, a Rosinha e a Keithy -, que me encontrei, no desfile da semana da pátria, quase na Presidente Vargas! Naquela ocasião, elas, aliviadas, me disseram: “agora só vai, profe! Conseguimos chegar ao Sete de Setembro!” Aliviadas e orgulhosas, usando os lencinhos que identificavam a escola em que faziam estágio - desta vez, estariam no pelotão dos professores.

Como assim? orgulhosas por ser professoras? e as péssimas condições de trabalho? e os alunos desrespeitosos? e o salário tão baixo? 

É claro que isso nos preocupa, não é mesmo, gurias?! Mas não nos paralisa, pois temos esperança e certeza de que 
somos fundamentais para que o Brasil tenha um futuro que valha a pena.
Em outro momento, me encontrei com a Ana Valéria, lá na Escola Cabo Luiz Quevedo, se construindo como professora, sabendo-se fundamental para aquelas crianças, ao contar a história da pipoca, entre panelas, colheres e espiga de milho.

E o que dizer da Cleia que, juntamente com a Keithy e a Rosa, viraram as Três Mosqueteiras do Roberval: “uma por todas, todas por uma”! Lindo de ver!!! Tão diferentes! Tão parceiras!

Ah! E houve, o reencontro com a Delita – recém casada, em lua de mel, com um bebê a bordo e professora – parabéns! Uma prova de que tudo tem seu tempo, né, Delita?

Por tudo isso, sinto que estamos mais fortes, mais alegres, mais ousadas... 

Tem até aluna aprovada no concurso do município: parabéns Vânia! Tu nos dizes que é possível!

A gente teceu uma bonita história: é claro que não somos mais as mesmas de março de 2010... hoje estamos aqui, juntas, reafirmando um grande compromisso: lutar por uma educação de qualidade para todos! As crianças merecem! A gente merece! O país merece!

Nas minhas navegações pela web, li uma seguinte metáfora que partilho com vocês: um livro em geral tem um prefácio, uma introdução. 

Esse prefácio foi escrito por todos nós, aqui no Elisa: equipe diretiva, coordenação pedagógica, comissão de estágio, professores, alunos...

A partir de hoje, vocês protagonizam a escrita desse livro!

Sejam autoras criativas de uma obra repleta de poesia, encantamento, criticidade, humildade, amorosidade! 

Tenham sensibilidade para dialogar, respeitosamente, com os alunos !!
Façam a obra que este país precisa. Façam da vida de vocês e dos que as cercaram uma obra com sentido, ética e dignidade.
É um prazer conviver com vocês - não, não vou usar o verbo no passado, pois vamos manter nossas conexões (online, também, hein! Afinal, somos professoras do século XXI!). É um prazer conviver com vocês, conhecer um pouquinho de cada uma...

Acima de tudo, é muito bom sonhar junto!!!

E vamos na companhia de Darcy Ribeiro
Sempre há o que aprender, ouvindo, vivendo e sobretudo, trabalhando, mas só aprende quem se dispõe a rever as suas certezas.
Para encerrar: gurias, agora, colegas professoras - ontem eu avisei que ia ter “esse momento lindo” - fiquem em pé, por favor: levantem, desta vez, o braço esquerdo na vertical, bem alto e repitam comigo: eu prometo sempre ter paixão por aprender!

Obrigada! 

Sejam felizes!