10 de fevereiro de 2016

'Bora tentar mais uma vez!

Há mais de um ano sem uma palavra aqui.

Parece que perdi a mão. :(

Será que vale a pena insistir?

Acho que a primeira voz que ouvi  sobre a vontade/necessidade de retornar aos nossos  blogues, em 2016,   foi a da Jenny.

E vieram outras vozes conhecidas.

Hoje a gota d'água: a Marli (sempre inspiradora!), comemora dez anos da Blogosfera Marli! Num texto instigante - Blog X Rede Social -, usou imagens bacanas:
O blog é como a casa da gente, onde você guarda suas coisas de forma organizada e recebe suas visitas que chegam sem tanta pressa de ir. A rede social é como a rua. Você transita por ela, cruza com um monte de gente, eventualmente cumprimenta alguém ou tem uma conversa rápida.
Resolvi tirar a poeira e ajeitar a casa pra receber as visitas! Tipo puxar um banco, conversar devagar...

*** *** *** *** ***

Seguindo a metáfora da Marli, nas minhas ruas surgem, sem avisar,  coisas inúteis... passo por elas correndo... sem saco! Muitas, excluo. Não sou obrigada, né?!

Por isso, nos últimos tempos, várias vezes pensei em desativar meu perfil no Facebook. Acabo ficando pela facilidade de acesso às atualizações dos blogues que sigo, dos jornais, das revistas, por causa  de pessoas com ideias bacanas, com quem aprendo muito, por causa da militância, numa tentativa de desconstruir o que a mídia oficiosa vem fazendo há tempos no Brasil. 

Fico, principalmente, por causa do grupo do Curso Normal - Elisa Valls. Tá, nem sempre conseguimos o que está  na descrição:
Este grupo é uma proposta do Curso Normal do Instituto Estadual de Educação Elisa Valls, de Uruguaiana-RS; uma forma de ampliar o diálogo entre (futuros/as) professores/as.
O que se pretende é muita interação, muita aprendizagem, muita partilha... por isso, fica à vontade, entra na conversa!
Em alguns momentos, o grupo se torna  um curso de artesanato, como se o trabalho com as crianças se limitasse a fazer bichinhos, flores e o escabau de sucata e eva.

E a conversa é escassa ali. A maioria se limita a visualizar as publicações e, às vezes, curtir mesmo sem lê-las. Sim, muitas vezes postei textos ou vídeos longos e, no minuto seguinte, havia uma curtida (o que me deixa sem saber o que significa curtir uma publicação... assunto pra outra hora!).

Acho que nem as alunas* nem as professoras* do Curso, ainda,   fazemos as provocações necessárias, não percebemos o potencial das redes online para mediar a aprendizagem.

Então, o que me prende ao FB é um grupo que não cumpre o seu propósito? É que tenho a esperança de conseguir, a partir dele, a interação, a aprendizagem compartilhada,  ampliando as conversas em outras redes online - blogues, youtube...

Essa esperança está se renovando hoje. Confesso que, nesse ano e tanto que não apareci no Ufa!, havia desistido.

Desistido de usar as tecnologias digitais como mediadoras da aprendizagem.

Mas eu preciso voltar, afinal, sou professora no século XXI. Mais: trabalho num curso de formação de professoras* que vão atuar com alunos nascidos no século XXI.

'Bora tentar mais uma vez!

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* Ao me referir às alunas e às professoras do curso, opto pelo uso do substantivos femininos, meus motivos óbvios, ou não?!



28 de maio de 2014

Texto da Suany

Há meses sem aparecer! :P

E essa aparição (?) é pra trazer um mimo que "ganhei" no Facebook e que desejo guardar aqui!

Sempre é bom ter as nossas práticas avaliadas pel@s alun@s; ainda mais quando o olhar é cheio de generosidade.

Fico feliz, sim, mas, ao mesmo tempo, dá um frio na barriga: não posso esquecer da minha responsabilidade como professora de um curso de formação de professor@s!

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Ontem, a Suany, colega/aluna querida que se formou no final do ano passado,  no Ensino Médio Curso Normal, atualmente, cursando Matemática/UNOPAR. me surpreendeu com o texto que segue:
O presente trabalho é um relato de observação em uma escola de ensino regular e normal desta cidade, onde tivemos a oportunidade de conhecer a professora Suely Caputo Aymone; uma educadora com muito “café no bule”; aquela que além de estar na frente de uma sala com 30 alunos aproximadamente, com sua ternura, seu carinho e compreensão tornar-se uma verdadeira amiga/mãe.
Possuindo uma criatividade imensa, sabe fazer com que seus alunos mergulhem de cabeça no mundo da leitura,dos sonhos e da realidade; propondo à eles inefáveis momentos de sorrisos, de estudos, de debates , de reflexões sobre como devemos atuar em sala de aula com nossos alunos e sobre nossas vidas.
Atuando no Curso Normal do Instituto Elisa Ferrari Valls, especialmente na área da Língua Portuguesa, desenvolve um excelente trabalho com seus alunos, na área de linguagem, contação de histórias, de compreensão e interpretação de textos, de sugestões de atividades para iniciantes no magistério; além de ser uma apaixonada pelo grande mestre Paulo Freire – que com sua grande capacidade de síntese demonstra sua maturidade, lucidez e vontade de, com simplicidade, abordar algumas das questões fundamentais para a formação dos educadores/as.
Suely é a verdadeira “professora maluquinha” – como a que Ziraldo se refere em seu livro; pois desperta em seus alunos o gosto pela aprendizagem e principalmente dialoga com eles de uma maneira aberta e simples,- como idealiza Paulo Freire a relação educador-educando-, buscando saciar todas as suas dúvidas,compreendendo suas dificuldades e criando meios para que estas sejam vencidas.
Competente e dedicada, possui uma maneira muito interativa de ensinar, onde utiliza a web como uma de suas ferramentas de ensino; tal maneira esta que foi noticiada pelo Mec; oportunizando um momento especial em sua vida e na vida de seus alunos.
É, sempre foi e sempre será a alma do Cultura Jovem,onde incentivava a interação de jovens do Curso Normal com os do ensino regular para a concretização do que seria o jornal on-line da escola e ainda mantém blogs sobre suas práticas e de suas alunas;dando enfoque às suas aprendizagens.
Esta professora é um exemplo a ser seguido, pois faz a diferença na vida de seus alunos e com seu jeito único valoriza cada passo dado por eles, acompanhando suas trajetórias. Quem tem o prazer de tê-la como professora, mestra, educadora, amiga, mãe com toda a certeza leva uma enorme bagagem de conhecimento; de alegria, de crise de risos, de lágrimas de emoções, de carinho e de amor; pois não há ninguém que possa igualá-la, tampouco superá-la.
Se hoje eu tenho certeza daquilo que eu quero, da profissão que eu devo seguir, se hoje eu tenho o gosto pela contação de histórias, o encantamento pelas crianças, o gosto pelo ensinar... Se hoje eu estou aqui formada foi pq tu entraste na minha vida e nada mais alegre pra mim do que fazer o meu trabalho da faculdade sobre tu que fostes mais que uma professora pra nós, foi uma verdadeira mãezona NÃO CANSO DE DIZER OBRIGADA SUU' POR TUDO ‪#‎saudades‬  ‪#‎volta_tempo‬‪#‎profe_maluquinha‬ ‪#‎tuémassasu‬ ‪#‎TEMQUETERDIÁLOGO‬
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Obrigada, Suany! <3

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3 de fevereiro de 2014

Estágio final, tempos de (re) pensar as minhas práticas: reinícios

Fim de semestre. 

Para nós, profes e alun@s do curso normal, momentos de reflexão mais intensa sobre nossas práticas. Momentos de rever o que foi construído... Planejar, (re) planejar...

Digo isso, pois 31 alun@s da turma 41 A e 8 da Etapa IV vão para o estágio final, nos anos inciais.

Serão 65 (para o quarto ano) ou 100 (para a etapa) dias de aulas...

Um grande desafio.

Uma imersão no cotidiano das escolas, com todas as contradições inerentes a esse espaço de construção de saberes - afetivos, sociais, cognitivos...

Um importante momento de avaliação do que   desenvolvemos nas  aulas no Curso Normal, especialmente, nas disciplinas de didática.

(Parei, aqui, no dia 20 de julho de 2013!)

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(Continuo, hoje,  dia 03 de fevereiro de 2014!)

Quase início de ano letivo!

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Antes de tudo um aviso: 

Sim, no estágio final de 2013, assisti a  muitas aulas lindas, cheias de entusiasmo, de criatividade... 

O que me dá esperança! E alegria! :-)

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E daqui para frente falo no singular (sobre minhas práticas como professora de didática da linguagem).

É inevitável, quando nas visitas do estágio supervisionado, rever as contribuições que fiz para que as aulas sejam menos instrucionistas.

Me vem à memória as leituras que propus sobre  a aprendizagem da língua escrita, a formação de leitores; as sugestões de atividades que buscamos ou criamos para dar conta dessas questões de forma mais lúdica, mais reflexiva... 

Basead@s nessas leituras (nosso café no bule!)...

Concordamos (@s alun@s e eu) que a aprendizagem da língua escrita não acontece, apenas, baseada na memorização de regras descontextualizadas. 

Concordamos que devemos compartilhar literatura, lendo com/para os alunos, textos que nos emocionam de alguma forma,  a fim de encantar as crianças, a fim de que reflitam sobre a vida, se divirtam, brinquem com as palavras.... 

Concordamos sobre os direitos de aprendizagem que devem pautar as práticas pedagógicas em língua portuguesa. 

Concordamos sobre os conhecimentos e as habilidades específicos a cada eixo de aprendizagem da língua portuguesa: leitura, produção de textos escritos, oralidade e análise linguística.

Parece que,  enquanto analisamos um e outro texto, uma e outra forma de abordar, por exemplo, a ortografia ou o fomento do gosto pela leitura,  nos entusiasmamos e  acreditamos na necessidade de fazer diferente... 

Mas, no momento de assumir uma turma, parece (!), sucumbimos e fazemos  mais do mesmo.

Aulas e mais aulas com as crianças copiando textos do quadro.

Aulas e mais aulas separando sílabas e classificando palavras quanto ao número de sílabas ou de acordo com a classe gramatical e preenchendo listas com palavras no plural ou no feminino.

Aulas e mais aulas fazendo ditado de palavras, sem reflexão, apenas para saber se o aluno escreveu certo ou não. 

Aulas e mais aulas fazendo hora do conto com textos que nem literários são.

Aulas e mais aulas contando histórias sem entusiasmo, apenas para cumprir um protocolo exigido pelo curso.

...

Que aprendizagens há nessas práticas? 

Por que reproduzimos as aulas nos entediavam, quando estávamos nos anos inciais? 

Que professor@s somos? Que professor@s queremos ser?

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Essas são algumas minhocas que me acompanham desde que comecei no Curso Normal...

E me angustiam... só que não me paralisam! Ao contrário, me fazem estudar mais, buscar outros caminhos, outras formas de abordar esses temas (e outros e mais outros...) com @s alun@s do Curso Normal! 

Sim, acho que a metodologia é essencial! 

Afinal, a aprendizagem se dá mais pelo exemplo do que pela palavra...

 Paulo Freire, então?
1.6 - Ensinar exige a corporeificação da palavra pelo exemplo
O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do “faça o que mando e não o que eu faço”. Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo pouco ou quase nada valem. Pensar certo é fazer certo. ("Pedagogia da Autonomia", p. 16)
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E aqui vou eu para mais um ano...

É grande a responsabilidade  - formação de professor@s da educação infantil e dos anos iniciais!

Ainda bem que tenho colegas com que compartilho essas minhocas... e nos movimentamos coletivamente!

Ainda bem que tenho alun@s que desejam ser (@s melhores!) professor@s...

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Deixo aqui a ligação para o referencial teórico que organizei dia desses: Encontro de estudos.

Sempre é bom (re) ler...



1 de fevereiro de 2014

"Pavor espaciar"


"Até hoje há quem diga que extraterrestres não existem. Mas vai falar isso lá no interiorzão! Certamente, você ouvirá de volta algumas histórias de gente que jura já ter visto algum." (Mauricio de Souza, no prefácio)
Bueno, então aqui vai a minha história.

Final dos anos setenta, passávamos as férias na estância, distante uns 80 Km da cidade. As luzes que nos rodeavam eram, apenas, das estrelas, da lua e dos vaga-lumes.

Quando menores, minha irmã e eu fingíamos que os "enxames" de vaga-lume (havia muitos vaga-lumes naquela época!) eram as luzes da cidade... :-)

Numa rara noite em que recebemos visitas, os adultos proseavam à espera do  carreteiro... avistamos no céu -, "a noite no pampa é uma catedral"¹ -  três círculos brancos que permaneceram imóveis durante um tempo.

Eram, com certeza, discos voadores.

Não recordo como acabou aquele episódio...

Lembro, apenas, do medo, das explicações, da certeza de ter vivido um contato imediato...

Quando abri "Pavor espaciar", num passe de mágica essas imagens retornaram...

E outras tantas - sobre outros seres assustadores - que alimentavam, no galpão, a roda de mate dos homens, depois da lida no campo. (Não. Éramos meninas e não participávamos da roda, mas brincávamos por ali... e ouvíamos as histórias.)

No primeiro quadrinho,  Gustavo Duarte retrata o  céu que tínhamos sobre nós na noite em que avistamos os discos voadores. Perfeito! E a Rural Willis estacionada em  frente à casa... mais memória afetiva!



Antes de saírem para uma visita, os pais de Chico Bento recomendam para que ele e o primo Zé Lelé se comportem e durmam cedo.


Os meninos atendem: distraidamente, no sofá da sala, Chico escreve alguma coisa, Zé lê  "Có!" (acho que é a primeira hq do Gustavo). Por ali, também, estão Will Eisneir ("The Spirit"), Charles Schultz ("Peanuts")...


Até que Chico, acompanhado de Torresmo,  vai à cozinha pegar água (na geladeira tem Coca, mostarda, catchup... pinguim) e, primeiro, vê a cara de terror do porquinho, em seguida, um E.T.

Saem em disparada pelo milharal, levando Giselda. Zé Lelé já fora abduzido.

No livro, não há muitos diálogos. Andei pesquisando e descobri que  uma característica de Gustavo é a narrativa visual.

Me parece que, desse jeito, sem muitas palavras, nos dedicamos mais a apreciar os detalhes de cada quadrinho... os movimentos, as expressões, as referências (a outras obras) e as homenagens com que o autor brinca de vez em quando...

Por exemplo, um dos abduzidos é o Jotalhão!
"Virge Santa! Um elefante! I ele é verde! Qui surrear..." 
A vontade é entregar cada detalhe, mas não vou fazer isso! ;-)

Ainda, de lambuja, no final, há as primeiras aparições  do Chico, do Zé, da Giselda e do Torresmo.

 Sou fã do Chico Bento, talvez por minhas raízes rurais, sei lá...

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2. Aqui, falei um pouco sobre a paisagem do pampa.

3. Chico Bento - Pavor espaciar, de Luiz Santiago

4. Aqui, escrevi sobre "Turma da Mônica - Laços"

5. Sobre o Graphic MSP

8 de janeiro de 2014

"daytripper"

Me propus, nesses dias de férias, ler hq/graphic novel (ou a nomenclatura que for!).

Pura influência do Tomás! ;-)

Comecei com um livro que estava há um tempo na estante,  obra de Fábio Moon e Gabriel Bá, referências para nós - Tomás, Marco e eu -, especialmente depois da 14ª Jornada Nacional de Literatura, em que tivemos a oportunidade de conversar com eles.

daytripper.

O  prefácio (em quadrinhos!), de Craig Thompson, antecipa: "é uma reflexão sobre a efemeridade da vida".

E lá fui eu em busca dos motivos que fazem os olhos do Tomás brilharem quando fala sobre hq!

E encontrei! Sabe aquela obra que dá vontade de ficar (re) lendo?!


Nada de heróis, um cara comum -  Brás - que escrevia obituários  para um jornal me sensibilizou!  

(É coincidência? ou há um fio que liga ao Brás Cubas, de Machado?)

Nos dez capítulos, como se fossem crônicas, a partir dos silêncios, das reflexões e das relações (com o cachorro, com o pai, com a mãe, com o amigo, com a mulher...), entramos em contato com diferentes momentos  do personagem e temos a
"(...) sensação de que a vida está acontecendo aqui, bem à nossa frente, e a estamos vivendo. 
E como vivemos. 
E às vezes morremos para provar que vivemos" (posfácio dos autores). 


*** *** *** *** *** ***
Para ler mais:

Resenha de Bruno Alves 

Vídeo resenha - Leio Eu TV

4 de janeiro de 2014

"Turma da Mônica: Laços"


Quando menina, lia muito gibi -  Luluzinha, Bolinha, Riquinho, Pato Donald, Zé Carioca, Bronco, furacão de fraldas...

Lembro de uma amiga que colecionava essas revistinhas, mantendo-as impecáveis. Eram pilhas organizadas, limpas, completas (uma inveja!). E não nos emprestava.

As nossas,  lidas e relidas, perdiam as capas ou páginas, passavam de mão em mão!

Adulta, assinava a Turma da Mônica. Meu personagem favorito,  Chico Bento.

Nos últimos anos, o Tomás me reconduziu a essas histórias, ampliando as concepções e as estéticas.


  • "O Continente" (2005), HQ baseada no romance homônimo de Erico Verissimo e assinada por Carlos André Moreira (roteiro) e Gilmar Fraga (desenhos);
  • "O Alienista", de Machado de Assis, roteirizada e desenhada por  Fábio Moon e Gabriel Bá;
  • "Dom Quixote das crianças", de Monteiro Lobato (em quadrinhos);
  • "Dom Quixote", de Miguel de Cervantes, com arte de Caco Galhardo;
  • "Dom Quixote", com roteiro e ilustrações de Bira Dantas.
Sim, o cavaleiro andante, é o preferido! ;-)

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Ontem, li "Turma da Mônica: Laços", feita pelos irmãos Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi,  do projeto Graphic MSP

Os primeiros laços, os familiares, são mostrados com uma delicadeza emocionante!

O momento em que o Cebolinha recebe o presente, abre a caixa, sob os olhares ternos do pai e da mãe, e encontra o Floquinho, uma bolinha de pelos - mais um laço se estabelece.



Em seguida,  um plano infalível... e a Mônica e o Sansão perseguem o Cebolinha - Peter Pan e o Cascão - Capitão Gancho. No trajeto pelas ruas do Bairro Limoeiro, alguns personagens são "citados" - Aninha, Titi, Cascuda, Xaveco, Xabéu...

Então, vem a notícia do sumiço do Floquinho... que destaca os laços de amizade entre as crianças.


Elas se unem para encontrar o cachorrinho, usando estratégias criativas, enfrentando uma turma de meninos provocadores...  


E os medos de uma noite no Parque das Andorinhas, espantados com histórias ao redor da fogueira - a ideia da circularidade, nossa ancestralidade africana. E uma bonita homenagem a Maurício de Souza!

É legal ficar apreciando cada quadrinho para "descobrir" algumas referências  - os brinquedos na estante, o quadro na parede (releitura d"O tocador de pífaro", de Manet) do quarto do Cebolinha, por exemplo.

E a cena das bicicletas?! Me vi no "E.T., o extraterrestre"!

Muito bom, também, acompanhar os primeiros encontros das crianças - laços em construção -  na escolinha...

Adoro ser surpreendida! E "Turma da Mônica: Laços" me surpreendeu!

Uma obra de uma belezura... encantadora!

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Agora, preciso muuuito ler "Chico Bento: pavor espaciar", de Gustavo Duarte.

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Atualização - 01/02/14

Li "Chico Bento: pavor espaciar"! Me encantei e escrevi aqui! :-)


22 de dezembro de 2013

Para 41 A: minhas/meus afilhad@s!



Senhoras, senhores, boa noite!

Queridas afilhadas e queridos afilhados! 

Nos encontramos em 2010. (Tá bem, ou 2009!).

Aos poucos, fomos construindo histórias.

11 A. 11 B.

21 A. 21 B.

31 A. 31 B.
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará *
É muito curioso como as turmas vão se inventando... assumindo características próprias.

Querem ver?

Quando falo em alegria, cantoria, a qual turma estou me referindo?

Não, não precisam responder...

E quando falo em criticidade, em debates?

Ah, e entusiasmo? E brilho nos olhos enquanto falam sobre os alunos?

Tão diferentes. Com tantas coisas em comum. Com tantas ideias incomuns!!!

E como
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Em 2013, a 41 A.

Lembro de ter dito que não propor nenhuma dinâmica para aproximar as duas turmas que estavam, no início do ano, apenas, dividindo o mesmo espaço na escola.

Sim, era a 31 A para um lado e a 31 B para outro! 

E não é que a “vida” tratou de criar a 41 A?!

Para nossa alegria!
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
E aí foi uma avalanche de risos, choros, brigas, fofocas, amizades...

Como gentes que somos!
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
É, agora, vocês estão aqui, professoras e professores!

Um momento muito especial para mim!

Pois convivemos durante quatro anos! Nunca eu tinha trabalhado tanto tempo com as mesmas turmas! 

E não é que gostei! Vocês me acolheram com generosidade!

A cada ano em que estava “escalada” para estar com vocês, pensava “ xiii, o que vou falar com as gurias e os guris... já foram tantas aulas...”

Mas não é que havia assunto que não acabava mais... tantas coisas para aprender, juntos!

Guardo umas passagens especiais que vão me acompanhar, permanecerão além de vocês... Lembram... 

... do “Olha a Suely , olha a Suely!” 

... dos aplausos... em Braile!

... do “Cala a boca!” “Não fala assim, tens que tratar bem teu colega, diz: cala a boquinha!”


... A literatura compartilhada com muito riso ou muito choro ou muita indignação, sempre com muita paixão!

...E a invasão poética!

... Nossas andanças na web, o grupo no Facebook, o Espichando a conversa... foram até objeto de pesquisa de mestrado, destaque no Portal do MEC notícia de jornal

... Ah! O inesquecível trenzinho que percorreu os corredores do Elisa: 
Tá na hora, tá na hora
Tá na hora de brincar *
São nossas tatuagens!
Nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter *
Construímos um caminho bacana!

É muito bom de fazer parte dele!

E todos os professores do curso normal, tenho certeza, assinam embaixo: sim, temos orgulho de ser colegas de vocês!

As crianças precisam de  professoras e professores como vocês – que acreditam no amor, na tolerância, na alegria, nos sonhos possíveis!!!

Sigam aprendendo com entusiasmo e lutando para que nossa profissão tenha o reconhecimento que merece!

19/12/13

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Aqui está a parte que a Luciana e eu fizemos juntas!


20 de dezembro de 2013

Das madrinhas para @s afilhad@s

Trago para guardar aqui uma das homenagens que a professora Luciana e eu fizemos  às/aos formand@s/2013, do Curso Normal, do Elisa - noss@s afilhad@s!

Suely: E por que somos do Curso Normal, e por que acreditamos na importância das atividades desafiadoras, lúdicas e prazerosas...

Além disso, temos certeza de que quem canta seus males espanta...

Vamos contar a nossa história no Elisa, cantando...

 

Luciana: Após muitas contagens regressivas...

Chegamos ao tão esperado dia – a formatura...




Suely: Passou tão depressa... será que lembramos do dia em que chegamos ao Elisa?




Luciana: Tantas caras diferentes, tantos jeitos, tantas manias...




Suely: Certamente, quando decidimos ser professoras ou professores...




Luciana: E quem nunca tinha pensado em seguir esta profissão...




Suely: E, felizes, comunicamos aos amigos: “Vou ser professora! Vou ser professor!”

A cara de espanto toma conta e logo vem a fala: “Ser professora/professor, com este salário??”




Luciana: Aulas, trabalhos, provas, projetos, planos, práticas... E o tempo foi passando...




Suely: É tempo do estágio final! Muitas dúvidas, muitas aflições... E todas as segundas-feiras, na reunião com a comissão...




Luciana: É claro, no meio estágio, pensamos em desistir, mas...




Suely: Após o plano 65 ou o plano 100...




Luciana: No entanto, percebemos que o estágio não se resume a contagem de dias, mas a partilha de vidas... vidas de que, hoje, sentimos falta...




Suely: De tudo fica a certeza: o mais importante é aprender e ensinar a amar...




Luciana: Como nos inspira o poeta Alceu Wamosy:

“ Já não serei tão só, nem irás tão sozinha.
Há de ficar comigo uma saudade tua…
Hás de levar contigo uma saudade minha…”

Queridas afilhadas e queridos afilhados! Sejam felizes!

Que Deus proteja a todos!





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Aqui está a minha fala! ;-)


24 de novembro de 2013

Encontro de estudos - parte 1

Amanhã (25/11/13) começam alguns encontros de estudo d@s professor@s do Curso Normal do Elisa; minha incumbência é compartilhar algumas reflexões  sobre o papel da área da linguagem nos anos inicias... Ou fazer o meio de campo entre alguns textos e @s colegas...

Resolvi escrever aqui...

Proposta de estudo sobre a aprendizagem da língua nos anos iniciais

Data: 25/11/13
Duração: 4h
Professora Suely Aymone
Participantes: professor@s do Curso Normal – Ensino Médio, Aproveitamento de estudos e Curso de Aplicação

*** *** *** *** ***
Texto 1:

Saberes sobre o objeto ou tema a ser ensinado
(...) as decisões relativas aos encaminhamentos didáticos pressupõem que o professor tenha saberes de diferentes naturezas. Se, por um lado, a tarefa de ensinar sempre irá exigir de nós um saber pedagógico mais amplo - que envolve conhecimentos sobre currículo, sobre a instituição escolar etc. - precisaremos, por outro lado, ter saberes bem específicos sobre os conteúdos curriculares.
(...) precisamos aprofundar continuamente os saberes que temos a respeito do objeto ou tema a ser ensinado (Como está estruturado? Que elementos ou partes o compõem? Que relações existem entre esses elementos?) e sobre o modo como o aprendiz concebe, progressivamente, esse objeto a ser ensinado (Que hipóteses a criança formula sobre ele? Que dificuldades ela deverá superar para que seu modo de conceber o objeto se aproxime, cada vez mais, da forma como é concebido por nós, adultos escolarizados?) ( trecho do livro  "Ortografia: ensinar e aprender", de Artur Gomes de Morais).
Hoje, nos debruçaremos sobre um objeto de ensino-aprendizagem: a língua.

*** *** *** *** ***
Texto 2:

Leitura deleite:

Desde o primeiro encontro do PNAIC, em que foi proposta a leitura deleite, me encantei pelo adjetivo  -"deleite" -, perfeito para caracterizar a leitura de textos literários...

Na página 29 do Caderno de Formação:
O momento da leitura deleite é sempre de prazer e reflexão sobre o que é lido, sem se preocupar com a questão formal da leitura. É ler para se divertir, sentir prazer, para refletir sobre a vida. Tal prática, no entanto, não exclui as situações em que se conversa sobre os textos, pois esse momento também é de prazer, além de ser de ampliação de saberes.
Então, começo com a leitura de um trecho da obra "Minhas férias, pula uma linha, parágrafo.", de Christiane Gribel, ilustrações de Orlando, para que a gente se delicie e converse sobre as provocações do texto... 
O primeiro dia de aula é o dia que eu mais gosto em segundo lugar. O que eu mais gosto em primeiro é o último, porque no dia seguinte chegam as férias.
Os dois são os melhores dias na escola porque a gente nem tem aula. No primeiro dia não dá para ter aula porque o nosso corpo está na escola, mas a nossa cabeça ainda está de férias. E no último, também não dá para ter aula porque o nosso corpo está na escola, mas a nossa cabeça já está nas férias.
Era o primeiro dia e era para ser a aula de português, mas não era porque todo mundo estava contando das férias. E como todo mundo queria contar mais do que ouvir, o barulho na classe estava mesmo ensurdecedor. O que explica o fato de ninguém ter escutado a professora gritando para a gente parar de gritar. Todo mundo estava bem surdo mesmo. Mas quando ela bateu com os livros em cima da mesa a nossa surdez passou e todo mundo olhou para ela.
Ela estava em pé, na frente do quadro-negro e ficou em silêncio, com uma cara bem brava, olhando para a gente.
Quando um professor está em silêncio com uma cara bem brava olhando para você, é melhor também ficar em silêncio com uma cara de sem graça olhando para um ponto qualquer que não seja a cara brava do professor.
A professora puxou a cadeira dela e se sentou.
Atrás dela, no quadro-negro, eu vi decretado o fim das nossas férias e o fim do nosso primeiro dia de aula sem aula. Estava escrito:

Redação: escrever 30 linhas sobre as férias.

Eu sabia que as férias de ninguém iam ser mais as mesmas na hora que virassem redação. É simples: férias é legal, redação é chato. Quando a gente transforma as nossas férias numa redação, elas não são mais as nossas férias, são a nossa redação. Perdem toda a graça.
Todo mundo tirou o caderno de dentro da mochila. Menos eu.
Eu fiquei olhando para aquela frase no quadro enquanto os zíperes e velcros das mochilas eram os únicos barulhos na sala. De repente as nossas férias ficaram silenciosas. Onde já se viu férias sem barulho?
Além do mais, eu tenho certeza de que a professora nem quer saber de verdade como foram as nossas férias. Ela quer só saber como é a nossa letra e se a gente tem jeito para escrever redação. Aqueles dois meses inteirinhos de despreocupações estavam prestes a virar 30 linhas de preocupações com acentos, vírgulas, parágrafos e ainda por cima com a letra ilegível depois de tanto tempo sem treino (p. 7-9).
*** *** *** *** ***
Texto 3: 

Resolução n° 7, de 14 de dezembro de 2010, do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica - Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos.

Art. 15 Os componentes curriculares obrigatórios do Ensino Fundamental serão assim organizados em relação às áreas de conhecimento:

I - Linguagens:

a) Língua Portuguesa;

b) Língua Materna, para populações indígenas;

c) Língua Estrangeira moderna;

d) Arte;

e) Educação Física;

II - Matemática;

III - Ciências da Natureza;

IV - Ciências Humanas:

a) História;

b) Geografia;

V - Ensino Religioso.

(Diretrizes para a Educação Básica)

Penso que, a partir dessa  organização dos componentes curriculares do Ensino Fundamental, em áreas do conhecimento, devemos repensar a elaboração dos projetos e planos de aula. Ou não?!

*** *** *** *** ***
Textos relacionados:

Encontro de estudos - parte 2
Encontro de estudos - parte 3
Encontro de estudos - parte 4
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Encontro de estudos - parte 6
Encontro de estudos - parte 7
Encontro de estudos - parte 8
Encontro de estudos - parte 9
Encontro de estudos - parte 10
Encontro de estudos - parte 12
Encontro de estudos - parte 13

23 de novembro de 2013

Encontro de estudos - parte 2

Texto 4:
As concepções de linguagem e de língua  determinam o que e como ensinar
O desafio é formar praticantes da leitura e da escrita e não apenas sujeitos que possam ‘decifrar’ o sistema de escrita (Délia Lerner).
Será que a forma como entendemos a linguagem e a língua interfere em nossas práticas?

No vídeo que segue, o professor Cláudio Bazzoni suscita reflexões interessantes, mostrando como as concepções de linguagem a partir de Vygotsky, de Bakhtin e da ideia de letramento devem nortear o trabalho com a língua.



Mais sobre as ideias de Lev Vygotsky (1896-1934):



Mais  sobre as ideias de Mikhail Bakhtin (1895-1975):
(...) a língua só existe em função do uso que locutores (quem fala ou escreve) e interlocutores (quem lê ou escuta) fazem dela em situações (prosaicas ou formais) de comunicação. O ensinar, o aprender e o empregar a linguagem passam necessariamente pelo sujeito, o agente das relações sociais e o responsável pela composição e pelo estilo dos discursos. Esse sujeito se vale do conhecimento de enunciados anteriores para formular suas falas e redigir seus textos. Além disso, um enunciado sempre é modulado pelo falante para o contexto social, histórico, cultural e ideológico (trecho do texto "Mikhail Bakhtin, o filósofo do diálogo").
Para complementar:
(...) A expressão não era mais vista como uma representação da realidade, mas o resultado das intenções de quem a produziu e o impacto que terá no receptor. O aluno passou a ser visto como sujeito ativo, e não um reprodutor de modelos, e atuante - em vez de ser passivo no momento de ler e escutar ( trecho do texto "O que ensinar em língua portuguesa").
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Texto 5:

Concepções que refletem as escolhas metodológicas
  • A língua é entendida - segundo Vigotski, Bakthin, Geraldi - como um processo de interação entre sujeitos que desempenham papéis sociais, ideologicamente situados num momento histórico, portanto, um sistema aberto, vivo, dinâmico. Daí, a importância de expor os alunos a diferentes textos e contextos de uso da linguagem, a fim de torná-los “poliglotas” na própria língua, capazes de usá-la nas diversas situações, respeitando e valorizando as variações, e fazendo as reflexões necessárias sobre a modalidade padrão (ou culta). 
  • A língua é um dos elementos de identidade de um povo e dos indivíduos.
  • Todas as áreas do conhecimento, todas as atividades da sociedade se relacionam com a linguagem. 
  • A função de professor de língua e literatura implica muita responsabilidade, pois a forma como o trabalho é encaminhado pode contribuir, por exemplo, para que o preconceito linguístico se fortaleça e, daí, a exclusão; ou para a “apropriação” da (s) língua (s).
  • A aprendizagem de língua dever servir para libertar (e não para aprisionar!). Deve focar na formação de leitores e de produtores de textos (e não em “especialistas” em gramática normativa!).
  • Esses pressupostos exigem o investimento na construção da autonomia dos alunos, assumindo a condição de autores, pesquisadores - criativos, críticos e reflexivos -, especialmente, em relação às questões dos usos da língua. 
Ou seja, o professor deve promover a aprendizagem, estimular o diálogo, provocar o surgimento de dúvidas, apoiar as reconstruções. Ao aluno, por sua vez, cabe uma postura ativa; interessado em compartilhar, criar, interagir para compreender.

21 de novembro de 2013

Encontro de estudos - parte 4

Texto 8:

Comportamentos leitores e escritores:

A aprendizagem da língua acontece a partir de práticas de linguagem.
Quer dizer, se aprende a ler, lendo, e se aprende a escrever, escrevendo, assim como se conhece a língua materna, seu vocabulário e sua estrutura gramatical, "graças aos enunciados concretos que ouvimos e reproduzimos na comunicação efetiva com as pessoas que nos rodeiam", e não por meio de dicionários ou gramáticas (trecho do livro "Escrita nas séries iniciais", de Elizabeth Baldi).
Delia Lerner defende que a escola, ao entender a leitura e a escrita como práticas sociais,   desenvolverá nos alunos  os comportamentos leitores e escritores.

Comportamentos leitores: 
Entre os comportamentos do leitor que implicam interações com outras pessoas acerca dos textos, encontram-se, por exemplo, as seguintes: comentar ou recomendar o que se leu, compartilhar a leitura, confrontar com outros leitores as interpretações geradas por um livro ou uma notícia, discutir sobre as intenções implícitas nas manchetes de certo jornal... Entre os mais privados, por outro lado, encontram-se comportamentos como: antecipar o que segue no texto, reler um fragmento anterior para se verificar o que se compreendeu, quando se detecta uma incongruência, saltar o que não se entende ou não interessa e avançar para compreender melhor, identificar-se com o autor ou distanciar-se dele assumindo uma posição crítica, adequar a modalidade de leitura - exploratória ou exaustiva, pausada ou rápida, cuidadosa ou descompromissada - aos propósitos que se perseguem e ao texto que se está lendo...
Em outras palavras:




Comportamentos escritores:
Planejar, textualizar, revisar mais de uma vez... são os grandes comportamentos do escritor, que não são observáveis exteriormente e que acontecem, geralmente em particular. (...) Evitar ambiguidades ou mal-entendidos - uma atividade envolvida no processo de textualização/revisão - implica, ao mesmo tempo, uma luta solitária com o texto e um constante desdobramento do escritor que tenta imaginar o que sabe ou pensa o leitor potencial... As exigências desse desdobramento levam o escritor a pôr em ação outras atividades nas quais se introduz mais claramente a dimensão interpessoal: discutir com os outros qual é o efeito que se aspira produzir nos destinatários através do texto e quais são os recursos para consegui-lo; submeter à consideração de alguns leitores o que se escreveu ou se está escrevendo...



20 de novembro de 2013

Encontro de estudos - parte 5

Texto 9:

Direitos de aprendizagem no ciclo de alfabetização - língua portuguesa

No Caderno de Formação do PNAIC - "Currículo na alfabetização: concepções e princípios" estão descritos os direitos de aprendizagem que devem pautar as práticas pedagógicas em língua portuguesa. 

No primeiro quadro, os direitos gerais; nos outros, os  conhecimentos e as habilidades específicos  a cada eixo de aprendizagem da língua portuguesa: leitura, produção de textos escritos, oralidade e análise linguística.